Nos primeiros filmes que a tornaram um ícone dos anos 50 (que brilha até hoje), Audrey Hepburn não só se passeou muito pela Europa (Paris, Roma), em Roman Holliday, Love in The Afternoon, Sabrina e Funny Face, como contracenou sempre com homens bem mais velhos, galãs dos distantes anos 30: Gary Cooper, Gregory Peck, Fred Astaire, William Holden, Humphrey Bogart, Maurice Chevalier. Em Ariane, Hepburn é uma estudante de violoncelo que se apaixona por um empresário colunável (Cooper) que fica no Ritz quando passa por Paris. Cooper é bem conhecido do pai de Ariane, Maurice Chevalier, por causa da sua profissão de detetive. O filme tem a qualidade dos filmes de Billy Wilder da época, com muito de Lubitsch, mas a falta de química entre Hepburn e Cooper (cerca de 30 anos de diferença) não torna o filme memorável quanto poderia ser. Paris 2017 FQL 4/5
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4.2.15
Pandora and the Flying Dutchman (Albert Lewin, 1951)
Albert Lewin realizou apenas seis filmes, mas teve uma longa carreira de argumentista e produtor para as majors americanas. Ficou conhecido por privilegiar adaptações de clássicos, tendo realizado uma excelente versão de The Picture of Dorian Gray em 1945. Mas talvez o seu filme mais belo seja mesmo Pandora. A história baseia-se na lenda do Holandês Voador, que erra pelos mares à procura de uma mulher que ofereça a sua vida por amor. É uma história que alia romantismo e fantasia como poucas. Estas qualidades e a fotografia de Jack Cardiff (a produção é britânica) por vezes fazem-nos pensar em Michael Powell. Claro que sem a grande Ava não estaríamos hoje a falar deste filme como um clássico de culto que é. Bravo. Paris 2015: 5/5
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