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| Mocky 2013 |
Jean-Pierre Mocky (Nice, 1933) é uma figura muito especial no cinema francês. Trabalha há mais de 50 anos como ator e realizador, realizou mais de 60 filmes e 40 episódios de séries televisivas. É um realizador independente que filma com orçamentos muito baixos e com o apoio e a amizade de muitos atores franceses.
É também um exibidor. Comprou o cinema Le Brady (1994-2011) e Le Desperado (2011) para poder exibir os seus filmes. São duas salas de arte e ensaio que frequento bastante, que além de apresentarem uma programação diversificada, acolhem sessões de vários cineclubes.
Já tinha visto dois filmes de Mocky, La grande frousse, com Bourvil (1964) e Agent trouble (1987), com Catherine Deneuve, e agora vi Le renard jaune (2013). Em qualquer dos filmes Mocky toca a sua pequena música: histórias simples, menos importantes do que as relações que se estabelecem entre as personagens. Le renard jaune apresenta uma intriga à Agatha Christie (um homem destestado por todos os seus vizinhos e companheiros de café da esquina é assassinado, quem será o assassino?) mas logo o seu desfecho deixa de ter interesse, para as personagens e para o espetador. O que interessa é o microcosmo do referido café da esquina, sobretudo povoado de velhos que se agarram a essas amizades de fim de vida. O assassino é um desses velhotes, que depois de oferecer o seu apartamento a um casal de jovens para ali fazerem amor, volta ao café e fá-lo explodir com todos os seus companheiros no interior. Enfim, com esse gesto apenas acelerou o processo de substituição de gerações. Estamos pois longe da ligeireza de Agatha Christie. Touché.
Le renard jaune (2013), Paris: Le Desperado 2014 3/5
Agent trouble (1987), Paris: Le Desperado 2013 3/5
La grande frousse, com Bourvil (1964), Paris: Le Desperado 2012 3/5
Le renard jaune (2013), Paris: Le Desperado 2014 3/5
Agent trouble (1987), Paris: Le Desperado 2013 3/5
La grande frousse, com Bourvil (1964), Paris: Le Desperado 2012 3/5
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| Mocky 1964 |
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| Mocky 1987 |


