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19.1.20

1917 (Sam Mendes, 2019)

1917 é um filme de guerra de corte clássico, com uma perfeição técnica que nunca prejudica a dimensão emocional da história, destinado por sua vez a ser um clássico. Dois soldados das trincheiras (George MacKay, Dean-Charles Chapman) são incumbidos de fazer chegar a uma patente superior ordens que podem resultar no salvamento de centenas de vidas. Nomeado para 10 Oscar e 9 Bafta. Recebeu o Golden Globe e o BAFTA de melhor realizador e melhor filme. Paris Bercy 4/5

11.3.19

Barry JENKINS

MUFASA: THE LION KING (2024

REALIZADOR: Barry Jenkins  PRODUÇÃO: Adele Romanski, Mark Ceryak  ARGUMENTO: Jeff Nathanson ESTREIA: NOS Audiovisuais 19.12.2024 MUFASA: O REI LEÃO (Portugal) VISTO: PV 5.01.2025 CT Garrett 

IF BEALE STREET COULD TALK (2018)
Barry Jenkins não é de todo Spike Lee. Ambos falam da violência sobre os negros na sociedade americana, mas Jenkins opta por narrativas suaves e uma estética cuidada que valorizam a beleza e o orgulho da comunidade negra, apesar do zelo evidente com que os brancos rebaixam os seus membros. Um casal muito jovem quer casar-se e formar família mas uma acusação infundada vai meter o jovem na cadeia por muitos anos. Um amor em tempo de guerra, só que aqui a guerra não faz grande barulho mas não para de fazer vítimas e feridos incuráveis (veja-se o amigo do casal que passou pela cadeia). Barry Jenkins tem pelo menos o grande mérito de trazer para o cinema o universo de James Baldwin. O argumento de Jenkins ganhou o prémio do National Board Review e Regina King levou para casa o Oscar e o Golden Globo como melhor atriz secundária. Paris 03.2019 Luminor 3/5
MOONLIGHT (2016)
Tenho tido boas surpresas com os filmes dos óscares. Moonlight é um filme maravilhoso, que vai crescendo à medida que avança, à medida que o protagonista passa da infância à adolescência e por fim à idade adulta. E a história chega a ser mais comovente quando Chiron é adulto, apesar de ficarmos a saber que se tornou num traficante de droga. Em criança e na adolescência sofria de discriminação e de bullying, como adulto deu a volta por cima e passa a dominar (no mau sentido) a vida dos outros. A sequência final, quando a sua intimidade se revela, é talvez a mais bela do filme. Ganhou o Oscar e o Globo de Ouro de melhor filme. Merecido. Paris 02.2017 NOTA: 4/5

12.3.18

Greta GERWIG

LITTLE WOMEN (2019)
Esta enésima adaptação do clássico de Louisa May Alcott (1868) é para mim um dos filmes do ano. O seu grande trunfo é o trabalho de adaptação (e de realização) de Greta Gerwig. Ela consegue uma versão fiel e inteligente mas claramente moderna daquela obra oitocentista. O filme exige do espectador uma atenção redobrada face ao que é habitual na adaptação dos clássicos. Gerwig alterna cenas passadas em tempos diferentes; não é novidade, mas está muito bem feito e prova que o cinema pode sempre interrogar e surpreender as obras do passado. O elenco é um luxo: Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh, Eliza Scanlen, Laura Dern, Timothée Chalamet, Tracy Letts, Bob Odenkirk, James Norton, Louis Garrel, Chris Cooper, Meryl Streep. Outro trunfo do filme de Gerwig: a música de Alexandre Desplat. Este, Gerwig e as atrizes Saoirse Ronan, Florence Pugh e Laura Dern têm sido nomeados para vários prémios importantes. Paris 01.2020 Les Halles 4/5


LADY BIRD (2017)
Depois de se afirmar como atriz e argumentista marcante do cinema independente americano nos últimos anos, Greta Gerwig assume com Lady Bird a sua estreia na realização. Um filme à altura dos seus trabalhos anteriores, e continuando a temática central de Gerwig: uma mulher jovem com dificuldades em encontrar o seu lugar na sociedade, perdida entre o que se espera dela e os seus desejos e planos pessoais. Lady Bird (Saoirse Ronan) é uma adolescente prestes a entrar na maioridade, em conflito com o mundo, os pais, as amigas, os namorados. Uma história de coming of age realizada com o talento de quem já nos apresentou Frances Ha, em luta contra o mundo, igualmente egocêntrica, numa idade em que esse egocentrismo já não contava com os pais para o amortecer. Vamos ver como serão as próximas heroinas de Greta Gerwig. Paris 3,5/5