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1.7.26

Violettes impériales (Richard Pottier, 1952)

Carmen Sevilla e Luis Mariano
Violettes impériales (1952) é uma famosa opereta franco-espanhola com Luis Mariano. Uma vendedora de violetas (Carmen Sevilla) prevê um futuro real a Eugénie de Montijo (que efetivamente será a esposa de Napoléon III). Mas Violeta ajudará igualmente a desmascarar os que atentam à vida da imperatriz. Uma produção típica da sua época, que perdeu boa parte do charme com a passagem do tempo. L'amour est un bouquet de violettes é a canção mais famosa do filme. A música é de Francis Lopez. Vila do Conde 02.2017 DVDteca 3/5

DVDTECA(4) Lumières de Paris (1938) Violettes impériales (1952) Le Chanteur de Mexico (1956) Sérénade au Texas (1958)

28.4.26

Orfeu Negro (Marcel Camus, 1959)

Orfeu Negro é a transposição para o morro carioca da mítica história de amor entre Orfeu e Eurídice. Antes de ser um filme premiado com a Palma de Ouro e com o Óscar de melhor filme estrangeiro, foi uma peça musical, Orfeu da Conceição, que, tal como o filme, ficou imortalizada pelas músicas de António Carlos Jobim, Luiz Bonfá e Vinicius de Moraes. Que outros nomes envolvidos na produção do filme são hoje conhecidos? Parece-me que nenhum. O que diz bem dos imerecidos prémios que recebeu. O filme mantém uma certa beleza e tem uma importância enorme para o cinema e a cultura do Brasil. Mas foi preciso um estrangeiro para filmar o Rio, os seus morros e o seu Carnaval com tais cores gloriosas agora restauradas. O cinema novo chegaria pouco depois e, de certa forma, percorreria alguns trilhos abertos por Orfeu: a dimensão mítica (Glauber) e a atenção realista ao morro. Paris 2017 Le Champo 3,5/5

9.4.26

La Ronde (Max Ophüls, 1950)

 

REALIZADOR: Max Ophüls ARGUMENTO: Jacques Natanson, Max Ophüls, baseado na peça La Ronde de Arthur Schnitzler ELENCO: Jean-Louis Barrault, Danielle Darrieux, Daniel Gélin, Fernand Gravey, Odette Joyeux, Gérard Philipe, Simone Signoret, Simone Simon, Anton Walbrook PRODUÇÃO: Films Sacha Gordine ESTREIA: 27.09.2024 VISTO: Paris 2009 Cinémathèque, Paris 17.11.2024 Le Champo

9.6.21

La Traversée de Paris (Claude Autant-Lara, 1956)

É a segunda vez que vejo esta comédia brilhante, um dos melhores filmes franceses anteriores à nouvelle vague. Reúne três gigantes: Jean Gabin, Louis de Funes e Bourvil, às voltas com um porco cortado que ocupa quatro malas e que tem de atravessar Paris para cair no mercado negro da Paris ocupada pelos alemães. Paris le Desperado & Filmothèque 4/5

29.4.21

The River (Jean Renoir, 1951)

The River, ou O Rio Sagrado em Portugal, é um filme sobre a Índia, ou a infância na Índia, e é de uma poesia no tratamento das questões da juventude, do crescimento, raros no cinema. É uma Índia um tanto sonhada, vista ou entrevista de fora, por um realizador que já trabalhara na Europa e nos EUA. Mas não é uma Índia de papelão. Porto 2001 Rivoli 5/5

3.12.17

Miquette et sa mère (Henri-Georges Clouzot, 1950)

Os franceses gosta(va)m muito de filmes sobre teatro, talvez porque permitissem fazer brilhar as grandes estrelas do teatro na tela do cinema. Em Miquette et sa mère, dois jovens (Danièle Delorme e Bourvil) de diferente condição social pretendem casar-se mas o jovem é herdeiro de um marquês que pretende a namorada do sobrinho para ele. Miquette e a sua mãe entram para uma companhia de teatro e a partir daí o filme passa-se entre os bastidores e o palco, até que os dois apaixonados se juntam. Como aconteceu noutros filme, gostei da presença de Bourvil e achei insuportável a prestação de Louis Jouvet. Produção de Silver Films, Alcina e CICC (Raymond Borderie). Paris 2,5/5

1.5.17

Le Trou (1959)

Há alguns filmes excelentes sobre fugas da prisão na história do cinema. Le Trou é um deles, sendo provavelmente o melhor filme de Jacques Becker. A forma como filma o espaço exíguo da cela e o confronto e sobretudo a camaradagem entre os presidiários é digna do maior louvor. Porém, como espectador, reconheço que por vezes o filme me aborreceu; é o tipo de filme que não penso em rever. Argumento de Jacques Becker e José Giovanni. Paris 2017 Le Champo 3,5/5

27.4.17

Montparnasse 19 (1958)

Montparnasse 19 é o penúltimo filme de Jacques Becker. Trata dos últimos dias de Modigliani (Gérard Philipe), das suas relações com as mulheres e do seu insucesso comercial. Ele morre na mais absoluta pobreza. Mas o melhor do filme é a história de amor que o pintor vive com Jeanne (Anouk Aimée). Aliás, o filme tem um título alternativo que prioriza esse aspecto: Les Amants de Montparnasse. Outros filmes de Becker são dedicados a grandes histórias de amor: Casque d' Or, Antoine et Antoinette, Edouard et Caroline. Em Montparnasse 19 há uma personagem particularmente perturbante: o crítico e marchand de arte interpretado por Lino Ventura. A cena final, na qual o marchand espera a morte de Modigliani para ficar com todas as suas obras, é de arrepiar. Paris 2017 Cinémathèque 3,5/5
DVD Público 2015
DVDTECA

24.4.17

Casque d' Or (Jacques Becker, 1952)

Vi este filme pela primeira vez em 1997 na Cinemateca Portuguesa, num ciclo dedicado a Jacques Becker. Agora a Cinémathèque de Paris, e o circuito comercial, dedicam muitas sessões aos grandes filmes do realizador francês. Casque d'or, ou Aquela Loira, é um dos seus filmes mais amados. O filme articula duas temáticas caras a Becker: os amantes apaixonados, cujo amor resiste aos eventuais obstáculos; e o bas-fond dos pequenos mafiosos. Becker propõe um film noir à francesa, inspirado pelos americanos com certeza, mas também pela pintura de Renoir (aqueles momentos festivos no campo) e pelos filmes de Jean Renoir. Um belo filme. Paris 2017 Le Champo 4/5

19.5.15

Helena e os Homens (Jean Renoir, 1956)

Jean Renoir foi um dos poucos realizadores que conseguiu traduzir no cinema a ideia de leveza, de alegria, de felicidade quase infantil a que os seres humanos deveriam dedicar-se mais. Renoir fez isso, por exemplo, nos filmes da parte final da sua carreira e com atrizes que eram lendas vivas: Ingrid Bergman e Anna Magnani (Le Carosse d'or, 1953). Deu-lhes papéis de mulheres sedutoras mas generosas e a nossa visão dessas atrizes mudou para sempre. Ingrid Bergman foi muitas vezes sofredora, angustiada, manipulada nos filmes de Rosselini e Hitchcock. Renoir apareceu com uma varinha mágica e transformou-a naquilo que se vê neste filme: uma mulher cuja influência sobre os homens é usada para a felicidade pessoal de vários deles e para o bem comum (muda o futuro da França). Um filme indispensável. Paris, Le Desperado 3,5/5

9.5.14

Le Salaire de la peur (Henri-Georges Clouzot, 1953)

Le Salaire de la peur (Henri-Georges Clouzot, 1953)
Le Salaire de la peur é uma das glórias do cinema francês. Recebeu alguns dos mais importantes prémios do cinema: Palma de Ouro em Cannes, Urso de Ouro em Berlim, Prix Méliès, BAFTA. Vi-o pela primeira vez ontem, no Grand Action, num ciclo de filmes galardoados com a Palma de Ouro (Cannes 2014 está à porta). É fácil perceber por que o filme foi e é tão celebrado e foi refeito (remake) duas vezes pelos americanos. Há cenas que nunca tinha visto no cinema da primeira metade do século, mesmo no americano. O filme tem ambição universalista rara no cinema francês da época, geralmente tão provinciano. Ouvem-se várias línguas, confrontam-se várias culturas e tudo bate certo. A primeira parte (longa) do filme, em que são apresentadas as personagens principais sem que haja qualquer luz sobre o que está para vir, é uma maravilha de definição de personalidades e culturas díspares. A segunda parte, quando quatro homens são escolhidos para a perigosa tarefa de transportar nitroglicerina por estradas irregulares, é um tour-de-force de suspense poucas vezes visto no cinema. Talvez este filme tenha antecipado muitos dos filmes americanos que nas décadas seguintes investiram na força dramática de iniciativas de grande risco de vida enfrentadas por grupos de homens. Um grande clássico. Paris 05.2014 Le Grand Action 5/5
Magníficos: Yves Montand e Charles Vanel

9.3.14

Madame de... (Max Ophüls, 1953)

REALIZADOR: Max Ophüls ARGUMENTO: Marcel Achard, Max Ophüls, Annette Wademant, baseano no romance de Louise de Vilmorin ELENCO: Danielle Darrieux, Charles Boyer, Vittorio De Sica, Jean Debucourt PRODUÇÃO: Franco-London-Films Indusfilms, Rizzoli Films ORIGEM: França, Itália ESTREIA: 16.09.1953 (França) 10.02.1954 (Portugal) VISTO: Paris Le Champo 2009 & Paris 9.12.2024 Le Champo NOTA: 4/5