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9.7.26

Yolanda ant the Thief (Vincente Minnelli, 1945)

A história passa-se num país (caricaturado) da América Latina (que estava na moda em Hollywood nos anos 40), que mais parece uma monarquia governada pela família Aquaviva, que, na verdade, detém o monopólio da economia do país. A fortuna Aquaviva tem uma nova e jovem herdeira, Yolanda (Lucille Bremer), que sai do convento (ou de uma escola religiosa) diretamente para o mundo dos negócios. Aparece então um estrangeiro caça-fortunas, um americano obviamente (Fred Astaire), que se faz passar pelo anjo da guarda da jovem crente e consegue retirar-lhe a fortuna. Mas há um verdadeiro anjo (Leon Ames) por perto (os anjos também estavam na moda no cinema americano da época) que vai aproximar o vigarista e a vítima no sentido do amor, do casamento e da procriação. Estamos em pleno terreno da fantasia, que o cinema musical tantas vezes pisa, levada aqui longe demais, o que talvez explique o desastre comercial do filme na estreia. Mas hoje ele faz a delícia dos amantes das comédias musicais. Tem um grande momento musical no ballet do sonho (ou antes, pesadelo) de Astaire, com coreografia de Eugene Loring, que antecipa o ballet do sonho de Gene Kelly em Um Americano em Paris. Há cenas de comédia saborosas (a primeira visita de Astaire ao palácio de Yolanda) e os momentos musicais e de dança são maravilhosos. Já é bastante. Paris: Le Desperado (2013) & Ecoles 21 (2018) 4/5    

Yolanda ant the Thief (1945). Comédia musical. Realização: Vincente Minnelli. Produção: Arthur Freed (MGM). Argumento: Irving Brecher. Coreografia: Eugene Loring. Atores principais: Fred Astaire, Lucille Bremer, Frank Morgan, Mildred Natwick, Leon Ames. Música: Harry Warren, Lyrics: Arthur Freed. 

Anchors Aweigh (George Sidney, 1945)

 
Anchors Aweigh, intitulado Escale à Hollywood em França, é um dos meus musicais preferidos. Mas não me lembro de ter visto antes este filme, que é tão famoso devido à sequência em que Gene Kelly dança com o desenho animado Jerry Mouse. Mas esse é apenas um dos trunfos deste clássico. Adoro o argumento: dois marinheiros com quatro dias de licença, o garanhão Gene Kelly e o tímido Frank Sinatra, saem do navio excitados em busca de mulheres mas acabam por fazer de ama de um rapazinho que fugiu de casa para entrar na Marinha. Mas esse menino é criado pela bela e jovem tia Susie (Kathryn Grayson) e é por ela que os dois marinheiros se vão apaixonar. Grande momento do filme é a interpretação da canção "I Fall in Love Too Easily" por Sinatra (canção de Jule Styne e Sammy Cahn, nomeados para o oscar). Paris 2015 Cinemateca Francesa 4/5

1.7.26

The Dolly Sisters (Irving Cummings, 1945)

The Dolly Sisters é o típico biopic musical que em todas as épocas encontramos no cinema americano. A forma mais fácil de justificar um musical é escolher personagens e uma história que se passem no meio do showbizz. As Dolly Sisters foram uma dupla de irmãs gémeas, louras e talentosas, que brilharam nos palcos da Broadway e da Europa no início do século XX. A carreira e a vida privada delas foram transformadas pela Fox numa interessante comédia musical romântica que todavia nada traz de novo à história do cinema musical. Betty Grable, June Haver e John Payne são as estrelas da Fox do filme. VC 08.2016 DVD 3/5

13.4.26

The Strange Affair of Uncle Harry (Robert Siodmak, 1945)

 
Uma história que lembra Tennessee Williams, pois uma mulher e o irmão, trintões e solteiros, têm uma relação que raia o incesto... Trata-se da história de uma família invulgar e opressora: um homem toma conta e sustenta duas irmãs, uma solteira como ele e outra mais velha e viúva. Ele apaixona-se por uma colega de trabalho mas a irmã consegue impedir o casamento, por ciúmes do irmão... O falso desenlace torna a história bem negra, que nunca poderia ser aceite por Hollywood, se não fosse desmentido nos últimos minutos. Paris 11.2021 sala Écoles 3,5/5