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28.7.26

Movie Movie (Stanley Donen, 1977)

Realização: Stanley DONEN

Estreia nos EUA: 22/11/1978
Estreia em Portugal: 27/11/1980

FITAS LOUCAS (Portugal)
FOLIE-FOLIE (França) 
Movie Movie, a Dupla Emoção (Brasil)

Movie Movie, realizado por Stanley Donen, inclui dois filmes curtos que parodiam o cinema clássico de Hollywood, em particular o seu otimismo inesgotável. Gostei muito da comédia musical que se inspira no clássico 42nd Street. Paris 2022 Cinémathèque 3,5/5

9.7.26

Roseland (James Ivory, 1977)

Estreia nos EUA: 16/10/1977
Estreia em França: 15/10/1997

Não é difícil perceber que Roseland é um filme datado e que está praticamente esquecido, só podendo ser visto em retrospetivas completas nas cinematecas, como a que está a decorrer na Cinémathèque de Paris. E no entanto é um filme que me encantou. Os anos 70 gostavam da dança, foram os anos de Bob Fosse, de John Travolta, de filmes que se passavam nas pistas de dança. Roseland é um salão de dança em Nova Iorque, onde homens e mulheres dançam valsa todas as semanas e participam em campeonatos. Seguimos três histórias quase autónomas, não fora o local comum e algumas personagens que fazem a ponte entre essas histórias: a professora de dança e o mestre de cerimónias. As histórias, e as suas personagens principais, são comoventes. Na primeira, uma viúva (Teresa Wright) não gosta do seu par de dança mas apenas com ele consegue ver-se quando era jovem ao lado do marido no espelho do salão. Na segunda história, um gigolo (Christopher Walken) é seduzido por uma jovem recém-separada (Geraldine Chaplin) mas não consegue abdicar da mulher mais velha da qual depende financeiramente. Na terceira história, uma mulher relembra o homem com quem dançava sempre. O argumento é da fiel colaboradora de Ivory, Ruth Prawer Jhabvala. Paris 2022 Cinémathèque 3,5/5

6.5.26

Looking For Mr. Goodbar (Richard Brooks, 1977

Vi este filme na cinemateca portuguesa há mais de 20 anos... Não tinha gostado muito do filme e não mudei de opinião agora que o revi... na cinemateca de Paris. É um filme importante sobre a mulher nos anos 70, anos de grandes conquistas sociais que beneficiaram a mulher em primeiro lugar. Diane Keaton tenta emancipar-se da sua educação católica rígida, tornando-se independente dos pais e optando por uma vida sexual livre dos preconceitos da época. A sua irmã mais velha já tinha aberto caminho nesse sentido. Mas Diane parece atrair os homens mais tarados das redondezas (como o muito jovem Richard Gere...) e acabará "punida" pelo comportamento assumido. Paris 10.2021 Cinémathèque 3/5

Roseland (James Ivory, 1977)



REAL James Ivory ELENCO Geraldine Chaplin, Christopher Walken, Teresa Wright VISTO Paris 01.2020 Cinémathèque

12.4.26

Annie Hall (Woody Allen, 1977)

Programa da recente reposição na Filmthèque QL
ANNIE HALL (1977) é um dos grandes filmes de Woody Allen, o primeiro que o coloca no panteão das suas grandes referências, como Fellini e Bergman. Homenagem ao cinema destes dois mestres, por meio do tema, caro a Bergman, do casal em crise, e através da narrativa fragmentada e centrada no próprio sujeito do discurso, como acontecia em Oito e Meio de Fellini. Apesar destas referências óbvias, Woody Allen faz um filme muito original no contexto do cinema americano dos 70s, já de si inovador. E claro, Diane Keaton teve aqui o papel da sua vida, tenho recebido todos os prémios que podia receber (Oscar, BAFTA, NY Film Critics, entre outros). Paris 01.2018 Filmothèque du Quartier Latin 5/5

4.4.26

Bobby Deerfield (Sydney Pollack, 1977)

Pretendo ver todos os filmes de Sydney Pollack, um realizador que muito me marcou nos anos 80 (Tootsie, Out of Africa) e nunca me desiludiu. Bobby Deerfield é um filme esquecido na filmografia de Pollack, mal amado pelo público e pela crítica. Mas penso que essa fama é injusta. Pollack foi sempre bom nos melodramas: aqui um piloto americano de fórmula um (Al Pacino) encontra uma mulher (Marthe Keller) que tem uma doença terminal. Com ela, o protagonista desperta para a vida dos sentidos, dos afetos, pois no início do filme ele é apresentado como um ser dormente, afastado há muito tempo da família que ficou na América (o filme passa-se na Europa). A química entre o par protagonista, essencial para o sucesso do melodrama, é garantida pelos atores Pacino e Marthe Keller, sobretudo por esta, que é a surpresa do filme. Vi Bobby Deerfield em DVD e agradeço a invenção deste suporte por ter dado origem aos comentários em voz-off do realizador à medida que o filme é apresentado. Para quem gosta muito de cinema e dos pormenores da produção dos filmes, é sempre fascinante ouvir os realizadores comentarem o seu trabalho com tanta minúcia. Imagino o que seria ter estes extras com Hitchcock, por exemplo. Além dos comentários, o DVD inclui o making-of do filme. Vila do Conde 12.2015 DVDteca 4/5
DVDTECA

30.8.23

Julia (Fred Zinnemann, 1977)

Polónia 1907 - Londres 1997


REALIZADOR: Fred Zinnemann ARGUMENTO: Alvin Sargent, basedo no capítulo "Julia" de Pentimento (Lillian Hellman) PRODUÇÃO: Richard Roth // 20th Century Fox ELENCO: Jane Fonda, Vanessa Redgrave, Jason Robards, Hal Holbrook, Rosemary Murphy, Maximilian Schell, Meryl Streep FOTO: Douglas Slocombe MÚSICA: Georges Delerue ESTREIA: 2.10.1977 (EUA) 30.03.1978 (Portugal) VISTO: VC 05.01.2025 DVDTECA
DVDTECA  

19.9.22

John FLYNN

ROLLING THUNDER (1977)

É o primeiro filme que vi de John Flynn e quero ver mais. É um filme que mistura os sub-generos do filme de estrada e filme de vingança. Tarantino adora a cena de matança no bordel. Mas há várias cenas notáveis no filme, inclusive as mais violentas (a tortura do protagonista e o assassinato da sua família). O argumento é de Paul Schrader, nome maior do cinema sobre a violência na sociedade americana. Paris 09.2022 Cinémathèque 3,5/5

18.12.17

Encontros Imediatos de Terceiro Grau (Steven Spielberg, 1977)

Foi desta que consegui ver finalmente este filme. Correspondeu inteiramente às minhas expectativas. Spielberg fez um dos seus melhores filmes. A visita dos extraterrestres à terra é apresentada com um suspense notável através do olhar (e do espanto) das crianças e de alguns adultos. Spielberg inventava aqui qualquer coisa que tenho dificuldade em nomear nesta nota e que marcaria o cinema dos anos 80, que nos deixou várias obras devedoras destes Encontros Imediatos, como ET e Starman, entre outros. Um dos melhores filmes que vi este ano. Paris 4,5/5