O terceiro filme de Sautet é de 1963 mas é como se a nouvelle vague não tivesse acontecido. Uma história típica dos filmes noir americanos: um grupo de bandidos atraem um especialista em barcos (Lino Ventura) para desencalhar o barco que roubaram para contrabandear armas. Ele a a proprietária do barco ficam reféns dos contrabandistas e a longa sequência passada no mar e no barco é admirável. Uma boa surpresa, esta reposição de um filme pouco conhecido de Sautet. Paris 2017 FQL 3/5
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8.3.17
20.1.15
Classe tous risques (Claude Sautet, 1960)
Um dos maiores filmes noir do cinema francês, assinado por um realizador que se iria consagrar mais tarde com um cinema bem diferente. Lino Ventura é magnífico no papel de um assaltante a quem as coisas correm mal e que se vê no fim da linha, depois de ter perdido a mulher, os filhos e a amizade dos pouco amigos que tinha. Paris 2015 Le Champo 4/5
Classe tous risques (1960), argumento de José Giovanni, Claude Sautet e Pascal Jardin (adapta romance de José Giovanni), com Lino Ventura, Belmondo e Sandra Milo, música de Georges Delerue.
Classe tous risques (1960), argumento de José Giovanni, Claude Sautet e Pascal Jardin (adapta romance de José Giovanni), com Lino Ventura, Belmondo e Sandra Milo, música de Georges Delerue.
12.1.15
César et Rosalie (Claude Sautet, 1972)
Este foi o último de alguns filmes de Sautet que pude ver ou rever no último mês. A Cinemateca Francesa apresentou a integral de Sautet e o cinema Le Champo repôs cópias novas de quatro dos seus filmes mais famosos (todos dos anos 70). Pude então ver uma amostra significativa da obra do realizador francês. Vi todos os clássicos com Romy Schneider que o consagraram nos anos 1970 e os últimos com Emmanuelle Béart. E cheguei a esta conclusão interessante: os melhores filmes são os últimos.
Em César et Rosalie, Romy Schneider divide-se entre dois homens, Yves Montand e Sami Frey, que de inimigos e de personalidades opostas acabam por criar uma amizade inesperada, alimentada pelo amor pela mesma mulher, que abandona aliás um para ficar com o outro e por fim abandona os dois. Um bom filme, ainda que com aspectos datados. Paris, Le Champo 3,5/5
4.1.15
Un mauvais fils (Claude Sautet, 1980)
Não serão tantos assim os filmes que tratam da relação entre pai e filho. Claude Sautet realizou um dos mais belos filmes sobre este tema com Un mauvais fils. Um homem jovem sai da prisão e regressa a casa dos pais, mas não é bem recebido pelo pai viúvo, que o rejeita. Só a passagem do tempo reaproximará pai e filho. Sautet realiza um filme sobre uma família de operários, desviando-se completamente dos dramas burgueses que o tornaram célebre nos anos 1970. Com a contribuição extraordinária de Patrick Dewaere (um dos meus atores preferidos) Sautet consegue um dos seus filmes mais emocionantes, com personagens mergulhadas na dor da existência. Já tinha visto o filme há muitos anos na televisão, mas só desta vez me apercebi de toda a sua grandeza. Cinemateca Francesa 4/5
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| Patrick Dewaere, Claire Maurier e Yves Robert |
3.1.15
Une Histoire Simple (Claude Sautet, 1978)
Um filme representativo do cinema de Sautet nos anos 1970. Romy Schneider como protagonista, o mundo do trabalho central na vida do indivíduo, o amor e a amizade como valores supremos. É um retrato de uma mulher, Marie, que começa o filme decidindo-se por um aborto e o abandono do namorado e termina o filme com ela assumindo um novo bebé, de um ex-companheiro. Uma mulher independente, mãe solteira assumida. Mas o filme é também o retrato de um grupo de amigos que trabalham na mesma empresa e passam o tempo livre juntos. Paris, 4/5
14.12.14
Nelly et Monsieur Arnaud (Claude Sautet, 1995)
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| Claude Sautet, Michel Serrault e Emmanuelle Béart |
E se o último filme de Claude Sautet fosse o seu melhor?
Ontem vi Nelly et Monsieur Arnaud (1995) e fiquei abismado com a perfeição, com o trabalho de relojoaria que o filme apresenta quando está quase a fazer 20 anos. Terei de (re)ver as obras-primas dos anos 1970 com Romy Schneider e Michel Piccoli para verificar a minha hipótese. Afinal, ainda recentemente descobri que os últimos filmes de François Truffaut estão entre os seus melhores, em todo o caso entre os meus preferidos do realizador.
Nelly et Monsieur Arnaud é fiel à marca do autor: a burguesia em primeiro plano, a importância do trabalho e da profissão, as cenas em público (na rua, no restaurante, no café) multiplicam-se, os sentimentos e a interioridade como o mais importante do argumento. Como definir a relação entre Nelly e o senhor Arnaud? Eis o eixo do filme, que todavia não dá resposta à pergunta. Uma relação tão reticente à definição como a relação de Nelly com o marido e o novo namorado, como a relação entre o senhor Arnaud e a sua mulher, entre outras que o filme vai expondo. Um filme extraordinário. Paris 2014 Cinemateca 5/5
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