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28.7.26

Lovestruck: The Musical (Sanaa Hamri, 2013)

A Disney consegue como ninguém misturar comédia, fantasia e musical num filme familiar, popular e de bom gosto. Este foi feito para a televisão mas o que importa? Jukebox musical com sucessos de Madonna, Whitney Houston ou Lady Gaga cantados pelos atores do filme, o telefilme impressiona por manter viva a tradição do musical que no cinema não consegue vingar. O argumento tem a assinatura de Terry Rossio (que escreveu Aladin e os Piratas das Caraíbas). A fantasia à la Disney está assegurada. Jane Seymour viaja para Itália para impedir o casamento da sua filha, que desistiu de protagonizar um musical coreografado pela mãe para se casar. Mas a mãe bebe um elixir da juventude e fica com 20 anos, podendo assim roubar o noivo à filha. As previsíveis complicações surgem, assim como o previsível desenlace, mas com vários bons números musicais no caminho. Muito bom. Melun 2020 (3,5/5)  

Lovestruck: The Musical (Sanaa Hamri, 2013), jukebox musical, ABC Family (Walt Disney), argumento de Jaylynn Bailey e Terry Rossio. Elenco: Drew Seeley (Ryan Hutton & Angus), Chelsea Kane (Harper Hutton & Debbie Hayworth), Sara Paxton (Mirabella Hutton), Alexander DiPersia (Marco Vitturi), Jane Seymour (Harper Hutton) e Tom Wopat (Ryan Hutton), Adrienne Bailon (Noelle).  

BSO: Just Dance (Harper), I Wanna Dance with Somebody (Who Loves Me) (Harper), Me Too (Stripped) (Mirabella Hutton, Marco), Like a Virgin (Mirabella, Noelle and Harper), How Can I Remember to Forget? (Mirabella), DJ Got Us Fallin' in Love (Ryan e Harper), Me Too (Main Mix) (Mirabella, Marco), Everlasting Love (Noelle, Mirabella, Marco e elenco), Here and Now (Ryan)

9.7.26

Outro Sertão (Doc. 2013)

Guimarães Rosa, antes de ser conhecido como (grande) escritor, foi diplomata em Hamburgo, Alemanha, durante alguns anos a partir de 1938. Escreveu muito sobre o que gostou e não gostou na Alemanha, mas com a guerra teve de sair do país, não sem antes ajudar muitos judeus a passar a fronteira. Outro Sertão, de Adriana Jacobsen e Soraia Vilela, encontra o tom justo, entre depoimentos, escritos do escritor e imagens de amadores da época para falar de tão fascinante assunto. Paris 2014 Arlequin 3/5

6.7.26

O Concurso (Pedro Vasconcelos, 2013)

Filme de Pedro Vasconcelos

Quatro jovens são admitidos à prova final do concurso para juiz federal. Vêm de diferentes partes do país e encontram-se no Rio dias antes dos exames. Juntos vão passar por aventuras próprias de uma despedida de solteiro prolongada. Tudo carregado a traço grosso, nem os atores ajudam a elevar esta comédia rasteira. Melun 2020 (1,5/5)  

O Concurso (Pedro Vasconcelos, 2013), produção e argumento de LG Tubaldini Jr. (Globo Filmes), com Danton Mello, Fábio Porchat, Rodrigo Pandolfo, Anderson Di Rizzi, Sabrina Sato e Carol Castro.

4.7.26

Depois da Chuva (Cláudio Marques e Marília Hughes, 2013)

 
Estreia no Brasil: 15/03/2015

Um bom filme sobre a juventude no tempo das Diretas Já (1984). Perante o contexto, os jovens são levados a politizar-se num colégio de classe média de Salvador. Paris, dezembro de 2017 Cinemateca Francesa 3/5

Cidade de Deus - 10 Anos Deposi (Cavi Borges, 2013)

 
Cidade de Deus (2002) é um dos filmes mais marcantes do cinema brasileiro, que acabou por ter uma carreira internacional impressionante. Dez anos depois os realizadores Cavi Borges e Luciano Vidigal resolveram ver por onde andavam os que fizeram aquele filme, desde os principais atores aos quase figurantes. Poucos filmes justificariam este procedimento, mas Cidade de Deus presta-se bem a isso, pois envolveu muitos habitantes da favela homónima, que nunca haviam atuado antes. O resultado é impressionante, pois para muitos aquilo foi uma experiência sem futuro. Criou muitas ilusões em alguns deles, que não se concretizaram. Documentário bem interessante. Paris 04.2014 FCBP    3/5

Amazonia (Thierry Ragobert, 2013)

Amazonia é uma produção franco-brasileira que encerrou o último Festival de Veneza. Tem como protagonista um pequeno macaco que, preso numa jaula, parte de avião do Rio de Janeiro para parte incerta. No caminho, uma tempestade faz o avião cair em plena Amazónia, onde o nosso herói vai encontrar um mundo perigoso e fascinante, e nós com ele. Uma ficção documental deliciosa. Paris 06.2013 NOTA 3/5

28.5.26

De Menor (Caru Alves Sousa, 2013)

Mais uma promissora estreia na realização no cinema brasileiro. Caru Alves de Souza é argumentista e realizadora de De Menor (2013), e mostra talento em ambas as funções. Com esta obra recebeu o troféu Redentor para melhor filme no Festival do Rio. É a história de dois irmãos muito jovens, recém-órfãos, ela advogada na área da penalidade de menores, ele um adolescente rebelde que vai atrair sobre si as garras da justiça. Longe do histerismo de muitos filmes de favela sobre os jovens delinquentes, De Menor opta por um estilo sugestivo, atento ao mistério e complexidade dos seres, sem os julgar. O longo início do filme, em que nos são apresentados os irmãos como um jovem casal enamorado, que não precisa de falar para mostrar o amor recíproco entre ambos, é simplesmente de antologia. São imagens do apogeu de uma relação antes da mudança irreversível que está para vir. Paris 2014  3,5/5

Uma História de Amor e Fúria (Luiz Bolognesi, 2013)

 


Estreia no Brasil: 5/04/2013
Vi este filme no Festival de cinema brasileiro de Paris. É uma longa-metragem de animação ambiciosa no contexto da produção brasileira, claramente periférica na produção mundial. Narra a História do Brasil, com um pé num futuro high-tech e orwelliano, tendo como fio condutor a ideia de rebeldia face os autoritarismos que se constroem pelos que acedem ao poder. Assim, desde o encontro dos europeus e dos indígenas americanos, trava-se uma luta infindável entre os poderosos e os oprimidos, e só da partir da desobediência é que é conquistada a liberdade. O filme parte de um bom argumento (de Bolognesi) e de uma opção estética interessante e original, com as cores da terra a predominarem, mas o ritmo da realização nem sempre é o mais adequado. Paris 2014 Arlequin 2,5/5
Estreia em França: 27/07/2016

Amor, Plástico e Barulho (Renata Pinheiro, 2013)

REAL Renata Pinheiro ARG Sergio Oliveira e Renata Pinheiro ELENCO Nash Laila, Maeve Jinkings, Samuel Vieira ORIGEM Brasil ROD Recife ESTREIA 14.09.2013 (F. Brasília) 22.01.2025 (Brasil) 15.10.2020 (Portugal) VISTO Porto 2020 cinema Trindade

EXIBIÇÃO
Porto, cinema Trindade 24.10.20, 18h Ciclo É Tudo Brasil!
Porto, cinema Trindade 2020
Portugal, estreia comercial 15.10.2020

1.5.26

Crô (Bruno Barreto, 2013)


Comédia popular derivada (spin-off) da telenovela Fina Estampa, de Aguinaldo Silva. Nela o personagem Crô (Marcelo Serrado), um criado que venerava a sua patroa, ganhou grande popularidade e virou protagonista de dois filmes, até agora. Bem, prefiro a telenovela, sem dúvida. Uma produção da Downtown Filmes, da Globo Filmes e de L. C. Barreto. Com Marcelo Serrado, Alexandre Nero, Ana Maria Braga, Carlos Machado, Carolina Ferraz, Gaby Amarantos, Ivete Sangalo. Melun 2020 2/5

Tatuagem (Hilton Lacerda, 2013)

Hilton Lacerda assina o argumento e a realização de Tatuagem, o filme triunfante do Festival de Gramado de 2013. É mais um brilhante filme sobre Recife, depois do magnífico O Som ao Redor (Les bruits de Recife, em França). Em Tatuagem, Lacerda escolhe a época da ditadura (Recife, 1978) para tecer uma história de amor entre um jovem militar e um líder de um grupo artístico de teatro e performance anti-ditadura. A realização é excelente (é a primeira longa-metragem de ficção de Lacerda) e o retrato de grupo é sempre justo e por momentos chega a ser mais interessante do que a abordagem da relação amorosa entre os dois protagonistas. Irahndir Santos tem aqui uma interpretação inesquecível, talvez o seu melhor trabalho. Paris 2014 Arlequin    4/5

O Lobo Atrás da Porta (Fernando Coimbra, 2013)

Uma jovem mulher sequestra a filha do ex-amante por este a ter coagido a abortar. Um filme de vingança feminina que visa reparar a violência masculina sobre as mulheres. Tratando-se do Brasil, e da questão da infidelidade dos homens, temos então um drama criminal sociologicamente bem ancorado. Um ponto a favor do filme, já que a escrita e a realização apresentam vários problemas. No entanto o impacto emocional do filme foi suficiente para lhe ter sido atribuído no Festival do Rio o troféu Redentor para o melhor filme (e também para a melhor atriz, Leandra Leal). Realização de Fernando Coimbra. Paris 2014 Arlequin  2,5/5

29.4.26

A Praia do Futuro (Karim Aïnouz, 2012)

Karim Ainouz é um dos novos realizadores brasileiros que tem visto a sua obra circular pelo estrangeiro com alguma regularidade. Praia do Futuro, escrito por Karim Ainouz e Felipe Bragança, estrelado por Wagner Moura, foi apresentado ao público parisiense, em 2014, no Festival de cinema gay e lésbico de Paris e estreou semanas depois nas salas. O realizador esteve presente na sessão e agradeceu a alguns franceses que o ajudaram a financiar a sua primeira obra, o famoso Madame Satã, que também vai passou no festival. Praia do Futuro não é dos melhores filmes de Ainouz. Ele trocou a luminosidade do Nordeste brasileiro, que abre o filme, pelo céu de chumbo da Alemanha (o irmão do protagonista a dada altura fala de pólo norte ao referir-se à Alemanha). O melhor de Ainouz é a captação das paisagens, dos grandes espaços, e do sentimento de desconforto das personagens que as paisagens por vezes revelam. Mas o argumento tem alguns impasses. Um nadador-salvador (Wagner Moura) não consegue salvar um alemão que está de passagem pelo nordeste. Então envolve-se emocionalmente com o amigo do alemão, e resolve ir com ele para a Alemanha. Mas a sua estadia, no início marcada pelas saudades e mal-estar por ficar longe da família, torna-se definitiva. Numa terceira parte, o seu irmão mais novo, agora adulto, vai a Berlim procurar o irmão e exigir-lhe explicações sobre o abandono da família (entretanto a mãe morrera um ano antes). Esta questão é muito interessante porque vai contra a ideia e o costume enraizados de os brasileiros emigrantes ajudarem as famílias que ficam no Brasil. A emigração não quebra antes fortalece os laços familiares. Mas o protagonista deste filme abandona não só a família como se afasta do amante que o levou para a Alemanha. O final, numa praia gelada do norte da Europa, parece apontar para a reconciliação e a formação de uma nova família: os dois irmãos e o amante alemão. Um filme interessante, mas só parcialmente bem resolvido. Paris 2014 Bibliothèque 3/5

MADAME SATÃ (2002)
DVDTECA 

28.4.26

Flores Raras (Bruno Barreto, 2013)

Este filme narra a história real da paixão entre a célebre poetisa americana Elizabeth Bishop e a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares, no Brasil dos anos 1950 e 1960. Eu desconhecia esta história que é em si apaixonante, e que estava mesmo à espera para virar um filme. Lota marcou a paisagem do Rio com o parque do Flamengo e a sua ousada iluminação, cujos pormenores são matéria muito bem integrada na história do filme. Ela projetou e morou numa espetacular casa em Petrópolis, que é o centro da ação do filme. O realizador consegue superar aquele patamar próprio dos telefilmes de época e, com a ajuda das atrizes Glória Pires e Miranda Otto, propor um filme sólido e sempre interessante. Paris 2017 L'Arlequin 3,5/5

Faroeste Caboclo (R. Sampaio, 2013)

 
Faroeste Caboclo, longa-metragem de estreia do realizador René Sampaio, deve o título e a história a um clássico da música pop brasileira dos anos 1980, da autoria de Renato Russo, líder do mítico grupo Legião Urbana. Mas não encontramos no filme nem uma sombra da poesia da canção que o inspirou. É um filme convencional, bem realizado mas sem nada de memorável. Foi um dos sucessos de 2013 no Brasil: teve 1,5 milhão espectadores.  Paris 2014     2/5

19.12.25

Antonin PERETJATKO

Vade Retro (Antonin Peretjatko, 2025)
Melun 19.12.2025 Les Variétés 2/5

La fille du 14 juillet (Antonin Peretjatko, 2013)
Paris 2013 Mk2 Hautefeuille 3.5/5

23.11.23

Ridley SCOTT 2010s...

GLADIATOR II (2024)
REALIZADOR: Ridley Scott  PRODUÇÃO: Douglas Wick, David Franzoni, Lucy Fisher, Ridley Scott, Michael A. Pruss  ARGUMENTO: David Scarpa ELENCO Paul Mescal, Denzel Washington, Connie Nielsen, Pedro Pascal, Joseph Quinn, Fred Hechinger, Derek Jacobi, May Calamawy, Lior Raz, Peter Mensah, Matt Lucas, Alexander Karim, Tim McInnerny, Lee Charles, Chidi Ajufo, Alfie Tempest, Riana Duce, Chi Lewis-Parry, Paul Candelent ESTREIA: NOS Audiovisuais 14.11.2024 GLADIADOR II (Portugal) VISTO: Melun 11.11.2024 NOTA: 3/5

NAPOLEON (2023)
 
HOUSE OF GUCCI (2021)
Não conhecia a história dos Gucci, muito menos o desenlace trágico que o filme conta. Por isso assisti com muito interesse ao filme de Ridley Scott, com Adam Driver, Lady GaGa e Al Pacino. Paris 01.2022 Bibliothèque 3,5/5
ALIEN: COVENANT (2017)
Com poucos dias de diferença vi Life e este último Alien, que têm histórias semelhantes. Gostei um pouco mais de Life, que contudo não tem o mesmo prestígio nem os meios de produção de Alien (este custou o dobro daquele). Como muitas vezes acontece, as partes filosóficas e explicativas aborrecem-me; em Alien Covenant isso voltou a acontecer. Gostei mais de Prometheus (2012). Paris 05.2017 3/5
THE MARTIAN (2015)
Um bom filme de FC que é ao mesmo tempo uma narrativa de sobrevivência. Por vezes parece um western e as paisagens de Marte lembram as paisagens do velho Oeste americano. Involuntariamente, Mark Watney torna-se o primeiro colonizador de Marte e o espirito com que o faz é evidentemente uma homenagem ao espírito dos colonizadores americanos no velho Oeste. A insistência nos pormenores científicos de toda a ação torna o filme por vezes aborrecido e a ênfase na glorificação do espírito otimista americano também impediu que eu gostasse mais do filme. Talvez este seja melhor, mas gostei mais do anterior filme de FC de Ridley Scott: Prometheus (2012). Paris 11.2015 Max Linder 3/5
EXODUS: GODS AND KINGS (2014)
Dispensável. É o que mais se ouve falar sobre este filme de Ridley Scott. Mas estes mitos precisam que alguém lhes pegue e os traga para a era da imagem e dos efeitos especiais digitais. Correndo o risco de, como acontece neste filme, tudo parecer tão liso como a própria imagem digital. Dispensável, pois. Paris 01.2015 2,5/5

THE COUNSELOR (2013)

The Counselor é uma desilusão. Ridley é um realizador irrregular, com filmes inesquecíveis (The Duellists, Alien ou Blade Runner) e muitos bem abaixo do seu melhor. Com um argumento de Cormac McCarthy e estrelado por Michael Fassbender, Penélope Cruz, Cameron Diaz, Javier Bardem e Brad Pitt, o filme prometia. Mas Ridley não consegue insuflar qualquer chama à história e às personagens. Nenhum dos atores citados é memorável, nem Fassbender que está no auge da sua afirmação de grande ator. MK2 Paris 2013   2,5/5

PROMETHEUS (2012)

Ridley Scott assinou em 2012 um bom filme de ficção científica, Prometheus, com Michael Fassbender e Charlize Theron. Com estes dois o filme ganha uma carga sexual pouco comum nos filmes de ficção científica, e superior ao que era suposto existir em The Counselor (o filme seguinte de Scott), em que todas as personagens passam o filme a falar sobre sexo. Gostei francamente do filme (é raro não gostar de um filme de ficção científica) e gostaria de revê-lo. Paris 02.2012 Danton 3,5/5


22.6.23

Paul SCHRADER

OH, CANADA (2024)
REALIZADOR: Paul Schrader ARGUMENTO: Paul Schrader, baseado no romance Foregone (Russell Banks, 2021) ELENCO: Richard Gere, Jacob Elordi, Uma Thurman, Victoria Hill, Michael Imperioli ESTREIA: 8.12.2024 (EUA) NOS Audiovisuais 20.02.2025 (Portugal) VISTO: Paris 19.12.2024 Arlequin NOTA: 3/5
NOS Audiovisuais 20.02.2025

MASTER GARDNER (2022)
Paris 06.2023 Bibliothèque 4.5/5

THE CARD COUNTER (2021)
Um thriller passado no meio dos jogadores de poquer, que vivem do e para o jogo, já que participam em campeonatos que se prolongam por semanas em diferentes cidades americanas. Brilhante, um dos grandes filmes do ano. Porto 01.2021 Trindade 4/5


THE CANYONS (2013)

Paul Schrader é um dos grandes argumentistas do cinema americano (assinou vários filmes para Scorsese) e é um realizador menos importante mas sempre interessante. Desta vez, filma um argumento de Brett Easton Ellis, The Canyons (2013) e faz um filme elegante sobre os pequenos (em vários sentidos) produtores de Hollwood de hoje numa Los Angeles superficial e hipócrita. E para tal chamou para protagonistas a socialite Lindsay Lohan e o ator porno James Deen. A rimar com este meio decadente Schrader apresenta um genérico que é um achado: uma sequência de imagens de salas de cinema em ruínas. Paris 03.2014   3/5