Que bom ver um clássico sueco não assinado por Bergman! Em versão restaurada, foi reposto agora em Paris o clássico de Alf Sjoberg, Mademoiselle Julie (1950) com Anita Björk.
Já vi várias vezes esta peça célebre de Strindberg, mas sempre em teatro, pelo menos três vezes, uma no Teatro do Chiado, há tanto tempo que parece que foi numa outra vida anterior; e recentemente com Juliette Binoche do palco do Odeon.
Mas o filme de Sjoberg traz a história quase toda para o exterior, para o ar livre (não é o que desejam as personagens principais?) sem que a ideia de claustrofobia social seja atenuada por essa opção do exterior. São seres que não podem mudar as convenções sociais de classe sem se aniquilarem. Uma das maiores histórias que o teatro nos deu e que é sempre um prazer rever. Paris 09.2014 Filmothèque du Quartier Latin 4/5
