REAL François Ozon ARG François Ozon, adaptação do romance L'Étranger (Albert Camus, 1942) MÚSICA Fatima Al Qadiri ELENCO Benjamin Voisin, Rebecca Marder, Pierre Lottin, Denis Lavant, Swann Arlaud ORIG França, Bélgica ESTREIA 2.09.2025 (F. Veneza) 29.10.2025 (França) VISTO Paris 13.11.2025 Bercy
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6.4.26
31.7.22
La Nuit du 12 (Dominik Moll, 2022)
O filme segue o inquérito policial que visa descobrir o responsável pela morte de uma jovem, que foi queimada viva. O inquérito não foi conclusivo, mas deixou marcas nos agentes da polícia que o fizeram. Muito bom. Paris 2022 Les Halles 3,5/5
3.4.21
Le Grand Chemin (Jean-Loup Hubert, 1987)
Um dos melhores filmes sobre a infância que já vi. A história é simples. Um rapaz vai passar uns tempos com uma amiga da mãe, em Rouans, aldeia de Nantes. Contrariado no início, depressa adapta-se às pessoas que o acolhem e tem uma menina da sua idade com quem pode brincar. Quantos filmes já vimos com a mesma história? Muitos, mas poucos tão bem realizados como este. Foi nomeado aos cinco Césars principais: melhor filme, realizador, argumento, atriz e ator. Richard Bohringer e Anémone levaram merecidamente o César para casa. Melun 2021 TV 4/5
1.5.18
Le Dînner de Cons (Francis Veber, 1998)
Cruel e muito divertida. Le Diner de cons, ou Jantar dos Palermas, é uma comédia já clássica, que marcou milhões de franceses há 20 anos. Vi-a há pouco num voo de longo curso da Air France, de cujo menu de filmes não deve sair nunca. Um editor rico e arrogante (Thierry Lhermitte) marca um jantar com amigos para se divertirem com um convidado especial, um idiota escolhido a dedo. Mas o idiota (Jacques Villeret) vai acabar por infernizar a noite do seu anfitrião... O filme foi nomeado para seis Césars, tendo vencido o de melhor ator (Villeret), ator secundário (Daniel Prévost) e melhor argumento (Francis Veber, que adapta a sua própria peça). Rio-Paris 3,5/5
4.6.15
La Tête Haute (Emmanuelle Bercot, 2015)
LA TÊTE HAUTE (2015)
Mais um excelente exemplo do realismo à francesa, na linha de Entre les murs (Laurent Cantet, Palma de Ouro em Cannes 2008). Este filme traça o percurso de um jovem rebelde, irrecuperável (Rod Paradot), criado entre as instituições de enquadramento do Estado Social moderno. Uma juíza de menores (impecável Catherine Deneuve) e um educador (Benoit Magimel) fazem tudo para o pôr no bom caminho, mas a tarefa é hercúlea. Paris 06.2015 2,5/5
14.12.14
Nelly et Monsieur Arnaud (Claude Sautet, 1995)
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| Claude Sautet, Michel Serrault e Emmanuelle Béart |
E se o último filme de Claude Sautet fosse o seu melhor?
Ontem vi Nelly et Monsieur Arnaud (1995) e fiquei abismado com a perfeição, com o trabalho de relojoaria que o filme apresenta quando está quase a fazer 20 anos. Terei de (re)ver as obras-primas dos anos 1970 com Romy Schneider e Michel Piccoli para verificar a minha hipótese. Afinal, ainda recentemente descobri que os últimos filmes de François Truffaut estão entre os seus melhores, em todo o caso entre os meus preferidos do realizador.
Nelly et Monsieur Arnaud é fiel à marca do autor: a burguesia em primeiro plano, a importância do trabalho e da profissão, as cenas em público (na rua, no restaurante, no café) multiplicam-se, os sentimentos e a interioridade como o mais importante do argumento. Como definir a relação entre Nelly e o senhor Arnaud? Eis o eixo do filme, que todavia não dá resposta à pergunta. Uma relação tão reticente à definição como a relação de Nelly com o marido e o novo namorado, como a relação entre o senhor Arnaud e a sua mulher, entre outras que o filme vai expondo. Um filme extraordinário. Paris 2014 Cinemateca 5/5
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