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4.7.26

Amazonia (Thierry Ragobert, 2013)

Amazonia é uma produção franco-brasileira que encerrou o último Festival de Veneza. Tem como protagonista um pequeno macaco que, preso numa jaula, parte de avião do Rio de Janeiro para parte incerta. No caminho, uma tempestade faz o avião cair em plena Amazónia, onde o nosso herói vai encontrar um mundo perigoso e fascinante, e nós com ele. Uma ficção documental deliciosa. Paris 06.2013 NOTA 3/5

7.5.21

Les Beaux Jours (Marion Vernoux, 2013)

Fanny Ardant reforma-se e tenta ocupar os seus dias com diversas atividades, mas inesperadamente é uma nova paixão, acesa por Laurent Lafitte, que lhe acontece... Les beaux jours quoi. Melun 2021 TV 2,5/5

30.4.21

Avant l'hiver (Philippe Claudel, 2013)

Um drama frio como o inverno. Adoro os atores Daniel Auteuil e Kristin Scott-Thomas mas as suas personagens e a história que vivem, de frieza conjugal e infidelidade potencial, não me emocionaram nem um pouco. É assim que imagino a literatura do romancista Philippe Claudel, que escreveu e realizou o filme. Melun 2021 TV 2/5

14.1.17

La Vénus à la fourrure (Roman Polanski, 2013)


Mais um excelente Polanski. 
Muito intenso, com um texto notável e, sobretudo, com duas interpretações inesquecíveis de Mathieu Amalric e Emmnauelle Seigner.
Polanski é perito em filmar situações de huit-clos, de relações intempestivas entre personagens com diferentes tipos de poder. Tal como no anterior O Deus da Carnificina (Le Dieu du Carnage 2011), Vénus decorre integralmente num espaço interior (o palco de um teatro). Em ambos o brilho dos seres civilizados não resiste aos preconceitos mais básicos. Em ambos o massacre sempre à espreita para se manifestar.

Vénus de Vison
Paris 2013
3/5

Brasil: A Pele de Vênus
Portugal: Vénus de Vison

DVDTECA
Le couteau dans l'eau (1962) 
Répulsion (1965) 
Bitter Moon (1992) 
The Pianist (2002)     

3.5.14

Dans la cour (Pierre Salvadori, 2013)

Com este filme, Pierre Salvadori consegue superar, a meu ver, a excelente impressão deixada por Hors de prix (2006). Dans la cour é novamente uma comédia, mas muito amarga, negra mesmo. Um homem solitário de meia-idade (Gustave Kervern), no desemprego, consegue um emprego como porteiro num prédio do bairro Belleville, em Paris. Aí, vive uma amizade com a proprietária de um dos apartamentos do prédio, uma mulher reformada (Catherine Deneuve), a viver um processo de alienação mental preocupante. A partir desta situação, Pierre Salvadori apresenta uma comédia dos pequenos nadas do quotidiano daqueles que se sentem na vida por um fio. Rimos muito ao longo do filme, mas o negrume da história e do seu desenlace nunca é escamoteado. A estrela de Deneuve brilha mais uma vez. Um belo filme. Paris 2014    3,5/5

31.3.14

Aimer, boire et chanter (Alain Resnais, 2013)

Alain Resnais regressa ao local do crime: o campo inglês de Alain Ayckbourn, de quem já tinha transposto para o cinema o díptico Smoking/No Smoking (1994). Agora a peça adaptada chama-se Life of Riley, e apesar da excelência habitual dos atores de Resnais, o que continua a maravilhar é o trabalho original do cineasta Resnais, que propõe aqui uma comédia de casais entre o artíficio do teatro e o naturalismo do cinema. Uma comédia burguesa por um dos realizadores mais cerebrais da nouvelle vague. Réjouissant. Paris 2014 (4/5)

29.1.14

Lulu femme nue (Sólveig Anspach, 2013)

Lulu, mulher casada, mãe de filhos adolescentes, no fim de uma entrevista de emprego mal sucedida, decide escapar à rotina que a espera em casa e deixa-se ficar numa terra balnear ao sabor dos encontros que vão acontecendo. 
Karin Viard sustenta quase sozinha este bom filme, que nos mostra o mal estar de uma sociedade saciada mas ao mesmo tempo insatisfeita com o pequeno mundo confortável que construiu. Filme baseado numa banda desenhada de Étienne Davodeau. Paris 01.2014 2,5/5

19.10.13

9 mois ferme (Albert Dupontel, 2013)

2013 está a ser um ano fértil em excelentes comédias francesas. Mas não de comédias mainstream, destinadas a atrair multidões como Bienvenue chez les Ch'tis (2008). São comédias indie, outras entre o indie e o mainstream. Talvez a melhor de todas seja 9 mois ferme, realizada por Albert Dupontel, que está a criar a surpresa e a partilhar os holofotes da mídia com a Palma de Ouro La Vie d'Adèle. Há neste filme sequências de antologia, por serem extremamente cómicas e inteligentes. A atriz principal é fabulosa, provavelmente é a melhor interpretação de Sandrine Kiberlain. E sabe-se como as comédias dependem demasiado dos atores. A história do filme? Uma jovem juíza, solteira e solitária, em plena ascensão na carreira, descobre que está grávida do mais perigoso criminoso do país, conhecido por "globophage" por se pensar que extraiu e devorou os olhos de umas das suas vítimas. Delirante! Paris 4/5