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22.7.26

A Chorus Line (Richard Attenborough, 1985)

A Chorus Line, o filme, não ficou para a história, nem sequer para a história dos musicais no cinema. Mas a versão teatral é um dos maiores êxitos de sempre da Broadway. O filme, porém, é muito pouco lembrado e quase só encontrei referências negativas. Mas eu gostei de o ver. Até revi várias sequências mais marcantes. A Chorus Line é um musical sobre a produção e arte dos musicais, um tema tão antigo quanto a história dos musicais no palco e no cinema. Um diretor (Michael Douglas) tem de escolher friamente, entre os bailarinos que se apresentam para uma audição, aqueles que farão parte de um espetáculo futuro. A história centra-se nas motivações e angústias dos bailarinos e passa-se no palco onde decorre a audição. Deve ter sido difícil transpor esta história para o cinema, de tão estática apesar do movimento constante dos dançarinos. A realização de Richard Attenborough não esteve à altura do potencial do original, ele não é de todo Bob Fosse. Já a música é memorável, em especial o clássico "One", de Marvin Hamlisch e Edward Kleban (que assinam todas as canções). O argumento é de Arnold Schulman, que adapta o musical homónimo (1975) de James Kirkwood Jr e Nicholas Dante. Atores: Michael Douglas (Zach, o coreógrafo), Alyson Reed (Cassie), Terrence Mann (Larry, coreógrafo asssistente), Sharon Brown (Kim, secretária de Zach). Visto em DVD: 3,5/5 
Números musicais:  
"I Hope I Get It" (com todo o elenco) 
"Who Am I Anyway?" (Paul) 
"I Can Do That" (Mike) 
"At the Ballet" (Sheila, Bebe e Maggie) 
"Surprise, Surprise" (Richie e os dançarinos) 
"Nothing" (Diana)  
"Dance: Ten; Looks: Three" (Val) 
"Let Me Dance for You" (Cassie) 
"One" (ensaio com todo o elenco) 
"What I Did for Love" (Cassie) 
"One" (Finale com todo o elenco)

Footloose (Herbert Ross, 1984)

Footloose (Herbert Ross, 1984)
Estreia nos EUA: 17/02/1984

Estreia em Portugal: 21/09/1984
 FOOTLOOSE - A MÚSICA ESTÁ DO TEU LADO

Estreia no Brasil: 13/07/1984
FOOTLOOSE - RITO LOUCO

Footloose respira os anos 80 por todos os poros. Tornou-se um filme de culto para os jovens desses anos e até deu origem a um musical em 1998 e a um remake em 2011. A música tem um papel de grande relevo em todos estes Footlooses, mas só conheço a banda sonora do filme de 1984, que tem hits como "Footloose", "I'm Free", "Holding Out for a Hero", "Girl Gets Around", "Let's Hear It for the Boys", "Somebody's Eyes". Nada disto é do meu gosto, são canções do rock americano menos interessante que se fazia na altura. Mas a música também tem um lugar central na história de Footloose. Um rapaz (Kevin Bacon) criado em Chicago vai viver para uma pequena povoação conservadora ao ponto de proibir aos seus jovens todo o género de bailes e a leitura de determinados livros (como o clássico Tom Sawyer). Ele e vários amigos (Lori Singer, Chris Penn, Sarah Jessica Parker) vão lutar para organizar um baile de debutantes, sobretudo contra o reverendo da povoação (John Lihtgow). Este filme tem o seu grande trunfo nos atores, pois quase todos fizeram carreiras interessantes. Gostei particularmente de ver Dianne Wiest e Sarah Jessica Parker. VC 2017 DVDTECA 3/5

16.6.26

Falling in Love Again (Steven Paul, 1980)

REAL Steven Paul ARG Ted Allan, Hank Paul, Steven Paul, Susannah York ELENCO Twink Caplan, John Diehl, Elliott Gould, Susannah York, Michelle Pfeiffer EST 21.11.1980 (NY)

21.5.26

Stormy Monday (Mike Figgis, 1988)

Stormy Monday (1988) é o primeiro filme realizado por Mike Figgis, que também escreveu o argumento. O filme é uma homenagem ao filme noir, que renascia nos anos 80 (Anatomia do Golpe, de Frears, ou Blood Simple, dos Coen), uma história de dois seres inocentes (Melanie Griffith e Sean Bean) arrastados para o mundo do pequeno crime. Vila do Conde 02.2017 DVDteca 2,5/5
DVDTECA

6.5.26

Broadcast News (James L. Brooks, 1987)

DVD 20th Century Fox HE 2004
DVDTECA

REALIZADOR: James L. Brooks ARGUMENTO: James L. Brooks PRODUTOR: James L. Brooks / Gracie Films ELENCO: William Hurt, Albert Brooks, Holly Hunter, Robert Prosky, Lois Chiles, Joan Cusack, Peter Hackes, Christian Clemenson, Jack Nicholson FOTO: Michael Ballhaus MÚSICA: Bill Conti ESTREIA: 16.12.1987 (EUA) EDIÇÃO ESPECIAL 25.03.1988 (Portugal) BUD: 15M BO: 67M

Terms of Enearment (James L. Brooks, 1983)

Fazem falta hoje no cinema americano talentos como James L. Brooks ou Nancy Meyers. Fizeram dramas e comédias com diálogos e atores impagáveis. Nem nas tão celebradas séries de hoje se encontra este nível de escrita e interpretação. Que boa ideia a reposição do filme nas salas de cinema. Paris 09.2022 Le Champo 4/5
Este filme marcou os anos 80. Uma comédia dramática sobre a relação problemática entre mãe e filha (Shirley MacLaine e Debra Winger), tendo esta desenvolvido um cancro fatal. Entre ligeireza e gravidade, James L. Brooks consegue encontrar o tom justo para contar esta história de Larry McMurtry. Mas o filme é sobretudo um show dos atores. Shirley MacLaine e Jack Nicholson receberam o Oscar e o Golden Globe. Debra Winger, nomeada para vários prémios, também é excecional. James L. Brooks, na sua estreia na realização, venceu quase tudo o que havia a vencer, pois ele escreveu, realizou e produziu o filme. Com base nestas três funções acabou por receber três Oscars e dois Golden Globes. A edição em DVD do filme traz um bom comentário áudio por James L. Brooks. Muito bom filme VC 08.2016 DVDTECA 4/5

22.4.26

Explorers (Joe Dante, 1985)

De volta aos 80s, duas vezes no mesmo dia! Ao contrário de Falling in Love (Grosbard, 1984), que vira na estreia, é a primeira vez que vejo Explorers. Trata-se de um filme que ilustra bem uma tendência do cinema americano dos anos 80, uma galáxia cujo centro era Spielberg, que fazia filmes de entretrenimento para todos (crianças e adultos), filmes em que tudo partia da família. Em Explorers um grupo de rapazes, alimentados pela cultura televisiva e pela ficção científica mais pobre, dedica-se a construir uma nave e um sistema de comunicação que lhes permitem ser os protagonistas de uma aventura de ficção científica real. Digamos que já vi melhores filmes, entre aqueles da mesma época que partem de uma situação realista para abraçarem de seguida a via da fantasia cara à imaginação infantil. E.T. é a referência máxima deste género de filmes, empurrando Explorers para o campo das curiosidades. Vila do Conde 12.2015 DVDTECA 3/5

17.4.26

The Princess Bride (Rob Reiner, 1987)


The Princess Bride é um clássico do filme de fantasia e de aventura que eu não vi na estreia. O argumento é de William Goldman, que adapta o seu próprio romance (The Princess Bride, 1973). Já não se vêem filmes assim, hoje talvez só a Disney se arrisque a ir ao essencial, à narrativa encantatória que nasce do simples acto de narrar uma história sem floreios formais (efeitos especiais) ou de conteúdo (sequências longas, sub-tramas). Com Cary Elwes, Robin Wright, Mandy Patinkin, Chris Sarandon, Wallace Shawn, André the Giant. EST 18.09.1987 (TIFF) 25.03.1988 (Portugal) Vila do Conde 11.2019 DVDTECA 3/5
DVD France
DVDTECA

3.4.26

Out of Africa (Sydney Pollack)

OUT OF AFRICA (1986) REALIZAÇÃO: Sydney Pollack ARGUMENTO: Judith Thurman, Errol Trzebinski, adaptação de Karen Blixen ELENCO: Meryl Streep, Robert Redford, Klaus Maria Brandauer ESTREIA: 10.12.1985 (EUA) 28.02.1986 ÁFRICA MINHA (Portugal)  VISTO: Lisboa 1986 São Jorge, Paris 2015 Filmothèque QL  NOTA: 5/5
Diz-me a memória tantas vezes traiçoeira, que vi o filme África Minha na grande sala do cinema lisboeta São Jorge no primeiro ano de ISCTE, em 1986. É uma memória tão feliz que, a não ser verdade, pertencerá pelo menos a uma mitologia pessoal. Seja como for, Out of Africa é um dos filmes mais marcantes da minha vida, pois remete para tantas coisas que me são caras: o cinema de Hollywood, o cinema popular de qualidade, Meryl Streep, o romantismo, África (mesmo que mais sonhada e idealizada do que real), a literatura como fonte do cinema, a justiça dos óscares, a música que prolonga o prazer dos filmes. Por falar em música, a banda sonora de John Barry, que é uma das minhas preferidas de sempre, ajudou a manter viva na minha memória as imagens do filme. Eu não me recordo de ter revisto o filme até à semana passada mas no entanto ele manteve-se intacto na minha memória. Curiosamente o romance da fazendeira com o caçador nunca me cativou, tendo mesmo merecido de Pollack alguns planos próximos do kitsch, ou então tornaram-se kitsch com a fama do filme. O que me entusiasma na história é o amor entre a baronesa-fazendeira e a terra e as pessoas (africanas) que ela encontra. É curioso como Polack conseguiu dar uma força quase épica, larger than life, a uma história intimista, cujo desenvolvimento e narrativa poderiam pertencer a uma série televisiva tipo As Jóias da Coroa. David Lean já tinha feito pouco antes uma experiência semelhante com Passagem para a Índia (1984), um filme que talvez tenha sido ofuscado por África Minha. DVDTECA Paris 01.2016 FQL 5/5

2.4.26

Tequila Sunrise (Robert Towne, 1988)

Tequila Sunrise (Intriga ao Amanhecer, em português) mistura romance e policial numa história de rivalidade entre dois amigos: um está na polícia (Kurt Russell), o outro está ligado ao tráfico de droga (Mel Gibson), ambos estão apaixonados pela mesma mulher (Michelle Pfeiffer). Michelle era uma das estrelas mais cintilantes dos 80s e é ela que faz a diferença neste filme. A tensão que existe entre os três ofusca a trama policial que ocupa os dois amigos. VC 4.2019 DVDTECA 3/5
DVDTECA

18.8.24

Bronco Billy (Clint Eastwood, 1980)

DVD Clint Eastwood Collection 2000
DVDTECA
7º BRONO BILLY (1980) REALIZAÇÃO: Clint Eastwood ARGUMENTO: Dennis Hackin PRODUÇÃO: Dennis Hackin e Neil Dobrofsky FOTO: David Worth MÚSICA: Snuff Garrett ELENCO: Clint Eastwood, Sondra Locke ESTREIA: 11.06.1980 (EUA) 23.11.1981 (Portugal) VISTO: VC 1980 TV? & VC 18.08.2024 DVDteca NOTA: 3.5/5

11.2.20

Baby Boom (Charles Shyer, 1987)


Nos anos 80 fizeram-se alguns filmes sobre os efeitos do capitalismo mais feroz na vida das pessoas, incluindo daquelas que beneficiavam e não questionavam esse espírito invasor da organização económica dominante. BABY BOOM (1987) começa com um apontamento sociológico sobre o grande avanço das mulheres no mercado de trabalho competitivo capitalista e sugere a incompatibilidade entre esse avanço e a manutenção da capacidade da mulher de criar uma família. Diane Keaton atinge a igualdade com os homens na grande empresa onde trabalha tornando-se, nas suas aspirações pessoais e familiares, um homem como os outros. Mas estes podem ter filhos e ela não. Até que um dia cai-lhe no colo uma bebé, filha de um primo inglês que ela nunca viu, e a sua vida vai virar-se do avesso. Sai da grande empresa e da grande cidade e vai para o campo, começando tudo de novo. Nunca ouvi falar do realizador Charles Shyer,  mas conheço bem e aprecio Nancy Meyers, que escreveu o argumento com Shyer, e produziu o filme com Bruce A. Block (para a United Artists). Meyers especializou-se em comédias adultas sobre as relações de amor e trabalho envolvendo adultos não muito jovens, como It`s Complicated (2009), Something's Gotta Give (2004) e What Women Want (2000). O elenco é encabeçado pela maravilhosa Diane Keaton (nomeada ao Golden Globe), e tem ainda Harold Ramis e Sam Shepard,. O filme foi também nomeado ao Golden Globe de melhor filme. Há ainda uma canção original (feita para este filme): Everchanging Times (Burt Bacharach, Bill Conti e Carole Bayer Sager, 1987). VC DVDTECA 02.2020 NOTA: 3/5

15.11.19

When Harry Met Sally (Rob Reiner, 1989)


A comédia romântica When Harry Met Sally (Rob Reiner, 1989) é um marco do género. O argumento, um dos grandes trunfos do filme, é de Nora Ephron e foi justamente nomeado ao Oscar. Nora Ephron continuaria depois a assinar argumentos de dois filmes que têm muito em comum com este, ambos interpretados por Meg Ryan, Sleepless in Seattle (1993) e You've Got Mail (1998)
Quanto a When Harry Met Sally, o par Meg Ryan e Billy Crystal passa o filme brigando por tudo e por nada e por pouco poderíamos pensar que o romance não quer nada com eles. Mas ele acontece, depois de mil contratempos. Um filme adorável. VC 08.2017 DVDTECA 4/5

28.3.19

Ragtime (Milos Forman, 1981)

RAGTIME (1981)
Vendo Ragtime (pela primeira vez?) viajo até duas épocas: a da história do filme, passada nos anos 1910, e a da viragem dos anos 1970/80, época da produção do filme. Acho que esta última me comove mais. A primeira é uma reconstituição, a segunda é a vida dos meus contemporâneos. Estes interessavam-se pelas grandes lutas sociais que fundaram os Estados Unidos modernos e tinham rostos que não brilharam por muito tempo na tela, brilharam intensamente neste e em poucos mais filmes: Mary Steenburgen, Elizabeth McGovern (nomeada para o Oscar), Debbie Allen. Milos Forman realizou com brilho uma história americana sobre a luta de um negro (Howard E. Rollins Jr., nomeado para o Oscar) pela sua dignidade. Depois de ter sido humilhado e insultado, e ter perdido a mulher, resolve recorrer à violência armada para fazer-se ouvir. Segue-se uma escalada de violência que termina com a sua morte exemplar (o mal cortado pela raiz, impedindo-o de chegar aos tribunais, à imprensa, e à publicidade da sua execução pública).  A música de Randy Newman e a sua canção "One more hour" foram nomeadas para o Oscar, Bafta, Golden Globe e Grammy. Paris 3,5/5

DVDTECA
DVDTECA  Hair/1979 Valmont/1989

24.1.16

Tootsie (Sydney Pollack, 1982)

Coleção Jorge Santos Tomé
TOOTSIE (1982) REALIZAÇÃO: Sydney Pollack ARGUMENTO: Don McGuire, Larry Gelbart, Murray Schisgal ELENCO: Dustin Hoffman, Jessica Lange, Teri Garr ESTREIA: 1.12.1982 (EUA) 25.03.1983 salas Castil e 7ª Arte, TOOTSIE - QUANDO ELE ERA ELA (Portugal) VISTO: PV 1983 Santa Clara? NOTA: 5/5

22.12.13

Porky's II: The Next Day (Bob Clark, 1983)


Porky's foi uma série de comédias picantes, destinadas aos adolescentes e jovens do início dos anos 80. O sucesso foi claramente decrescente à medida que a série avançava. E o segundo filme já é bem fraquinho. VC 2013 (1/5)