Mãe Só Há Uma, certo, mas para Pierre, adolescente que fica a saber que foi roubado em bebé à sua família biológica, as coisas não são assim tão claras. De uma família a outra (título francês), de Pierre a Filipe, de rapaz (com as unhas pintadas de azul) a rapariga (veste-se com roupa feminina), a identidade do rapaz não sabe onde estacionar. Mais um bom filme de Anna Muylaert, que também escreveu o argumento. Paris 2016 Le Brady 4/5
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24.5.26
Durval Discos (Anna Muylaert, 2002)
O filme de estreia de Anna Muylaert revelou uma roteirista ímpar. Um jovem não muito jovem hippie, cultor dos discos de vinil, dedica-se à venda desses objetos tão amados (nos quais foram publicados muitos dos maiores clássicos da música popular brasileira que enchem o filme) na casa onde vive com a mãe. Um solteirão voltado para o passado cujo cocoon vai ser violentamente abanado com a chegada de uma moça (Letícia Sabatella) e em seguida de uma menina que vão trazer a violência mais negra do Brasil para o seu mundo. Ele resiste aos avanços da vizinha (Marisa Orth) mas deseja a bela estranha que põe dentro de casa, ao mesmo tempo que a explora pagando-lhe uma ninharia pelo trabalho doméstico. Alheia às fantasias do filho, a mãe (Etty Fraser) vive as alegrias próprias de uma avó quando se vê com uma criança em casa. Esta menina é um anjo exterminador, como se verá. Magnífico filme. Melun 2020 (4,5/5)
Durval Discos (Anna Muylaert, 2002), produzido por África Filmes, Dezenove Som e Imagem, roteiro de Anna Muylaert, com Ary França, Etty Fraser, Isabela Guasco, Marisa Orth e Letícia Sabatella. Recebeu 7 prémios em Gramado (Kikitos de Ouro para Melhor Filme, Prêmio do Júri Popular, Prêmio da Crítica, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte).
Chamada a Cobrar (Anna Muylaert, 2012)
Terceira longa-metragem de Anna Muylaert, um dos grandes nomes do cinema brasileiro contemporâneo. Uma filmografia sem falhas, com seis filmes em que a mulher tem sempre o protagonismo. Este Chamada a Cobrar é talvez o seu filme menos interessante, mas apresenta evidentes qualidades. Clara, uma mulher da classe média paulista cai na armadilha do falso sequestro. Ela parte de carro para o Rio agarrada ao telemóvel na tentativa de manter viva a sua filha e grande parte do filme passa-se nessa viagem. Sabemos desde o início que se trata de um golpe de presidiários, que passam o seu tempo na cela extorquindo dinheiro a desconhecidos. Mas essa informação não diminui a tensão que se instala no espectador. Até quando a senhora suportará a humilhação? Esta trama mostra igualmente a mediocridade da vida pessoal de dona Clara, abandonada pelo marido e por duas das suas três filhas. No final, as filhas reconciliam-se com a mãe. Melun 2020 (3/5)
Chamada a Cobrar (Anna Muylaert, 2012), produzido por África Filmes e Gullane Filmes, roteiro de Anna Muylaert, com Cida Almeida, Maria Manoella, Renan Monteiro, Lourenço Mutarelli, música de Rica Amabis e Tejo Damasceno.
1.5.26
É Proibido Fumar (Anna Muylaert, 2008)
O meu filme preferido de Anna Muylaert, muito por causa da presença da diva Glória Pires num grande papel. Ela é uma professora de violão com a vida amorosa em cacos. A chegada de um novo vizinho (o titã Paulo Miklos) entusiasma-a mas logo logo chega (novamente) a deceção. O desenlace é memorável. Não espanta que os roteiros de Muylaert sejam tão admirados (e premiados). Muito bom. Melun 2020 (4,5/5)
É Proibido Fumar (Anna Muylaert, 2008), produzido por África Filmes e Dezenove Som e Imagem, com Glória Pires, Paulo Miklos, Alessandra Colassanti, Dani Nefussi, música de Marcio Nigro, recebeu vários prémios Grande Otelo (filme, diretor, argumento, música), Candango (Filme, Roteiro, Ator, Atriz, Atriz coadjuvante, Música), e troféus da APCA (Melhor Atriz e Diretora). Teve pouco mais de 10 mil entradas.
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