Há uns quantos filmes na história que atingem a perfeição dos Amantes Crucificados, mas nenhum lhe é superior. Não me perguntem o que penso do filme à saída da sessão, posso falar do tempo e outras trivialidades, mas da emoção e da gratidão que sinto após ver o filme nada tenho a dizer. Vi Os Amantes Crucificados pela primeira vez na Cinemateca Portuguesa em 1989 e este ano no cinema Champo. Paris 5/5
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3.10.19
25.2.17
Une femme dont on parle (Kenji Mizoguchi, 1954)
Inacreditável. Em 1954 Mizoguchi realizou três obras-primas, sendo esta a menos conhecida. Mas sobram os planos e as sequências inolvidáveis, daqueles que fazem do cinema uma Arte. Uma mulher de meia-idade, dona de um bordel, recebe em casa a filha instruída que recupera de um desgosto amoroso e da consequente tentativa de suicídio. A filha apaixona-se pelo médico da casa, que é o amante da mãe. Um melodrama familiar ao mesmo tempo que um estudo de grupo feminino (as geishas): não me lembro de ter visto melhor em ambos os registos. Genial. Paris 2017 FQL 5/5
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