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1.5.26

Vai Que É Mole (J.B. Tanko, 1960)


(Texto de 2013)
Vai Que é Mole (1960) é uma comédia musical popular, realizada por J.B. Tanko, com a dupla Grande Otelo e Ankito, e também Jô Soares, Otelo Zeloni e Renata Fronzi. É divertida devido sobretudo aos atores, em especial Grande Otelo, e ao pitoresco de muitas situações. Mais uma vez, o 'portuga' aparece como personagem incontornável das comédias populares brasileiras desta época (anos 50 e 60). 
(Texto de 2017)

Estas comédias brasileiras antigas lembram também as congéneres portuguesas: nada se salva a não ser os grandes atores carismáticos, que acabam por levar o filme às costas. Em Vai Que É Mole, comédia contemporânea da bossa nova, é um Brasil brejeiro e arcaico que é exposto, com uma história de mal-entendidos à volta de pequenos ladrões que armam a confusão a 100 à hora. Diverti-me a ver agora este filme, como já tinha acontecido da primeira vez que o vi. Como é que um filme tão medíocre me faz passar bons momentos? Porque Grande Otelo e Ankito formam uma dupla irresistível, a que se junta Jô Soares, muito jovem mas já gordinho (chama-se Bolinha) além de outros. Os diálogos por vezes acertam em cheio, mas é o slapstick que mais me encanta nesta comédia. A rever, pois não. TV 2013 & 2017:  3/5

26.4.26

Os Três Cangaceiros (Victor Lima, 1959)

O cangaço é o western brasileiro e alguns dos filmes brasileiros mais aclamados de sempre, os de Glauber Rocha precisamente, abordam essa realidade do sertão seco e violento. Mas os Três Cangaceiros são uma paródia desse universo, como se os irmãos Marx desembarcassem no sertão brasileiro. Ankito, Grande Otelo e Ronald Golias são os fantásticos trapalhões que levam tudo à frente. Em público são medrosos e fogem dos cangaceiros, disfarçam-se de onças para combateram esses bandidos e chegam a passar-se por eles e quase são linchados. As trapalhices não têm fim. Mas é sobretudo pelos comediantes que se vê hoje com prazer esta comédia tosca, feita com meios de produção mínimos. Melun 2020 (3/5) 

Os Três Cangaceiros (Victor Lima, 1959), produção de Herbert Richers, roteiro de Victor Lima, com Ankito, Ronald Golias, Grande Otelo, Neyde Aparecida, Atila Iório, Carlos Tovar.