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18.9.22

Paramatta, Bagne de Femmes (Douglas Sirk, 1937)

Bom melodrama, melhor do que La Habanera, o filme seguinte de Zarah Leander com Sirk. Os dois filmes passam-se longe da Europa. Paramatta é uma prisão de mulheres em Sidney, Austrália, para as condenadas em solo inglês. Gloria Vane, cantora famosa em Londres, vai presa por um crime cometido pelo amante. Será salva da prisão por um homem simples que se casa com ela. Paris 2022 Le Reflet Medicis 3,5/5

23.11.20

Pauvres humains et ballons de papier (Sadao Yamanaka, 1937)

É considerado o melhor dos três filmes que chegaram até nós de Sadao Yamanaka. É uma obra-prima de contenção e elegância, mas também de humanidade. O filme é um jidaigeki (um filme histórico) mas as personagens parecem-nos próximas. Os dramas que as personagens vivem são por vezes insondáveis e só com o desfecho nos damos conta do sofrimento delas. Um grande filme. Melun 2020 TV 4/5

18.3.19

Alfred HITCHCOCK 1920s 30s

BLACKMAIL (1929)

REALIZADOR Alfred Hitchcock ELENCO Anny Ondra, John Longden, Cyril Ritchard ARGUMENTO basead na peça Blackmail (Charles Bennett, 1928) PRODUÇÃO John Maxwell, BIP-British International Pictures ESTREIA 29.06.1929 (UK) VISTO Paris 5.04.2025 Le Champo NOTA 2.5/5
Young and Innocent (Alfred Hitchcock, 1937)

26.2.18

Ernst LUBITSCH 1930s

ANGEL (1937)
Angel, de Lubitsch, com Marlene Dietrich, é uma obra-prima dos anos 30. Tem duas ou três coisas geniais, que me impressionaram nesta última visão do filme: Marlene, o Lubitsch touch e os assombrosos diálogos. Que pena não termos mais parcerias Lubitsch & Marlene como temos, para nosso eterno prazer, os filmes Sternberg & Marlene. Tinha já visto filme em 1997, no Ávila, em Lisboa, nesses saudosos anos em que a Medeia distribuía regularmente clássicos. El Desperado (Paris, 2013) &  Ávila (Lisboa, 1997) DVDTECA    NOTA 4,5/5

DESIGN FOR LIVING (1933)
Design for Living é a história de um ménage à trois: uma mulher não consegue escolher com qual dos seus dois amantes quer ficar, então vive com um, depois com outro acabando por escolher viver com os dois. O código Hays deve ter sido criado com urgência depois de os seus promotores terem visto este espantoso filme. A história é do espirituoso Noel Coward, mas o espírito do filme não é nada britânico (antes austríaco...). As cenas que abrem e fecham o filme são das mais espantosas que conheço: o ménage à trois anuncia-se primeiro (com um jogo de pés) e concretiza-se no final. Na última cena, Miriam Hopkins, ainda casada, entra num táxi com os dois amantes, Gary Cooper de um lado Fredric March do outro. Beija um na boca e depois beija o outro. Lubitsch cumpriu o happy ending exigido por Hollywood mas fê-lo com um panache e uma ousadia que ficaram nos anais da história do cinema. O argumento é de Ben Hecht, que se baseou numa peça de Noël Coward. Brilhante. Paris 11.2015 Le Desperado 4,5/5

TROUBLE IN PARADISE (1932)
Miriam Hopkins, Herbert Marshall e Kay Francis

Um daqueles divertimentos refinados de que Lubitsch tinha o segredo. Em Trouble in Paradise um casal de ladrões frequenta a alta sociedade europeia cosmopolita (o filme começa em Veneza, passa-se em Paris e no final o casal segue para Berlim), dando origem a uma coreografia de falsas identidades, mãos hábeis e diálogos espirituosos. O realizador tinha este filme em alta estima, mas conheço outros filmes dele bem melhores. Paris, FQL 2009 & 01.2015: 3,5/5

ONE HOUR WITH YOU (1932)
Paris 2018 FQL
DVDTECA

BRONKEN LULLABY (1932)
DVDTECA
THE SMILING LIEUTENANT (1931)
REALIZADOR Ernst Lubitsch PRODUÇÃO Ernst Lubitsch ARGUMENTO Samson Raphaelson, Ernest Vajda, Ernst Lubitsch basedo no romance Nux der Prinzgemahl (1905) de Hans Müller-Einigen e na opereta Ein Walzertraum (1907) de Leopold Jacobson ELENCO Maurice Chevalier, Claudette Colbert, Miriam Hopkins, Charles Ruggles, Max George Barbier, Hugh O'Connell ESTREIA 1.08.1931 (EUA) 18.04.1932 (Portugal) VISTO Paris 12.04.2025 Cinémathèque

MONTE CARLO (1930)
REALIZADOR Ernst Lubitsch ARGUMENTO Ernest Vajda, Hans Müller-Einigen, Booth Tarkington, Evelyn Greenleaf Sutherland PRODUTOR Ernst Lubitsch ELENCO Jack Buchanan, Jeanette MacDonald, Claud Allister ESTREIA 27.08.2024 (EUA) 16.11.1931 (Portugal) VISTO Paris 24.03.2025 Cinémathèque NOTA: 2/5
MÚSICA Canções de Richard Whiting e W. Franke Harling, canção mais conhecida é "Beyond the Blue Horizon" (Richard A. Whiting, W. Franke Harling, lyrics de Leo Robin).

21.8.17

Hell Town (Charles Barton, 1937)

Antes da idade adulta começar para os westerns com Stagecoach (Ford, 1939), os westerns eram assim: orçamentos pequenos para filmes breves (60m), inspiração na literatura popular do género (este adapta Zane Grey, o rei do western), histórias esquemáticas e muita, muita ação. E é esta o que mais me fascina neste filme modesto com John Wayne: tiroteios, perseguições a cavalo, pancadaria de saloon, gado em fuga. Não há máquinas nem efeitos especiais a acelerar estas incriveis cenas de ação. Assim é que é (era). VC 08.2018 DVDteca 2/5 

15.7.15

That Certain Woman (Edmund Goulding, 1937)

Um típico dramalhão feminino da Warner dos anos 30, cujo grande trunfo é Bette Davis. Para os seus fãs, como eu, todos os defeitos do filme perdem força perante a interpretação magnética da atriz. Bette gostava deste filme pois não só o argumento traçava um retrato de mulher à sua medida (uma mulher forte perante as constantes adversidades da vida), mas também porque Goulding deu-lhe o star treatment que ela tanto procurava. Atriz e realizador trabalhariam ainda em mais três filmes até 1941. VC 3/5

30.6.15

Stage Door (Gregory La Cava, 1937)

Stage Door (Gregory La Cava, 1937)
Stage Door é uma comédia de La Cava com Ginger Rogers e Katherine Hepburn nos principais papéis. Trata-se de um women picture, muito popular nos anos 30 no cinema americano, com um elenco maioritariamente feminino e integra-se também na corrente de filmes sobre as artes do espetáculo. O título fancês, Pension d'Artistes, remete para o coletivo que é o verdadeiro centro do filme: uma pensão feminina onde vivem artistas e candidatas a artistas, na maioria sem ilusões quanto ao sucesso da sua carreira. Uma dessas artistas (Andrea Leeds) suicida-se no momento em que outra, Katharine Hepburn, triunfa na sua estreia nos palcos. Stage Door é uma das muitas pérolas da RKO dos anos 30. Paris 07.2015 4/5

26.12.13

Way Out West (James W. Horne, 1937)


O Bucha e o Estica já não têm para mim a mesma piada que tiveram quando era miúdo. Os irmãos Marx resistiram melhor, isto para não falar de Buster Keaton, que não faz parte das minhas lembranças de infância. Way Out West foi realizado por e produzido por Stan Laurel e Hal Roach para os Hal Roach Studios. VC 2013 DVDTECA (2,5)