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5.6.22
21.9.16
Estate violente (Valerio Zurlini, 1959)
Pouco me falta descobrir de Valerio Zurlini, as curtas e a primeira longa-metragem, portanto passei àquela fase de reencontro, de visitas a um velho amigo. Isto porque Zurlini é um dos meus realizadores preferidos, um dos que mais me dá prazer de revisitar. Um Verão Violento, a sua segunda longa, é a história de um amor em tempo de guerra, entre um jovem estudante (Jean-Louis Trintignant), filho de um líder local fascista, e uma mulher mais velha (Eleonora Rossi Drago), viúva e mãe de uma menina. O amor mais ou menos socialmente desajustado (estamos em 1943) isola as personagens dos seus amigos e familiares e afasta-as da realidade da guerra que no entanto ensombra a sua rotina. O realizador ama as suas personagens e esse amor tem um eco na paixão que o espectador sente pela história e suas personagens. Zurlini nunca foi popular e não despertou paixões cinefilas alargadas. Na sessão a que assisti pude ter um indício dessa recepção problemática: vários espectadores abandonaram a sala antes do fim do filme. Como não gostar de um filmes destes? Vi-o ontem pela terceira vez, depois de o ter visto, sempre em sala, em 1997 e em 2007. Paris 2016 FQL 4/5
18.2.14
La proprietà non è più un furto (Elio Petri, 1973)
Elio Petri fez nos anos 1970 uma série de filmes marcantes sobre as contradições da sociedade capitalista e italiana em particular. Filmes inimagináveis hoje em dia, e no entanto necessários perante a crise enorme que se instalou nas sociedades nacionais da Europa. Por que razão o cinema está tão divorciado das questões que as pessoas colocam, às vezes de forma violenta ou apenas indiscutível, manifestando-se nas ruas?
Forte, político e justo como o cinema italiano dessa época nos habituara. Paris 2014 Le Champo 4/5
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