Reconheço que embirro com muitos filmes franceses anteriores à nouvelle vague. Jean Renoir, o Mestre, realizou alguns dos melhores, mas La Chienne, um dos seus primeiros filmes falados, nunca me cativou. Está sendo lançado numa cópia restaurada, imaculada, mas isso não impede que o interesse do filme (para mim) é ter sido refeito por Fritz Lang anos depois com Joan Bennet e Edward G. Robinson, e nesse caso beijo o chão que estes três pisaram. O filme de Renoir é pitoresco, o de Lang é universal. Além disso, Renoir conta mais uma vez como protagonista Michel Simon, que nunca suportei muito bem. Enfim, mais um clássico francês que pouco ou nada me diz. Produção dos Établissements Braunberger-Richebé. Paris 07.2014 Le Champo 2,5/5
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12.4.26
29.4.21
The River (Jean Renoir, 1951)
The River, ou O Rio Sagrado em Portugal, é um filme sobre a Índia, ou a infância na Índia, e é de uma poesia no tratamento das questões da juventude, do crescimento, raros no cinema. É uma Índia um tanto sonhada, vista ou entrevista de fora, por um realizador que já trabalhara na Europa e nos EUA. Mas não é uma Índia de papelão. Porto 2001 Rivoli 5/5
15.6.16
La vie est à nous (Jean Renoir, 1936)
La vie est à nous é um filme dos anos 30 sobre a luta dos comunistas franceses pela melhoria das condições de vida dos trabalhadores e contra os fascistas. O argumento é coletivo e a direção geral coube a Jean Renoir. Uma obra de propaganda interessante. Paris 2016 Reflet Médicis 2/5
28.1.15
Les Bas-fonds (Jean Renoir, 1936)
Les Bas-Fonds foi o primeiro filme a receber o prémio Louis-Delluc, o mais prestigiado do cinema francês, chamado de Goncourt do cinema. É a adaptação de uma famosa peça de Maximo Gorki, as personagens mantêm os nomes russos e a produção foi feita sob o signo da Rússia. A empresa que produziu o filme, Les Films Albatros, foi criada por russos nos anos 20, os escritores exilados Zamiatine e Jacques Companéez assinam o argumento, e outros compatriotas participam do elenco. É um filme de coletivo, passado entre os clientes duma pensão de muito baixa categoria e o protagonista (Jean Gabin) é um ladrão. Jean Renoir consegue transmitir a atmosfera russa e miserável desta colmeia humana de uma forma notável. Jean Gabin supera todos os seus colegas com a sua interpretação nada teatral, tendo ao seu lado Louis Jouvet, o monstro sagrado do teatro francês da época. Uma boa surpresa. Paris, Le Desperado 4/5
22.10.13
La Règle du jeu (Jean Renoir, 1939)
Nas duas vezes em que vi este filme (na televisão em 1994 e nas salas em 2012) tive a mesma impressão de estar em presença de um filme excepcional, muito superior ou pessoalmente muito mais interessante do que outros filmes que vi de Renoir ou de outros filmes franceses seus contemporâneos. É um filme que não parece ter assunto preciso nem história, apenas ação e personagens, mas não paramos de pensar nos sentidos que pode ter tudo aquilo que estas personagens fazem ou deixam de fazer num fim de semana de caça. Paris 5/5
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