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26.7.26

Centennial Summer (Otto Preminger, 1946)

REALIZADOR: Otto Preminger ARGUMENTO: Michael Kanin, baseado no romance Centennial Summer, de Albert E. Idell PRODUÇÃO: Otto Preminger (20th Century Fox) ELENCO: Jeanne Crain, Cornel Wilde, Linda Darnell FOTO: Ernest Palmer ESTREIA: 08.1946 (EUA) 19.05.1947 A TIA DE PARIS (Portugal) VIS 20.01.2025 Cinémathèque

CANÇÕES: The Right Romance, Up with the Lark, All Through the Day, In Love in Vain, Cinderella Sue, Two Hearts Are Better Than One (cortada do filme)

24.6.19

Somewhere in the Night (Joseph L. Mankiewicz, 1946)

Este é o segundo filme de Joseph L. Mankiewicz como realizador e por ele vemos que Mankiewicz não estava talhado para o cinema noir. Um soldado (John Hodiak) recupera de um ferimento de guerra (1945) mas está amnésico, não sabendo nada da sua identidade. Vai proceder a uma investigação do seu passado, com descobertas surpreendentes. Terá sido ele um assassino? Com John Hodiak, Nancy Guild, Lloyd Nolan, Richard Conte. Foi reposta uma cópia nova do filme em França em 2013. Paris 2013 Le Champo & 2019 Cinémathèque 2,5/5

7.3.19

O Castelo de Dragonwick (Joseph L. Mankiewicz, 1946)

O Castelo de Dragonwick (Joseph L. Mankiewicz, 1946)
O primeiro filme escrito e realizado por Joseph L. Mankiewicz remete para obras como O Castelo de Barba Azul (conto e ópera) e Rebecca (romance e filme), só para dar dois exemplos muito conhecidos de histórias em que um homem atrai uma mulher para a sua casa (por meio do casamento) mas ela lá encontrará, ameaçador, o passado feminino do marido. Gene Tierney encontra em Vincent Price (futuro vampiro) o seu Barba Azul e cai na sua teia. Pouco a pouco descobre os "cadáveres" das mulheres que a precederam no castelo. Uma história negra dos tempos do pós-guerra, em que também se descobriam os crimes hediondos da guerra. Cinema noir? Produzido por Darryl F. Zanuck e Ernst Lubitsch, com Gene Tierney, Walter Huston e Vincent Price. Vila do Conde 03.2019 3,5/5 DVDteca

27.8.17

The Best Years of Our Lives (William Wyler, 1946)

Um dos filmes mais famosos da idade de ouro de Hollywood. Três soldados americanos regressam da guerra depois de anos fora do país. A sua adaptação à vida normal vai ser bem difícil. Para além das qualidades artísticas, que justamente foram premiadas com sete óscares, o filme é emocionante do princípio ao fim. A produção é independente (da Samuel Goldwyn Productions) mas parece saída de um dos grandes estúdios da época. Com Myrna Loy, Fredric March, Dana Andrews, Teresa Wright, Virginia Mayo e Harold Russell. Eis os sete Academy Awards que recebeu em 1946: Best Picture, Best Director, Best Actor (Fredric March), Best Supporting Actor (Harold Russell), Best Film Editing (Daniel Mandell), Best Adapted Screenplay (Robert E. Sherwood), Best Original Score (Hugo Friedhofer). Vila do Conde: 2017 4/5

3.1.15

It's a Wonderful Life ( Frank Capra, 1946)

Paris continua a tradição que em Portugal já nem na televisão existe, a de exibir dois ou três filmes natalícios clássicos nas salas. La vie est belle, tradução do francês para It's a Wonderful Life de Frank Capra, é um desses filmes (em Portugal chama-se Do Céu caíu uma Estrela). Já não o via há muitos anos, mas podia lá esquecê-lo? Quando era miúdo, James Stewart era de longe o meu ator preferido (atrizes tinha várias) e via bastante os seus filmes. Não creio que alguma vez tenha feito o papel de "mau da fita", não consigo sequer imaginá-lo num papel desses. Neste filme, como todos sabem, mais uma vez faz o papel do cidadão comum com um coração de ouro.  Um empresário, construtor e bancário, que não faz fortuna, ganha e vive como um funcionário. Um grão na engrenagem capitalista em que assentou o american way of life. Mensagem mais comunista não encontramos nos grandes clássicos americanos. Um filme extraordinário. Paris 5/5

6.6.14

Scarlet Street (Fritz Lang, 1946)

Li que Scarlet Street foi durante algum tempo considerado um filme pouco importante na filmografia de Fritz Lang. Para mim, desde a primeira vez que o vi, é simplesmente um dos meus filmes preferidos não só de Lang como de todo o cinema. Já o vi algumas vezes e a paixão nunca esmoreceu. Em maio último foi reposto, numa cópia restaurada, nas salas francesas. Não sei o que mais admirar: a mestria de Lang, o argumento de Dudley Nichols ou as encarnações de Joan Bennett e Edward G. Robinson. Estes atores e Lang antes tinham assinado outra obra-prima do cinema negro, The Woman in The Window. Qual deles o melhor, venha o diabo e escolha. Uma cena memorável de Scarlet Street? Sem dúvida, a do assassinato de Bennett, quando ela se vira de costas na cama e ri-se desdenhosamente do homem que explora e só este vê nesse gesto o choro de arrependimento. Poucas cenas do cinema de Hollywood me impressionam tanto. Um dos filmes da minha vida, claro. Paris 2014,  Nota: 5/5

11.5.14

Gilda (Charles Vidor, 1946)


Gilda é o filme que fez de Rita Hayworth uma estrela maior. Para sempre ficou a cena do strip-tease possível naqueles anos no cinema de Hollywood. Só temos olhos para ela, embora a personagem mais complexa seja a de Glenn Ford, num dos papéis da sua vida. Le Champo, Paris 2014. Nota: 4/5.