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2.8.26

Tu ne tueras point (Krzysztof Kieslowski, 1988)

Tu ne tueras point (Krótki film o zabijaniu), com argumento de Krzysztof Kieslowski e Krzysztof Piesiewicz, faz parte do conjunto de filmes de uma hora intitulado Decálogo, e que é considerado a justo título um marco do cinema. Tu ne tueras point foi um dos dois episódios que teve direito a uma versão mais longa, que foi estreada nos cinemas e ganhou prémios importantes.
É uma história tensa e seca sobre (contra) a violência, daqueles que matam o próximo e daqueles que também o fazem a coberto da lei (o jovem assassino é condenado à pena capital por enforcamento). Um clássico dos anos 1980.
Paris 09.2014 Le Champo, ciclo "La Peine de mort, vue par le cinéma" 4/5
Polónia

Washington Square (Agnieszka Holland, 1997)

V. Porto 03.2000 Nun'Álvares
Polónia

Total Eclipse (Agnieszka Holland, 1995)

Não é um grande filme, mas tem três coisas notáveis. Primeiro, a história da paixão violenta entre dois enormes poetas, Rimbaud e Verlaine. Segundo, o argumento de Christopher Hampton, que adapta para cinema a sua própria peça de 1967. Terceiro, os atores, que encarnam de forma inesquecível Rimbaud (Leonardo DiCaprio) e Verlaine (David Thewlis). ESTREIA 18.05.1995 (F. Cannes) 7.08.1998 (Portugal) VISTO Porto 08.1998 AMC & VC DVDTECA 12.2017 3,5/5
Polónia

The Palace (Roman Polanski, 2023)

Paris 2024 Studio Galande 3/5

REALIZADOR: Roman Polanski ARGUMENTO: Ewa Piaskowska, Roman Polanski e Jerzy Skolimowski PRODUÇÃO: Luca Barbareschi, Jean-Louis Porchet, Wojciech Gostomczyk ELENCO: Oliver Masucci, Fanny Ardant, Mickey Rourke, John Cleese, Fortunato Cerlino, Irina Kastrinidis, Luca Barbareschi, Olga Kent, Marina Strakhova, Matthew T. Reynolds, Teco Celio, Naike Anna Silipo, Victor Dobronravov, Joaquim de Almeida, Milan Peschel, Bronwyn James, Morgane Polanski, Niccolò Senni, Sydne Rome VISTO Paris 2024 Studio Galande

Polónia

Frantic (Roman Polanski, 1988)

Nunca me esqueci deste filme, que apenas vi quando estreou nos anos 80. No entanto, não é um filme muito inspirado. Um casal de americanos chega a Paris e logo nas primeiras horas da estadia, a mulher desaparece. O marido (Harrison Ford) não descansará enquanto não encontrar a mulher, com a ajuda de uma passadora de droga (Emmanuelle Seigner). Paris 01.2017 Christine 21 NOTA 3/5
Polónia

Possession (Andrzej Zulawski, 1981)

Finalmente vi este filme tão famoso que deu numerosos prémios a Isabelle Adjani. Não gostei. Não é um mau filme, pois permite leituras interessantes sobre a natureza humana e mesmo sobre os regimes políticos que dominavam o leste europeu na altura. Mas é um filme excessivo e desagradável de se ver. Coitada da Adjani. O realizador estava a passar por um divórcio tumultuoso e problemas com a sua Polónia natal, não admira que tenha passado os seus fantasmas para este filme. E Adjani é o medium de todas essas perturbações. Um filme a (não) rever. Paris 092015 Le Grand Action 2.5/5

La Poupée (Wojciech Has, 1968)

La Poupée (Wojciech Has, 1968)
A maior revelação cinematográfica do ano, entre os filmes que a reedição em sala em cópias restauradas permite descobrir. É um fresco histórico (Polónia, anos 1870s) à maneira de Visconti, com a evolução sentimental do protagonista no centro da trama. Soberbo. Paris 11.2022 Reflet Médicis 5/5

2.5.26

Chopin, Chopin! (Michał Kwieciński, 2025)

REAL Michał Kwieciński PROD Michał Kwieciński, Małgorzata Fogel-Gabryś ARG Bartosz Janiszewski ESTREIA 10.10.2025 (Polónia, salas) Pris 7.05.2026 Chopin - Uma Sonata em Paris (Portugal, salas)

21.10.24

O Voto de Irene (Louise Archambault, 2023)

IRENA'S VOW (2023)

REALIZADOR: Louise Archambault  ARGUMENTO: Dan Gordon ELENCO: Sophie Nélisse, Dougray Scott, Maciej Nawrocki, Andrzej Seweryn, Eliza Rycembel, Tomasz Tyndyk, Aleksandar Milićević, Agata Turkot, Filip Kosior, Irena Melcer, Krzysztof Szczepaniak, Mateusz Mosiewicz, Rafał Mohr, Rafał Maćkowiak, Zuza Pulaska  ORIGEM: Polónia, Canadá ESTREIA: F. Toronto 10.09.2023 / Outsider Filmes 17.10.2024 O VOTO DE IRENE (Portugal)

11.11.20

Corpus Christi - A Redenção (Jan Komasa, 2019)

Um jovem sai do presídio e faz-se passar por padre legítimo numa aldeia polaca onde alcança um grande sucesso mas também polémica entre os crentes. Um drama social intenso nomeado ao Oscar. PV 2020 Octopus 3/5

30.6.20

Mr. Jones (Agnieszka Holland, 2019)

A história vale por si o filme. O jornalista Gareth Jones consegue viajar à União Soviética nos anos 30 e testemunhar a morte por fome de milhões de camponeses na Ucrânia. Mas o Ocidente não está preparado para receber a verdade. Segue-se uma guerra de versões. Baseando-se no testemunho de Jones, o escritor George Orwell escreve nesses anos o clássico Animal Farm. É ele o narrador deste filme importante. Paris 06.2020 Les Halles 3,5/5

29.2.20

La maison à la tourelle (Eva Neymann, 2013)

Que belo filme ucraniano, La maison à la tourelle, com uma fotografia a preto e branco soberba, e uma história que podia ter o mesmo título do filme de Sokurov: Mãe e Filho.  Durante uma viagem de comboio, em tempo de guerra, viajam uma jovem mulher e o seu filho pequeno. A mulher fica doente, é hospitalizada e morre. O pequeno continua a viagem sozinho.  Não vi recentemente filme com imagens mais belas, e fascinaram-me aqueles rostos e paisagens que só encontramos em Tarkovski. Espero que este filme estreie em Portugal. Paris 2013 Espace Saint-Michel 4/5
Ucrânia

11.8.19

Mug - A Face (Malgorzata Szumowska, 2018)

Através da história dramática de um jovem que sobrevive a um acidente de trabalho com a cara desfigurada e depois renovada, Szumowska propõe uma sátira da sociedade polaca, conservadora e consumista ao mesmo tempo. Comédia e drama em doses justas. Póvoa de Varzim 2019 Cineclube Octopus 3/5

22.11.18

Cold War (Pawel Pawlikowski, 2018)

Um casal (inspirado nos pais do realizador) é apanhado nas malhas da guerra fria entre o Leste europeu comunista e a Europa democrática, mas o seu amor não esmorece. Primeiro juntos na Polónia, depois separados entre a pátria e Paris, encontros fugazes na Jugoslávia, juntos em Paris, depois juntos na Polónia, por fim juntos na eternidade. Que bela históra de amor em tempo de guerra, filmada em preto e branco, com a música popular tradicional como matéria de ficção (ele é músico, ela é cantora, a música expõe e consagra o regime político, está ao serviço da revolução). Muito bom. Paris 2018 (4/5)

25.1.18

The Last Family (Jan P. Matuszyński, 2016)

Dois excelentes filmes polacos de 2016 são biopics de pintores marcantes do país. Les Fleurs bleues, do veterano Andrzej Wajda, e este Ostatnia Rodzina (The Last Family) do realizador estreante Jan P. Matuszyński. Qual deles o melhor. O de Wadja é mais clássico; The Last Family, talvez inspirado pela personagem sui generis do pintor surrealista Zdzisław Beksiński (1929-2005), surpreende na abordagem de um artista que filmava os dramas e as alegrias do quotidiano da sua família: a mulher dedicada, o filho impulsivo e com tendências suicidas, a mãe e a sogra que são testemunhas quase mudas do que se passa no apartamento onde moram. Beksiński filma a morte da mãe e da sogra e o enterro da sogra (humor mais negro é difícil de encontrar) e filma a mulher sem vida, estendida no chão, num dos planos mais terríveis do filme. Mas o filho quase tira o protagonismo ao pai, com as suas tentativas de suicídio falhadas (quando finalmente é "bem" sucedido o pai apenas diz: Bravo), com o acidente de aviação do qual sai ileso, com a sua carreira de DJ de música rock/pop ocidental (Yazoo!) no início dos anos 1980, com a sua falta de jeito para seduzir as mulheres. Surpreendente também o final com a morte escabrosa do protagonista. O filme ganhou três dos principais prémios da Academia polaca: melhor ator (Andrzej Seweryn), atriz (Aleksandra Konieczna) e argumento (Roberto Bolesto). Excelente. Paris 4/5

26.2.17

Les Fleurs bleues (Andrzej Wajda, 2016)

Les Fleurs bleues é um biopic do pintor e teórico de arte polaco Wladyslaw Strzeminski, que viveu uma descida aos infernos sob o regime estalinista no pós-guerra. Defendia a liberdade artística e por isso entrou em colisão contra as novas autoridades do seu país. Um dos melhores filmes do ano. Paris 2017 Les Halles 4/5

15.12.15

Cosmos (Andrzej Zulawski, 2015)

Zulawski continua a ser o cineasta ousado, original, surpreendente e... insuportável! que quase sempre foi... Paris 12.2015 2/5