Hermosa juventud (Jaime Rosales, 2014)
Estreia: Festival de Cannes?
La Niña de Fuego (Carlos Vermut, 2014)
Raramente um bom filme espanhol aterra nas salas. Dois ou três por ano, mais um ou outro clássico, e temos assim o melhor do ano cinematográfico espanhol. Parece-me pouco
La Niña de Fuego é um desses filmes que vieram para ficar. Vermut filma de forma seca a nossa realidade, como Jaime Rosales (autor de Solidão, ainda o meu filme espanhol preferido desde há muitos anos). Todas as personagens do filme de Vermut vivem numa profunda solidão: Bárbara, a protagonista, completamente alienada mantém-se à tona devido aos medicamentos; Pedro, o professor desempregado, que vive com a filha pequena que está a morrer de leucemia; e o professor reformado e ex-presidiário, que consuma o desenlace trágico final. O grande mérito do filme é o mistério que envolve as personagens. O que une Bárbara e o seu ex-professor? Algo de muito profundo e maléfico, que não sabemos bem o quê. Muito bom filme. Estreia: Festival de San Sebastián (Concha de Oro) Paris 09.2015 4/5
La Isla Minima (Alberto Rodriguez, 2014)
Grande thriller espanhol à americana, galardoado com 10 Goyas (e 16 nomeações) e um sucesso de bilheteira. De facto, não me lembro de ter visto um thriller criminal tão bom vindo de Espanha, mas não me parece que este seja um género muito produtivo dessa cinematografia. Dois agentes policiais, com posições divergentes face à ditadura franquista, têm de resolver um crime que resultou em várias raparigas barbamente assassinadas. O filme é bom, mas o seu grande limite é ser uma imitação do modelo americano. Paris 09.2015 (3/5)
PALMARÉS EFA Público, Goya Realizador, Fotogramas Filme, Goya Filme, Goya Ator, Goya Argumento ,Forqué Filme
Relatos Selvages (Damián Szifron, 2014)