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20.11.17

Au revoir là-haut (Albert Dupontel, 2017)

Tinha gostado muito de 9 Mois Ferme (2013), uma das melhores comédias francesas recentes, mas não recebi tão bem Au revoir là-haut. Neste filme a influência de Jeunet é inegável. Ao nível do argumento, a imaginação corre solta e nunca é limitada pelo contexto histórico: dois soldados, acabada a primeira guerra, dedicam-se a uma fraude que tem por alvo os monumentos aos mortos. Ao nível formal, o filme apresenta aquele cuidado excessivo, perfecionista, preciosista dos filmes de Jeunet que nunca me entusiasmou. O filme é um sucesso de público e de crítica e confirma o gosto dos franceses por histórias imaginativas passadas nos anos 1920 como foi o caso, por exemplo, de The Artist (2011) ou Frantz (2016). Paris 2017 Odéon 2,5/5

3.2.15

La Famille Bélier (Éric Lartigaud, 2014)


La Famille Bélier está a ser um sucesso extraordinário em França. Na sétima semana de exibição permanece em segundo lugar dos mais vistos e está a caminho dos 10 milhões de espectadores. Melhor do que qualquer blockbuster americano. Ora tenho dúvidas se se deve considerar comédias como este filme de Lartigaud como um blockbuster, embora o número de salas em que estreou vá nesse sentido. Eu fui ver o filme e custa-me perceber por que razão os franceses escolheram a família Bélier como a sua favorita. É uma família de surdos-mudos que decide candidatar-se à presidência da câmara da pequena cidade do interior onde vivem. A protagonista é a filha adolescente, que não é surda-muda e que serve de tradutora para a família. Ela prepara a admissão a um curso de canto em Paris, sem o conhecimento dos pais. O argumento é previsível e nada há de notável nesta história. Paris 2015 2,5/5

6.10.14

Hippocrate (Thomas Lilti, 2014)

Em França, a série Dr. House é um fenómeno indescritível e o seu ator principal um escritor famoso. Isso inspirou este filme de estreia de Thomas Lilti, que tem encontrado um bom acolhimento do público e da crítica. É uma comédia sobre os médicos estagiários de um hospital, em que o protagonista é filho do diretor clínico do mesmo. Mas já vi melhores e outras bem piores comédias francesas nos últimos anos. Assim-assim. 3/5

16.9.14

Qu'est-ce qu'on a fait au Bon Dieu? (Philippe de Chauveron, 2014)


Um dos maiores sucessos de sempre do cinema francês (mais de 10 milhões de espetadores), mas uma comédia toda baseada nos clichés da França cultural compósita. Humor mais do que previsível. Paris 1,5/5

22.11.13

Camille Redouble (Noémie Lvovsk, 2013)


Camille redouble é uma das melhores comédias mainstream do cinema francês deste ano. Todas as outras boas comédias do ano apareceram da área mais independente e do cinema de autor.  Parece um remake de «Peggy Sue Casou-se» de Coppola. Uma mulher de meia idade volta aos seus dias adolescentes com a consciência do que vai acontecer na sua vida futura e com a oportuindade de mudar esse futuro. A realizadora também é a atriz principal e parte do charme desta comédia vem do seu trabalho de intérprete. Paris 3,5/5