Tinha gostado muito de 9 Mois Ferme (2013), uma das melhores comédias francesas recentes, mas não recebi tão bem Au revoir là-haut. Neste filme a influência de Jeunet é inegável. Ao nível do argumento, a imaginação corre solta e nunca é limitada pelo contexto histórico: dois soldados, acabada a primeira guerra, dedicam-se a uma fraude que tem por alvo os monumentos aos mortos. Ao nível formal, o filme apresenta aquele cuidado excessivo, perfecionista, preciosista dos filmes de Jeunet que nunca me entusiasmou. O filme é um sucesso de público e de crítica e confirma o gosto dos franceses por histórias imaginativas passadas nos anos 1920 como foi o caso, por exemplo, de The Artist (2011) ou Frantz (2016). Paris 2017 Odéon 2,5/5
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20.11.17
3.2.15
La Famille Bélier (Éric Lartigaud, 2014)
La Famille Bélier está a ser um sucesso extraordinário em França. Na sétima semana de exibição permanece em segundo lugar dos mais vistos e está a caminho dos 10 milhões de espectadores. Melhor do que qualquer blockbuster americano. Ora tenho dúvidas se se deve considerar comédias como este filme de Lartigaud como um blockbuster, embora o número de salas em que estreou vá nesse sentido. Eu fui ver o filme e custa-me perceber por que razão os franceses escolheram a família Bélier como a sua favorita. É uma família de surdos-mudos que decide candidatar-se à presidência da câmara da pequena cidade do interior onde vivem. A protagonista é a filha adolescente, que não é surda-muda e que serve de tradutora para a família. Ela prepara a admissão a um curso de canto em Paris, sem o conhecimento dos pais. O argumento é previsível e nada há de notável nesta história. Paris 2015 2,5/5
6.10.14
Hippocrate (Thomas Lilti, 2014)
Em França, a série Dr. House é um fenómeno indescritível e o seu ator principal um escritor famoso. Isso inspirou este filme de estreia de Thomas Lilti, que tem encontrado um bom acolhimento do público e da crítica. É uma comédia sobre os médicos estagiários de um hospital, em que o protagonista é filho do diretor clínico do mesmo. Mas já vi melhores e outras bem piores comédias francesas nos últimos anos. Assim-assim. 3/5
16.9.14
Qu'est-ce qu'on a fait au Bon Dieu? (Philippe de Chauveron, 2014)
22.11.13
Camille Redouble (Noémie Lvovsk, 2013)
Camille redouble é uma das melhores comédias mainstream do cinema francês deste ano. Todas as outras boas comédias do ano apareceram da área mais independente e do cinema de autor. Parece um remake de «Peggy Sue Casou-se» de Coppola. Uma mulher de meia idade volta aos seus dias adolescentes com a consciência do que vai acontecer na sua vida futura e com a oportuindade de mudar esse futuro. A realizadora também é a atriz principal e parte do charme desta comédia vem do seu trabalho de intérprete. Paris 3,5/5
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