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11.12.18

Fargo (Ethan e Joel Coen, 1996)

A restauração digital de Fargo motiva a sua reposição nas salas, quase 22 anos depois de Frances McDormand (Oscar Best Actress) e dos irmãos Coen (Oscar Best Original Screenplay, Prix de la mise en scène em Cannes) terem recebido alguns dos prémios mais prestigiados do cinema. As qualidades do filme permanecem intactas, com uma história, personagens e ritmo fabulosos. E atores que nunca mais esquecemos: Frances McDormand, William H. Macy, Steve Buscemi, Peter Stormare, Harve Presnell. Um clássico a pôr ao lado dos filmes de Tarantino da mesma época. Paris Filmothèque QL 4/5
Prémio: Cannes Realizador, Oscar Atriz, Oscar Realizador N, Oscar Argumento, Oscar Filme N, GGlobe Filme N, GGlobe Realizador N, BAFTA Realizador, BAFTA Filme N, BAFTA Argumento N, César Filme Estrangeiro N, Spirit Filme, Spirit Realizador, NBR Top, NBR Atriz, NBR Realizador.

24.5.18

As Asas do Desejo (Wim Wenders, 1987)

Berlim é uma cidade que certamente concentrou muitos anjos em boa parte do século 20. Todas as dores e desesperos se abateram sobre a cidade dividida. Os anjos auscultam serenos impávidos essa infelicidade generalizada. Wim Wenders assina um filme muito belo nas imagens e nos textos, que são da sua autoria mas foram inspirados por Rainer Maria Rilke. Hoje não recebo o filme com o assombro que me suscitou na estreia, era eu um cineclubista e militante do arte e ensaio mais exigente do que sou hoje. Recebo-o com alguma indiferença, acho que prefiro mesmo a fase americana de Wenders. Com este filme Wenders foi considerado o Melhor Realizador em Cannes, recebeu o Independent Spirit Award for Best International Film, e foi nomeado para o César du Meilleur film étranger e para o BAFTA Award for Best Foreign Language Film. Paris 3/5

21.1.15

Foxcatcher (Bennett Miller, 2014)

Todos os anos esperamos dois ou três filmes assim, grandiosos, vindos dos Estados Unidos. Filmes que já nascem clássicos, e que se baseiam na História e nas histórias reais da América. John Du Pont era um americano riquíssimo que resolveu investir a fundo no wrestling para produzir campeões e levantar o moral da nação americana. Mas na verdade o que ele procurava de forma desesperava era ultrapassar a sua condição de inferioridade no seio familiar. Steve Carell faz um assombroso Du Pont, Channing Tatum e Mark Ruffalo interpretam os irmãos destruídos por aquele. É difícil dizer quem fica em primeiro plano, se Du Pont se Mark, o campeão. Essa é uma das grandes qualidades do filme. Difícil encontrar no cinema americano de hoje personagens e relacionamentos tão complexos e fascinantes como vemos neste filme. É o melhor filme de Bennett Miller. Paris 8/10