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1.6.21

Peintres femmes, 1780-1830 (Musée du Luxembourg, 2021)

De certo modo, o quadro que mais me impressionou na exposição não é provavelmente um dos melhores, mas é aquele que resume para mim o espírito da exposição. Nesse quadro vemos um atelier de pintura cheio de aprendizes, todas mulheres, um cenário onde só me lembrava de ter visto homens. O século 18 testemunhou uma presença crescente das mulheres artistas, um fenómeno imparável até hoje. Mas a Revolução Francesa pareceu contrariar essa tendencia, pois algumas dessas mulheres pintoras tiveram de exilar-se para continuar a trabalhar (e a viver). Mas a Revolução significou também o acesso ao trabalho de todas as mulheres, sem distinção social. Paris 2021 Musée du Luxembourg 4/5

12.5.18

Tintoret. Naissance d'un génie (2018)

Tintoreto na juventude. Antes da consagração absoluta. Retratos, muitas cenas bíblicas. A afirmação do seu génio no competitivo meio artístico de Veneza. A ascensão social vertiginosa. De filho de tintureiro a mestre na arte mais elevada da época. Paris, Musée du Luxembourg 3,5/5

30.11.17

Rubens, portraits princiers (Musée du Luxembourg, 2017)

Rubens foi um pintor prolífico e produziu muito com o atelier onde mantinha vários colaboradores. Esta exposição apenas apresenta retratos das famílias reais para as quais Rubens trabalhou sempre com grandes resutados e com satisfação para os monarcas que o contratavam. Essa produção de retratos de corte não é numericamente importante na obra imensa de Rubens, mas é de uma grande qualidade. Foi (também) por esses retratos que a sua fama passou facilmente as fronteiras e fez dele um grande diplomata na cena europeia. Paris 4/5

3.2.17

Henri Fantin-Latour À fleur de peau (Musée du Luxembourg, 2017)

A cultura francesa de Oitocentos é inesgotável. Depois de Albert Besnard, na semana passada, descubro agora Henri Fantin-Latour. Ficou famoso pelos retratos de grupo que pintou com grandes nomes da arte da sua época. É dele, por exemplo, o único retrato de Verlaine e Rimbaud juntos; um retrato de músicos, que inclui Chabrier e D'Indy; um famosíssimo retrato com Manet e com ele mesmo, Fantin-Latour. Mas este superou-se mesmo nas naturezas-mortas de flores e frutas. Tal como nos retratos de grupo, um tanto frios e estáticos, as suas naturezas-mortas revelam uma dívida para com a pintura holandesa de Seiscentos. Fantin-Latour não é um grande pintor, um mestre, mas foi bom conhecer as suas obras. Paris 3/5