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25.9.16

Herb Ritts en pleine lumière (MEP, 2016)

Apesar de conhecer muitas fotografias de Herb Ritts, mesmo não sabendo que são assinadas por ele, como as fotos de Madonna, foi uma revelação ver tantas das suas fotos juntas no quadro de uma retrospetiva que lhe dedica a MEP. Fotógrafo célebre, requisitado pelos famosos, Ritts elege o preto e branco, a imensa luz, as paisagens desertas, o corpo nu, o retrato humano, como obsessões que dão uma unidade notável à sua obra. Criou também alguns video-clipes, como Cherish, de Madonna, ou Wicked Games de Chris Isaac, apresntados na exposição. Só é pena que a esta ocupe duas salas, devia ser maior. MEP 5/5
Também gostei de Translúcidas, de Paolo Titolo, sobre transexuais. Dos corpos perfeitos e elásticos de Ritts passamos para os corpos imperfeitos, em transformação, dos homens em mulheres. MEP 3/5

24.3.16

Renaud Monfourny & Tony Hage na M.E.P.


Bettina Rheims ocupa os vários andares superiores e todos os espaços nobres da M.E.P., mas descendo ao subsolo ainda há para ver três minúsculas exposições também interessantes: uma dedicada a fotógrafos de Taiwan, outra a Tony Hage e por fim a que mais me tocou, Sui Generis, de Renaud Monfourny. 
Pris sur le vif, de Tony Hage (Beirute, 1961), apresenta uma série de fotos de celebridades do mundo da moda e do cinema nos nos 1980. Publicadas originalmente na imprensa, as fotos revelam uma época em que as celebridades se deixavam fotografar com um à vontade que hoje se tornou difícil.  
Renaud Monfourny é um grande fotógrafo que ajudou a tornar a revista Inrockuptibles uma referência. Eu lembro-me de ter visto algumas das fotografias expostas, todas a preto e branco, que muitas vezes ocupavam uma página inteira da revista. São todas, se não erro, de grandes figuras do rock pop independente dos anos 90. Uma espécie de madrinha do indie rock, Patti Smith tem um lugar de destaque a abrir a exposição,  uma parede só pra ela. Gostei também muito das fotos de Elliot Smith, Bjork e, claro, Morrissey!