Mostrar mensagens com a etiqueta Deborah Kerr. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Deborah Kerr. Mostrar todas as mensagens

28.7.26

The King and I (Walter Lang, 1956)

 
Esta comédia musical é muito famosa, tanto o original da Broadway (1951), quanto a adaptação ao cinema, tratando-se de um dos clássicos de referência do cinema musical. Mas não corresponde ao tipo de musical de que mais gosto. A transposição do show da Broadway é feita sem chama para a grande tela, e como a ação passa-se quase exclusivamente em interiores, a dívida em relação à origem teatral do projeto faz-se sentir ainda mais. Que diferença em relação aos musicais de Arthur Freed na MGM! O que mais  me interessa no filme é, por um lado, a maravilhosa partitura de Rodgers & Hammerstein II, e, por outro, a prestação de Deborah Kerr, uma atriz conhecida e famosa das comédias e melodramas não-musicais. A sua prestação tem a sua classe habitual, tendo sido dobrada nas canções. Foi nomeada para o óscar, mas apenas ganhou o Golden Globe para melhor atriz. Yul Breyner, que marcou a versão cénica original de The King and I, ganhou o óscar para melhor ator, a mais prestigiada das cinco estatuetas ganhas pelo filme. Houve ainda uma nomeação para melhor filme do ano (o produtor foi Charles Bracket) e outra para melhor realizador (Walter Lang). Mas recebeu mesmo assim o Globo de Ouro para melhor filme de comédia ou musical. Nada mau. VC 08.2016 DVD 3/5

27.7.22

The Grass Is Greener (Stanley Donen, 1960)

Não admira que este filme tenha caído no esquecimento. Adapta uma peça de teatro da época sobre o casamento e o adultério cheia de clichés. Ao filme faltam a graça e a ligeireza esperadas para tratar do tema. Mas é bom rever o quarteto de atores de primeira água de Hollywood dos anos 50: Cary Grant, Deborah Kerr, Jean Simmons e Robert Mitchum. Paris 2022 Cinémathèque 2,5/5

29.4.20

Prudence and the Pill (Fielder Cook e Ronald Neame, 1968)

Que comédia estranha. Sobre sexo e ter bebés, sobre a pílula, mas com os atores menos eróticos que conheço, David Niven e Deborah Kerr (uma das minhas atrizes preferidas). São vários casais às voltas com a desejada gravidez, eles ainda desejam mais do que elas e no final todos têm direito a um. O espectador não tem direito a nenhuma cena menos pudica, mesmo que tenha de ouvir o tempo todo falarem de sexo. O filme envelheceu mal, como os preconceitos que o habitam. Melun 2020 (2,5)
Prudence and the Pill (Fielder Cook e Ronald Neame, 1968), produção de Kenneth Harper e Ronald J. Kahn (Twentieth Century-Fox), argumento de Hugh Mills, com Deborah Kerr, David Niven, Robert Coote, Irina Demick, Joyce Redman, Judy Geeson, Keith Michell, Michael Hordern e Edith Evans, BSO de Bernard Ebbinghouse, fotografia de Ted Moore.

21.12.16

Young Bess (George Sidney, 1953)

Um drama sobre a juventude da princesa Isabel de Inglaterra (Jean Simmons), filha de Henrique VIII (Charles Laughton), entre o amor por Stewart Granger e as lutas de poder na corte. Um filme de produção irreprensível mas com pouca chama. Vila do Conde 2016: 3/5

6.9.16

Heaven Knows, Mr. Allison (John Huston, 1957)

Robert Mitchum, um marine, e Deborah Kerr, uma freira, encontram-se sós numa ilha ora atacada pelos japoneses ora pelos americanos. Um bom filme sobretudo pelo grande encontro entre dois dos maiores atores de Hollywood. Kerr foi nomeada para o óscar e o golden globe de melhor atriz e Mitchum para o BAFTA. Paris 2016: 3/5.

15.1.16

An Affair To Remember (Leo McCarey, 1957)

Cartaz da reposição fancesa do filme em 28/07/2010
An Affair to Remember é um dos meus filmes preferidos de sempre. Comove-me como um melô de Sirk da mesma época, deslumbra-me o ego cinéfilo com a mise en scène em cinemascope como Minnelli sabia fazer e encanta-me pela sua qualidade própria de um sofisticado musical (Minnelli outra vez). Mas é Leo McCarey quem assina o filme, certamente o meu preferido dele. Que é por sua vez um remake de um filme seu dos anos 30, que já tinha sido um feito artístico assinalável (mas sem o tecnicolor, o cinemascope e os celestiais Deborah Kerr e Cary Grant no par protagonista). 
Como tenho andado a refletir muito sobre o cinema musical, a minha leitura do filme aventurou-se por novos caminhos após ter visto agora o filme. Não é uma comédia musical mas o contágio desse gênero é evidente. Foi nos anos 50 que os musicais atingiram o apogeu do reconhecimento artístico. Singin' in the Rain, Gigi e Um Americano em Paris ganharam óscares ou pelo menos a consagração máxima e as maiores estrelas de Hollywood passaram pelos musicais como se não o pudessem evitar (Marlon Brando, Yul Breyner, Deborah Kerr, Ava Gardner). Em An Affair to Remember, a personagem de Deborah Kerr tem um passado de cantora de bar, profissão que retoma quando se apaixona pelo playboy Cary Grant. Ambos deixam os respetivos noivos, ricos e que lhes garantia uma vida de elevado conforto (conhecem-se numa viagem de transatlântico, na classe de luxo, aliás a longa sequência no navio faz lembrar a screwball comedy dos anos 30, de que McCarey era um especialista). Temos então alguns números musicais, todos com Kerr. Na ilha onde aportam, numa breve paragem do navio, Kerr canta acompanhada ao piano pela avó de Grant. Em Boston, quando Kerr retoma a carreira de crooner para se sustentar. E por duas vezes Kerr canta com o grupo de crianças de que ela é professora de música,  trabalho conseguido por um padre. Nas nas duas versões deste filme, a dos anos 30 e a dos anos 90, a personagem Terry Mckay é uma cantora, mas não me lembro se existem momentos musicais nesses filmes. Duvido. Mas não há dúvida de que a segunda versão de McCarey foi contaminada pelo cinema musical que se fazia à época da sua realização. Paris 2016 Christine 21 5/5

13.7.15

Delbert MANN

Separate Tables (Delbert Mann, 1958)
Queria muito ver este filme pela peça de Terence Rattigan que o originou. Rattigan também escreveu o argumento com John Gay e John Michael Hayes. Tudo se passa em menos de 24 horas na pensão Beauregard, em Inglaterra. Os pensionistas ficam a saber pelo jornal que um deles, um suposto major tagarela, foi apanhado num cinema a seduzir algumas espetadoras, denunciado e levado a tribunal por esse motivo. Os pensionistas dividem-se entre os que defendem a sua expulsão e os que o apoiam. Mas a peça é também sobre a solidão, o sofrimento e as paixões reprimidas de quase todas as personagens. Trama mais british não podia haver. O ramalhete de atores é impressionante:  Rita Hayworth, Deborah Kerr, David Niven, Burt Lancaster e Wendy Hiller. Esta ganhou o óscar para melhor atriz coadjuvante e David Niven o óscar para o melhor ator, num papel difícil mas a meu ver mal defendido por Niven. Vila do Conde 07.2015 DVDteca 4/5

DVDTECA
Separate Tables (1958)
The Thrill of it All (1963)