Um dos filmes do mestre Hitchcock menos interessantes que eu já vi. Claro que é de uma qualidade e interesse atual inquestionáveis mas o universo que o filme pinta e as suas personagens pouco me tocam, e a interpretação de Charles Laughton, um ator que nunca conquistou a minha simpatia, não ajuda para a apreciação positiva do filme. Paris 10.2015 Le Champo 3/5
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28.7.26
26.7.26
Zouzou (Marc Allégret, 1934)
REALIZADOR Marc Allégret ARGUMENTO Pépito G. Abatino, baseado no seu romance homónimo DIREÇÃO ARTÍSTICA Pepito G. Abatino ADAPTAÇÃO Carlo Rim DIÁLOGOS Carlo Rim, Albert Willemetz CENÁRIOS Lazare Meerson, Alexandre Trauner MÚSICA Vincent Scotto, Georges Van Parys, Alain Romans LETRAS Géo Koger, Roger Bernstein, Émile Audiffred DIREÇÃO MUSICAL Louis Wins ELENCO Joséphine Baker (Zouzou), Jean Gabin (Jean), Pierre Larquey (Mélé) Claire Gérard (Mme Vallée) Yvette Lebon (Claire Vallée) Illa Meery (Miss Barbara) ESTREIA 21.12.1934 (França) VISTO Porto 16.04.2025 Batalha
21.5.26
12.4.26
La chienne (Jean Renoir, 1931)
Reconheço que embirro com muitos filmes franceses anteriores à nouvelle vague. Jean Renoir, o Mestre, realizou alguns dos melhores, mas La Chienne, um dos seus primeiros filmes falados, nunca me cativou. Está sendo lançado numa cópia restaurada, imaculada, mas isso não impede que o interesse do filme (para mim) é ter sido refeito por Fritz Lang anos depois com Joan Bennet e Edward G. Robinson, e nesse caso beijo o chão que estes três pisaram. O filme de Renoir é pitoresco, o de Lang é universal. Além disso, Renoir conta mais uma vez como protagonista Michel Simon, que nunca suportei muito bem. Enfim, mais um clássico francês que pouco ou nada me diz. Produção dos Établissements Braunberger-Richebé. Paris 07.2014 Le Champo 2,5/5
9.4.26
Sans Lendemain (Max Ophüls, 1939)

REALIZADOR: Max Ophüls ARGUMENTO: Curt Alexander, André-Paul Antoine, Hans Jacoby, Jean Jacot, Max Kolpé, Max Ophüls e Hans Wilhelm MÚSICA: Allan Gray PRODUÇÃO: Ciné-Alliance ELENCO: Edwige Feuillère, George Rigaud, Daniel Lecourtois, Mady Berry, Michel François, Georges Lannes, Pauline Carton ESTREIA: 22.03.1940 (França) VISTO: Paris 18.11.2024 Le Champo NOTA: 3.5/5
19.3.24
25.6.21
Didier (Alain Chabat, 1997)
Um treinador de futebol (Bacri) fica de tomar conta do cão de uma amiga que partiu em viagem. O cão um dia toma a forma de um homem (Chabat) e em breve ele irá participar num jogo de futebol. Original e divertido. E com os atores ideais. Melun 2021 TV 2,5/5
10.4.21
Le Tunnel (Curtis Bernhardt, 1933)
Jean Gabin é o responsável pelas obras de um túnel submarino que pretende ligar os EUA à Europa. Mas os acidentes e as sabotagens sucedem-se e ele mostra-se um grande líder de homens para levar a obra a bom termo. O filme adapta um romance famoso do início do século 20, do escritor alemão Bernhard Kellermann. Foi feita uma versão alemã e outra francesa, ambas por Curtis Bernhardt, antes deste realizador alemão ir para Hollywood, onde fez a suas obras mais conhecidas. No principal papel feminino, temos uma grande estrela francesa da época, Madeleine Renaud. Melun 2021 TV 2,5/5
15.6.16
La vie est à nous (Jean Renoir, 1936)
La vie est à nous é um filme dos anos 30 sobre a luta dos comunistas franceses pela melhoria das condições de vida dos trabalhadores e contra os fascistas. O argumento é coletivo e a direção geral coube a Jean Renoir. Uma obra de propaganda interessante. Paris 2016 Reflet Médicis 2/5
15.12.15
Marius (Marcel Pagnol, 1931)
Um clássico do cinema francês que inicia uma trilogia marselhesa (Marius, Fanny e César), agora reposta nas salas. O filme tem origem numa peça de teatro de grande sucesso de Marcel Pagnol, e foi realizado por este e por Alexandre Korda. Um jovem hesita entre o casamento e o apelo da vida de marinheiro. O mais interessante é a relação entre pai e filho, que não é muito tratada no cinema. Como protagonistas, dois grandes atores franceses: Raimu e Pierre Fesnay. Paris 12.2015 Le Champo 3,5/5
28.1.15
Les Bas-fonds (Jean Renoir, 1936)
Les Bas-Fonds foi o primeiro filme a receber o prémio Louis-Delluc, o mais prestigiado do cinema francês, chamado de Goncourt do cinema. É a adaptação de uma famosa peça de Maximo Gorki, as personagens mantêm os nomes russos e a produção foi feita sob o signo da Rússia. A empresa que produziu o filme, Les Films Albatros, foi criada por russos nos anos 20, os escritores exilados Zamiatine e Jacques Companéez assinam o argumento, e outros compatriotas participam do elenco. É um filme de coletivo, passado entre os clientes duma pensão de muito baixa categoria e o protagonista (Jean Gabin) é um ladrão. Jean Renoir consegue transmitir a atmosfera russa e miserável desta colmeia humana de uma forma notável. Jean Gabin supera todos os seus colegas com a sua interpretação nada teatral, tendo ao seu lado Louis Jouvet, o monstro sagrado do teatro francês da época. Uma boa surpresa. Paris, Le Desperado 4/5
18.11.14
Les croix de bois (Raymond Bernard, 1932)
Um clássico do cinema francês, passado na guerra das trincheiras. Foi restaurado e podemos vê-lo novilho em folha nas salas. Mas é um clássico entediante. Há as cenas de batalha, muito bem filmadas, um primor, e há as cenas de repouso em que os soldados enganam a morte provável com o bom humor e a camaradagem preciosa. Mas é um daqueles clássicos que não me interessa rever. Lisboa 2014 FQL 2/5
8.5.14
L'Étrange Monsieur Victor (Jean Grémillon, 1938)
Onde mais uma vez se confirma que Grémillon sabe mostrar a vida e o espírito de uma cidade, Toulon neste caso. Um enredo policial ajuda a coser toda a história do filme (argumento de Charles Spaak) que tem a sua força nos intérpretes, em especial Raimu, uma espécie de António Silva francês. Nas cenas dramáticas a sua interpretação claudica mas logo é superada nas cenas cómicas, onde o seu carisma é notável. Até agora, o filme de Grémillon de que mais gostei. Argumento de Albert Valentin, Charles Spaak e Marcel Achard. Paris 2014 FQL 3,5/5
22.10.13
La Règle du jeu (Jean Renoir, 1939)
Nas duas vezes em que vi este filme (na televisão em 1994 e nas salas em 2012) tive a mesma impressão de estar em presença de um filme excepcional, muito superior ou pessoalmente muito mais interessante do que outros filmes que vi de Renoir ou de outros filmes franceses seus contemporâneos. É um filme que não parece ter assunto preciso nem história, apenas ação e personagens, mas não paramos de pensar nos sentidos que pode ter tudo aquilo que estas personagens fazem ou deixam de fazer num fim de semana de caça. Paris 5/5
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