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26.12.24

Coleção AUTREMENT

LES RUSSES À PARIS 1919-1939 (1998)
Autor: Hélène Menegaldo
Autrement n° 110 octobre 1998
BIBLIOTECA P
Paris-XIIIème, lumières d'Asie
Autrement, 1995
BIBLIOTECA
Leituras 2021

Rue des rosiers - une manière d'être juif (1995)
Autor: Jeanne Brody  
Autrement, 1995
BIBLIOTECA
Leituras 2021

HOLLYWOOD 1927-1941 (1991)
Autrement n°9 septembre 1991
BIBLIOTECA P



21.8.23

Christopher ISHERWOOD

 
GOODBYE TO BERLIN (Contos, 1939)
Quetzal 2011
Coleção Serpente Emplumada

Círculo de Leitores 1986

Tradução de Filomena Duarte

Ed. Notícias

MISTER NORRIS
Contos de Isherwood
Quetzal 2012


THE WORLD IN THE EVENING (1954)
 O Mundo no Crepúsculo
Temas da Actualidade 1996
Trad. Luís Serrão
Leitura 2003 Porto 2/5

A SINGLE MAN (1964)
Romance de Christopher Isherwood
Quetzal 2011

Editorial Labirinto 1985

George, professor inglês numa universidade americana, acaba de perder o companheiro de uma vida. Nem toda a gente sabia da relação entre os dois, mesmo os vizinhos não sabem que Jim morreu... George terá de aprender a viver só e a reatar as relações com os que ficaram e lhe são próximos: uma amiga, também inglesa, um aluno, o casal vizinho que procura a sua companhia. Tenho de rever em breve o bom filme inspirado neste romance que estreou há alguns anos. Melun 03.2021 (3/5) 

 
MEETING BY THE RIVER (1967)
Quetzal 2012

Encontro à Beira do Rio
Círculo de Leitores
BIBLIOTECA
Leitura 1999 Porto 3/5

CHRISTOPHER AND HIS KIND (1976)
P.O.L. Hachette 1981
Leituras, mars 2025 Melun 4/5

The Memorial (1932) 
A Single Man (1964)
Les joyaux de l'architecture belge / Exhumations (1966)

Eye of the Camera (1993)
BIBLIOTECA

12.8.23

Ana Teresa PEREIRA

Funchal 1958

Matar a Imagem (1989)
Prémio Caminho de Literatura Policial
Caminho 1989


A NOITE MAIS ESCURA DA ALMA (1997)
Caminho 1997
BIBLIOTECA

A NOITE MAIS ESCURA DA ALMA (1997)
Círculo de Leitores 1998
BIBLIOTECA

As Rosas Mortas (1998)

O Verão Selvagem dos teus Olhos
Relógio D’água 2008

AS VELAS DA NOITE (2014)
Contos de Ana Teresa Pereira

Uma série de contos e artigos marcados pela paixão da autora pelo cinema noir americano clássico. Também eu adoro esse universo, que abarca o cinema de série b e não só. É um cinema visualmente muito forte, que dispensa o excesso de palavras. Paradoxalmente é um género que recorre muito à vox off e com frequência adapta obras literárias (embora pouco consagradas). Caxinas 08.2021 BMPV 3/5

KAREN (2016)
Um breve romance bastante enigmático. A protagonista acorda com pouca memória de si e do mundo, e resiste a reconhecer-se naquela - Karen - que os seus mais próximos pouco a pouco impõem como sendo a sua identidade. Parece um thriller, sendo o suspense um elemento importante da narrativa, muito bem gerido pela escrita da autora. Mas o enigma permanece quando fechamos o livro e esse é um ponto pouco satisfatório desta recente obra de Ana Teresa Pereira. VC 07.2018 BMPV 3/5
Karen (2016, Prémio Oceanos 2017)
Relógio D'Água 2016






11.8.23

Marie-Hélène LAFON

Aurillac 1962
Editor Buchet/Chastel

Le Soir du chien (2001, romance)

Liturgie (2002)

Les derniers indiens (2008)

L'Annonce (2010)
Leitura

Les pays (2012)


Há escritores que constroem uma obra de grande qualidade, mas longe dos holofotes dos media e longe das multidões de leitores. E tornam-se, em alguns casos, em escritores de culto, pelo menos para alguns leitores. Em Portugal, penso em Teresa Veiga, em França em Marie-Hélène Lafon. Esta excelente escritora publicou agora Joseph, o seu último breve romance e pela crítica que li no Le Monde pude confirmar que ela mantém-se fiel ao universo que conheci nos seus livros Les Pays (2012) e Le Soir du Chien (2001). O mundo rural, a solidão dos habitantes desse mundo, agravada pela desertificação humana por que ele passa, os que ficam e os que partem, os problemas familiares, a observação de um mundo em extinção, são alguns dos temas que saltam de livro para livro de Lafon. É daqueles autores que estão a escrever sempre o mesmo livro e fazem-no de modo cada vez mais profundo. Mas acima de tudo, como estamos a falar de literatura, Lafon tem um estilo magnífico, conciso e revelador das complexas relacões entre as personagens ou entre estas e o meio que as envolve. Uma obra a que voltarei sempre. Setembro de 2014

JOSEPH (2014)
Joseph é um trabalhador agrícola. Trabalha e quase sempre vive nas quintas que precisam de mão-de-obra. Um homem solitário, mesmo antes de se ter afastado dos poucos familiares que tinha. Marie-Hélène Lafon faz um retrato implacável de um ofício, de um mundo em extinção, visto através de uma personagem que não se esquece facilmente. Um figura humana que vive pela superior arte literária de Lafon, que já conhecia e nunca desilude. Paris 07.2016 4/5

NOS VIES (2017)

Até agora o livro menos interessante de Lafon. A narradora conta a sua vida e a de duas ou três outras pessoas que costuma ver no supermercado. Inventa-lhes histórias, um passado, uma geografia, um conjunto de rotinas, simplesmente. Mas com uma língua sempre excelente. Melun 06.2021 3,5/5

Le Pays D'En Haut (2019)
Marie-Hélène Lafon
Entretiens avec Fabrice Lardreau
Arthaud 2023
Collection Versant Intime
BIBLIOTECA

HISTOIRE DU FILS (2020)
Prémio Renaudot

Histoire du fils é a história de uma família, uma saga familiar de certo modo, durante cerca de um século, mas marcada por uma complexidade narrativa e estilística invulgar. Adorei ler este brilhante romance de Lafon, e leria novamente com prazer o livro, inclusive para clarificar o puzzle que a autora propõe. A história de André, que nunca chegou a conhecer o pai mesmo sabendo quem ele era, é apresentada com permanentes saltos entre épocas e uma profusão de personagens que dá vertigem. É o ponto fraco do romance. Demoramos a entrar na história, o que nos obriga a mentalmente desenhar uma árvore genealógica que nem sempre é clara. Mas as personagens são fascinantes e a história acaba também por ser inesquecível. Melun 03.2021 (4/5)

4.9.21

Florbela ESPANCA

Na Curva Escura dos Cardos do Tempo. Poesia Reunida
 (Leonor Almeida, 2020)

Um livro que resgata ao esquecimento uma voz poética feminina de meados do século XX. Leonor de Almeida integrava de pleno direito o pequeno meio cultural do país tendo mesmo sido casada com um importante escritor. Isso foi favorável ou desfavorável à sua vocação literária? Os seus poucos livros de poesia receberam elogios das pessoas certas e o juízo da época não errou. Mas falta uma afirmação mais pessoal na sua poesia que sobrava em Florbela Espanca. Caxinas 09.2021 3/5

Jóquei (2014)

Poesia de Matilde Campilho
Poesia caudalosa, mas rente à língua corrente, plena de referências aos lugares e a marcadores culturais, que criam imagens inesperadas mas quase sempre inolvidáveis. Caxinas Beach 2021 4/5

ÉDOUARD LOUIS

MONIQUE S'ÉVADE
(Seuil 2024)
Leituras 2024 Paris 3/5

QUI A TUÉ MON PÈRE (2018)
Seuil 2018

Um texto autobiográfico muito intenso que alia a dimensão íntima à social. O destino do pai do narrador (igual a tantos outros operários) depende da política dos governantes e da sua (in) sensibilidade. Um autor a seguir com atenção. Paris 2021 4/5

Em Portugal: 
Acabar com Eddy Bellegueule
Fumo Editora

História da Violência
ed Elsinore   

Quem Matou o Meu Pai)

Ana Margarida de Carvalho

Que Importa a Fúria do Mar (2013)
Romance de Ana Margarida de Carvalho

Que Importa a Fúria do Mar (Teorema, 2013) recebeu o Grande Prémio de Romance e Novela da APE. Um prémio bem merecido, pois revela um talento invulgar mas seguro. Narra a história de uma greve durante o Estado Novo, que foi obviamente reprimida e muitos dos seus participantes enviados à cumprir penas no campo do Tarrafal. Há uma jornalista hoje que está interessada nas memórias de um sobrevivente daquele exílio forçado. Os dois são os protagonistas e, à maneira de Lobo Antunes, temos acesso ao interior da jornalista num discurso caudaloso e por vezes cansativo e onde as referências culturais pesam demasiado. A autora não pertence pois à família literária que mais aprecio. Caxinas 2021 3/5

Pequenos Delírios Domésticos (2017)
Contos de Ana Margarita de Carvalho

Depois de ter lido o primeiro romance de Ana Margarida de Carvalho, atirei-me aos seus contos, também premiados pela APE. Pequenas vidas, nomeadamente de pessoas desenraizadas e social(e psicológica)mente vulneráveis é a matéria de vários contos. A escrita da autora faz maravilhas com estas histórias. Caxinas 2021 4/5

3.9.21

John IRVING

THE IMAGINARY GIRLFRIEND (1996)
Livro de John IRVING

John Irving escreve as memórias, privilegiando duas forças da sua vida: o trabalho literário, que o tornou célebre e rico, e a luta, paixão que passou aos dois filhos. Interessou-me sobretudo a narrativa da sua vocação literária, e o retrato que faz dos autores que admira. Lisboa 2021 3/5

19.7.21

João RICARDO PEDRO

UM POSTAL DE DETROIT (2016)

Romance de João Ricardo Pedro

Partindo de um acidente ferroviário dos anos 80, que ficou na memória do país, João Ricardo Pedro narra a história de uma família que viu a filha desaparecer no acidente. O seu corpo nunca foi encontrado e as circunstâncias em que ela viajou permite muita especulação. Quem narra a história é o irmão da vítima, que era criança à época do acidente. O desenlace é desinteressante. E o estilo do autor não me conquistou, apesar do seu evidente talento. Caxinas 07.2021 2/5 BMPV

16.7.21

Autobiographie (2000)

Romance de Régis Jauffret

A história de um don Juan moderno e mais tenebroso. Coleciona conquistas a uma velocidade estonteante, como quem dá uma volta no parque e apanha bolotas. Vive à custa das mulheres, a quem retribui com sexo e desprezo, uma mistura afrodisíaca para muitas delas. Algumas saem da vida dele pela porta da morte. Autobiografia de um monstro pois. Caxinas 2021 3,5/5

15.7.21

Jean COCTEAU

THOMAS L'IMPOSTEUR (1923)
Romance de Jean Cocteau

História de um impostor: um adolescente faz-se passar pelo sobrinho de um general célebre e disso tira alguns benefícios. Ele junta-se a outros impostores, que organizam um hospital de guerra (o romance é de 1922 e refere-se à Grande Guerra) e andam em busca de doentes para justificar a sua ação benemérita. Caxinas 2021 2,5/5

20.5.21

Literatura 2021

L'inconnu de la poste (Florence Aubenas, 2021)

Uma funcionária dos Correios de um pequena vila francesa é encontrada morta, banhada em sangue, no seu local de trabalho pouco depois da abertura do posto. O crime fica muitos anos impunido, pois não há provas evidentes que condenem o principal suspeito, um ator que participou em vários filmes e que entre uma filmagem e outra leva uma vida de SDF. À época do crime, ele vivia em frente do posto de correios e conhecia a vítima. Este romance não é ficção, tudo o que é apresentado decorreu nos últimos 15 anos e foi acompanhado pela comunicação social. A autora-jornalista escreveu um grande polar, um dos melhores que já li. Melun 2021 4/5

18.5.21

Continental Films (2017)

Ensaio de Christine Leteux
La Tour verte 2017
BIBLIOTECA

Continental Films foi uma produtora francesa de filmes que existiu durante a segunda guerra e que produziu alguns clássicos do cinema francês, deu trabalho a realizadores e atores consagrados dos anos 30 e apostou em realizadores estreantes que iriam marcar o cinema francês do pós-guerra. Porém, a Continental era financiada e dirigida pelos ocupantes alemães e a sua atividade era e é bem problemática no mundo do cinema. Para a história da colaboração francesa ficou a viagem que alguns profissionais do cinema da Continental fizeram à Alemanha nazi, tendo sido, na sua maioria, obrigados a fazê-la. Aliás muitos dos contratos da produtora com esses profissionais foram feitos com recurso à chantagem. Este estudo é brilhante e muito elucidativo do período abordado. Melun 2021 5/5

8.4.21

Amélie NOTHOMB

TANT MIEUX (2025)
Albin Michel 2025
Leituras 2025
2/5

LES AÉROSTATS (2020)

Que personagens são estas? Um adolescente disléxico antissocial que é um pequeno monstro em potência (no final esse monstro vai usar as suas garras assassinas contra os pais), uma jovem universitária inteligente, culta e extremamente impopular entre os colegas, e a colocatária desta, pessoa fria e inacessível como um pilar de pedra. A jovem é contratada para tratar da dislexia e dos problemas de leitura do adolescente. Faz milagres: ele lê a Odisseia num dia, a Ilíada noutro, O vermelho e o Negro noutro ainda. Cada uma das personagens (os pais do adolescente idem) parece sair de um filme de Tim Burton, encontrando-se na mesma história como se estivessem num barco a naufragar e todos corressem para o mesmo lado (errado). Li com prazer o romance-diálogo de Nothomb, fiquei com vontade de ler os clássicos citados e discutidos, mas quero esquecer bem depressa esta história e personagens vazias como um aeróstato. Melun 04.2021:2/5

SOIF (2019)
Soif é sobre Jesus nas últimas horas antes da crucifixação. Não há surpresas no enredo e no desenlace naturalmente. A atenção se concentra nos pensamentos de Jesus e na rememoração dos milagres que ele fez, e pelos quais foi depois acusado pelos beneficiados. O início promete um bom humor que depois se perde. Um Nothomb menor. Paris 06.2020 (1,5/5)

LE FAIT DU PRINCE (2008)
Le Fait du prince é o quarto livro que leio de Amélie Nothomb. Por que será que volto a esta escritora que considero talentosa mas longe de ser uma grande escritora? Leio-a com prazer e curiosidade mas sem nunca ficar arrebatado. Comecei com Hygiène de l'assassin (1920), o seu romance de estreia (e talvez o seu melhor) que me marcou bastante, depois li o divertido Stupeur et tremblements (1995) e nos últimos anos li Ni d'Eve ni d'Adam (2007) e agora este Le Fait du prince (2008). Os diálogos, caracterizados pelo humor e inteligência, são dominantes na literatura de Nothomb. O primeiro romance era um longo diálogo entre um escritor nobelizado e uma jornalista, que se transforma num duelo verbal entre duas inteligências. Le Fait du Prince começa com um longo diálogo entre dois desconhecidos numa festa particular e depois evolui para uma situação em que um homem e uma mulher ficam confinados a uma casa e através da conversa vão descobrir a identidade um do outro. O homem recebera em sua casa numa emergência um outro homem, que aí acaba por morrer. Então o homem assume a identidade do morto e vai conquistar a sua mulher. A situação ficcional de partida é engenhosa, como é habitual em Nothomb, mas não tarda a tornar-se demasiado artificial e portanto desinteressante. Até daqui a muito tempo, Amélie. Leitura 10.2015 Paris/Rio 2/5

Amélie Nothomb, de A à Z (Michel Zumkir, 2003)

Um livrinho organizado por ordem alfabética para conhecer o universo de Amélie Nothomb, o fenómeno literário da Bélgica. Nothomb passou a infância e juventude no Japão e na China e vive entre Bruxelas e Paris, mas longe dos holofotes mundanos. Há breves entrevistas com a família próxima (mãe, pai e irmã) e com os seus principais colaboradores. E os fãs também não são esquecidos. Ligeiro e interessante como os livros de Nothomb. Melun 02.2021 (2,5/5)

2.2.21

Jérôme FERRARI

NORD SENTINELLE (2024)
Actes Sud 2024
Leituras 01.2025
HISTÓRIA: Na Córsega, um jovem assassina outro jovem por uma disputa insignificante. Personagens: Alexandre Romani, Philippe Romani. Alban Genevey, Catalina, Shirin. 
LE SERMON SUR LA CHUTR DE ROME (2012)

Depois de estudos de filosofia na Sorbonne, aspiração maior da família de Mathieu, este resolve ocupar-se de um bar na Córsega, terra dos avós, juntamente com o seu amigo de infância Libero. Pretendem afastar-se das grandes cidades e prolongar a juventude despreocupada com um negócio desafiador, do qual se orgulharão pouco depois do passo dado. Mas a vida de aldeia, que apenas atrai gente de fora por causa do bar de Mathieu e Libero, logo será um peso para os dois amigos, e acabará com a sua amizade. A história, as personagens e a escrita do romance são magníficas. O prémio Goncourt atribuído a este romance é mais do que merecido. Melun 2021 (4,5/5)

BIBLIOTECA
Un dieu un animal (2009)