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28.7.26

Calamity Jane (1953)

Diabruras de Jane (Calamity Jane, 1953)
Extras: Noticiários da época e da estreia, Trailer de cinema.
Audio: inglês, alemão e espanhol.
DVD Zon Lusomundo 2003

9.7.26

Gentlemen Prefer Blondes (Howard Hawks, 1953)

Realização: Howard Hawks
Estreia nos EUA: 1/07/1953
OS HOMENS PREFEREM AS LOURAS
Estreia em Portugal: 27/12/1954

Os Homens Preferem As Louras é simplesmente um dos meus filmes preferidos de sempre (acabei de ler na wiki que Fassbinder considerou o filme um dos dez melhores de sempre, coisa surpreendente se pensarmos na obra do realizador alemão). 
O filme é um milagre dos anos clássicos de Hollywood: não é possível fazer hoje uma comédia musical deste nível. Os diálogos são soberbos e as canções tornaram-se clássicos. Marilyn em si é um milagre da natureza e da cultura e entrou com este filme na cultura pop (por exemplo, com o número Diamonds are a Girl's Best Friend). Foi Hawks quem, com Monkey Business (1952), mostrou que Marilyn nasceu para a comédia, mais do que para o drama. Tinha toda a razão, como o provou no ano seguinte com este Gentlemen. Foi este filme e Niagara (Hathaway, 1953) que fizeram de Marilyn a maior estrela do cinema. Podia ficar aqui a escrever babado sobre Marilyn ou Hawks (um dos meus realizadores preferidos) mas não faria mais do que listar lugares comuns. Adiante.
É dos raros filmes que eu conheço de cor. Já conhecia bem o filme quando o vi pela primeira vez numa sala, na Cinemateca Portuguesa em 1991, e ainda hoje me lembro, 20 anos passados, da minha reacção entusiástica à saída da sessão. Em 2012 voltei a vê-lo numa sala parisiense e hoje repeti a dose. A sessão de hoje confirmou que o filme conquista a nova geração (havia muitos jovens na sala) e que continua a suscitar muitas gargalhadas do público. Cinemateca Portuguesa 1991, Paris 2012 & 01.2014 (5/5)

Sinhá Moça (Tom Payne, 1953)

Uma boa adaptação do romance homônimo de Maria Dezonne Pacheco Fernandes, que também trabalhou no roteiro. Este filme fez parte da seleção oficial de Veneza e saiu de lá com um Leão de Bronze. Destaque para três atores: Anselmo Duarte, Eliane Lage e Ruth de Souza. A história da filha de um fazendeiro que defende a libertação dos escravos deu origem ainda a duas novelas mais recentes da TV Globo. Livro e história tornaram-se assim clássicos populares da cultura brasileira. Um bom filme, que tem como modelo óbvio Hollywood. Melun 03.2021 TV 3/5

7.5.26

Give a Girl a Break (Stanley Donen, 1953)

Realização: Stanley Donen
Estreia nos EUA: 3/12/1953

CASANOVA JÚNIOR
Estreia em Portugal: 8/07/1954

TRÈS CHICAS CON SUERTE

Give The Girl a Break (Stanley Donen, 1953) 
Versão em inglês e em espanhol
(DVD Feel Films, Espanha 2013, com trailer)


Give The Girl a Break (Stanley Donen, 1953)
DVD Tres Chicas con Suerte
(Espanha, sem extras, 2014)


Give The Girl a Break (Stanley Donen, 1953)  
DVD Tre Ragazze di Broadway
Versão em inglês e italiano
(DVD Golem, Itália, 2016, com o trailer)

Calamity Jane (Gerard Butler, 1953)

Comédia musical passada num contexto típico do western, centrada num cabaret-saloon. Doris Day é uma cowgirl de modos masculinos com muitos amigos entre os homens mas nenhum amante. Ela vai aprender a ser feminina quando contrata artistas de cabaret. Só o carisma de Doris Day e Howard Keel justificam hoje o interesse por esta comédia do oeste que respondeu à moda da época. Vila do Conde 2019 3/5
Produção de William Jacobs (Warner), argumento de James O'Hanlon, com Doris Day e Howard Keel. Oscar for Best Song: Secret Love (Sammy Fain e Paul Francis Webster).
As canções (Sammy Fain e Paul Francis Webster): Calamity Jane: The Myth, The Woman  The Legend / The Deadwood Stage (Whip-Crack-Away!) / I Can Do Without You / It's Harry I'm Planning to Marry / Just Blew in from the Windy City / Hive Full of Honey / Keep It Under Your Hat / My Heart Is Higher Than a Hawk (Deeper Than a Well) / A Woman's Touch / The Black Hills of Dakota / Secret Love.

The Bigamist (Ida Lupino, 1953)

Um homem (Edmond O'Brien) encontra-se casado com duas mulheres (Joan Fontaine e Ida Lupino), que vivem em duas cidades diferentes. O caso é descoberto e ele é levado a tribunal quando uma delas inicia o processo de adoção de uma criança. Paris 10.2020 Ecoles 21, 3/5

The Hitch-Hiker (Ida Lupino, 1953)

Dois amigos (Edmond O'Brien, Frank Lovejoy) caem nas garras de um bandido perigoso (William Talman) que mata as pessoas que lhe dão boleia. Os três vão fazer uma viagem que poderá terminar com a morte das vítimas e a fuga dos EUA do assassino. Nunca falta tensão a este thriller impecável. Paris 2007 Cinémathèque & 10.2020 Ecoles 3,5 DVDTECA 

29.4.26

A família Lero-lero (Alberto Pieralise, 1953),

Um funcionário público é humilhado no trabalho e em casa, pela mulher e pelos três filhos que pretendem viver à custa do salário do pai. Este tem a ideia de roubar uma quantia de dinheiro que o leva a fugir e depois à prisão, onde estará livre dos problemas quotidanos do trabalho e familiares. No papel do protagonista, Walter D'Ávila leva o filme às costas. Um excelente comediante que não conhecia. Não tem a qualidade de caracter actor que muitos dos atores populares das chanchadas tinham, antes consegue apropriar-se da personagem sem nunca cair na caricatura. Uma boa comédia social. Melun 2020: 3,5/5 

A família Lero-lero (Alberto Pieralise, 1953), produção da Vera Cruz, roteiro de Alinor Azevedo, Gustavo Nonnenberg, Alberto Pieralise, adapta peça teatral homônima de Raymundo Magalhães Jr., com Walter D'Ávila (Aquiles Taveira), Marina Freire (Isolina), Luiz Linhares (Teteco).

12.7.24

Emilio FERNÁNDEZ

O cinema popular mexicano dos meados do século XX interessa-me desde há muitos anos. Emilio Fernández e Luis Buñuel são os seus expoentes máximos. Recentemente morreu a atriz principal de La red (1953), um inesquecível filme de Emilio Fernández, um dos mais eróticos filmes que vi deste período. Rossana Podestà encontrou no México, neste filme singular de Fernández (muito diferente dos outros filmes que conheço dele), o passaporte para a glória. E a certeza de vir a permanecer para sempre na memória dos cinéfilos. La red (1953) de Emilio Fernández. Paris 2011 Cinemateca Francesa 4/5

SALÓN MÉXICO (1949)
Paris 09.2023 Christine 3.5/5

Maria Candelaria (1943)
DVDTECA
Salón México (1948)
DVDTECA
Enamorada (1947)
DVDTECA

La Perla (1946)
DVDTECA

3.7.24

El Vampiro Negro (Román Viñoly Barreto, 1953)

ARGUMENTO: Román Viñoly Barreto, Alberto Etchebehere, Fritz Lang (remake de M.) PRODUÇÃO: Argentina Sono Filme MÚSICA: Juan Ehlert GÉNERO: Crime - Thriller ORIGEM: Argentina ESTREIA: 14.10.2024 (Argentina) 19.07.2024 (França, versão remasterizada) ELENCO: Olga Zubarry, Roberto Escalada, Nathán Pinzón, Nelly Panizza VISTO: Paris 03.07.2024 Écoles Club 
NOTA: 3.5/5 Impecável remake sul-americano de M, de Fritz Lang.
CULTURA: 39º da lista 100 mejores películas del cine argentino (Museo del Cine Pablo Ducrós Hicken, 2000)


24.6.24

André de TOTH

Springfield Rifle (André de Toth, 1952)
Gary Cooper
Paris 18.01.2026 Cinémathèque
The Bounty Hunter (André de Toth, 1954)
ELENCO Randolph Scott, Dolores Dorn, Marie Windsor, Howard Petrie, Harry Antrim, Ernest Borgnine PROD Warner Bros. EST 25.09.1954 (EUA) VIS Paris 21.01.2026 Cinémathèque

Crime Wave (André de Toth, 1953)
Lisboa 2008 Cinemateca

Day of the Outlaw (André de Toth, 1959)
Le Reflet Médicis 2012

FRAGMENTS.
Portrait from the Inside (1994),
de André De Toth
Fragments. Portraits de l'interieur
Institut Lumière/Actes Sud 1998
BIBLIOTECA F

FRAGMENTS.
Portrait from the Inside (1994)
NT


20.1.23

The Blue Gardenia (Fritz Lang, 1953)

Um filme noir sobre uma jovem mulher, abandonada pelo namorado, que resolve sair com o primeiro homem que lhe aparece pela frente. Mas o primeiro encontro deles termina com a morte do amante... Paris 2008 Filmothèque & 2023 Cinémathèque 4/5

22.9.22

All I Desire (1953)

Realização de Douglas Sirk

Um belo melodrama que parece uma "americana" em tons sombrios. Uma mulher volta à casa de onde fugiu alguns anos antes, deixando marido e três filhos numa pequena cidade que ela detestava. Paris 2022 Cinémathèque 3,5/5
DVDTECA

14.3.22

Lettre d'amour (Kinuyo Tanaka, 1953)

Um homem decide viver uma vida de celibato depois de a mulher que amava se ter casado com outro homem. Os anos passaram, ela enviuvou e a perspectiva de reatar um antigo amor apresenta-se. Mas o passado pouco claro, e duvidoso, da mulher vai colocar o amor deles em causa. Paris 2022 Le Champo 3,5/5

11.10.20

El Bruto (Luis Buñuel, 1953)

El Bruto é um dos melhores filmes que conheço sobre o desejo sexual feminino. No título original destaca-se o homem, o Bruto, na tradução francesa, a sedutora, l'Enjôleuse. O filme é um drama que tem os ingredientes da literatura melodramática mais popular (ambição, desejo sexual, amor puro, vingança, violência e assassínio) mas Luis Buñuel constroi com tudo isso um filme único, intenso, com cenas marcantes (a do botão por exemplo). Com Pedro Armendáriz e Katy Jurado. Madrid 2008 Ciné Doré & 2020 Cinémathèque 4/5

3.10.20

Él (Luis Buñuel, 1953)

Como gosto deste filme. Estudo de um caso de ciúmes e extrema obsessão que pode conduzir um homem à alienação. Um engenheiro conquista uma mulher (Arturo de Córdova, Aurora Walker) já comprometida, casa-se com ela, e a isola do mundo por ciúmes. Está capaz de matá-la para a possuir por completo (na famosa cena do sino que inspirou Hitchcock). Cinémathèque Française (2009 e 2020) & Filmoteca de Madrid (2013) 4,5/5

Luis Buñuel. Cuatro obras maestras de un director genial
Box 4DVD 

El (1953)

Abismos de Pasion (1954)

Ensayo de un Crimen (1955)

Nazarin (1958)

2.9.20

Roman Holiday (William Wyler, 1953)

Uma das grandes comédias românticas. Com a estreante (em Hollywood) Audrey Hepburn e o veterano galã Gregory Peck. O amor de um dia entre uma princesa e um jornalista, ambos a esconder a sua identidade. A terceira personagem é Roma, poucas vezes assim filmada. Hepburn ganhou o Oscar, o Golden Globe e o BIFA e o filme foi nomeado para melhor filme para o Oscar. Paris FQL 2007 & Christine 2020 (4/5)

30.12.18

The Man Between (Carol Reed, 1953)

Carol Reed fez três excelentes filmes logo a seguir à segunda guerra, felizmente repostos nas salas nesse final de ano. The Man Between (1953), com argumento (e história) de Walter Ebert, é um deles e trata precisamente do clima de pós-guerra em que não só os países se reconstruíam como também as pessoas se definiam face às circunstâncias políticas da época. James Mason é o homem de Berlin (assim é o título francês), um homem entre dois campos (Berlim estava construindo o muro), homem de fronteira, que tem um jogo duplo e que vai ser levado a escolher pelo amor a uma mulher (Claire Bloom). Belo filme. Paris Le Champo 3/5