The Dolly Sisters é o típico biopic musical que em todas as épocas encontramos no cinema americano. A forma mais fácil de justificar um musical é escolher personagens e uma história que se passem no meio do showbizz. As Dolly Sisters foram uma dupla de irmãs gémeas, louras e talentosas, que brilharam nos palcos da Broadway e da Europa no início do século XX. A carreira e a vida privada delas foram transformadas pela Fox numa interessante comédia musical romântica que todavia nada traz de novo à história do cinema musical. Betty Grable, June Haver e John Payne são as estrelas da Fox do filme. VC 08.2016 DVD 3/5
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1.7.26
7.5.26
Pin Up Girl (Bruce Humberstone, 1944)
Vi este filme várias vezes de seguida, por vezes como filme de fundo (como a música ambiente) prestando atenção nas sequências mais engraçadas e algumas sequências musicais mais atraentes. Pin Up Girl é o típico filme feito para animar os americanos durante a guerra, os que ficavam no país, os que iam partir. Escapismo que ainda hoje comove muitos cinéfilos. A história envolve uma loira (Betty Grable) e soldados (ela fica noiva de algumas centenas) mas desenvolve-se como uma comédia romântica pois essa loira, que é secretária mas faz-se passar por cantora, tem de desfazer esse imbróglio que criou para ficar com o soldado que ama (mas que no início rejeitava). Uma história banal mas cómica, pontuada por números musicais que ninguém se atreve a fazer mais: dança sobre patins, dezenas de dançarinos em coreografias miltares (entre outras), duplas de cómicos-dançarinos, e as cantoras de charme, loiras e morenas, que se revezam e se disputam (a loira, ganha, claro). Todos se divertem e o espectador também. VC 4/5
Pin Up Girl (1944). Comédia musical em Technicolor. Realizada por Bruce Humberstone. Produzida por William LeBaron (para a Fox). Argumento de Robert Ellis, Helen Logan e Earl Baldwin, que adaptam o conto Imagine Us! (1942) de Libbie Block. Elenco: Betty Grable, John Harvey, Martha Raye, Joe E. Brownd e Charlie Spivak and His Orchestra. Música de James V. Monaco (music) e Mack Gordon (lyrics). Coreografia Hermes Pan. Estreia em Portugal: Quinhentos Noivos para uma Noiva a 5/2/1945.
As canções de Pin Up Girl:
You're My Little Pin Up Girl (James V. Monaco & Mack Gordon)
Intérpretes: Coro, músicos não creditados e Betty Grable dançado pelos Condos Brothers
Time Alone Will Tell Music (James V. Monaco & Mack Gordon)
Intérpretes: June Hutton e The Stardusters com Charlie Spivak and His Orchestra
Red Robins, Bobwhites and Bluebirds Music (James V. Monaco & Mack Gordon) Intérpretes: Martha Raye, dançado por Gloria Nord e os Skating Vanities
Don't Carry Tales out of School Music (James V. Monaco & Mack Gordon)
Intérpretes: Betty Grable e coro com Charlie Spivak and His Orchestra
Yankee Doodle Hayride Music (James V. Monaco & Mack Gordon)
Intérpretes: Martha Raye com Charlie Spivak and His Orchestra
Dançado pelos Condos Brothers
Once Too Often (James V. Monaco & Mack Gordon)
Intérpretes: Betty Grable, Hermes Pan e Angela Blue com Charlie Spivak and His Orchestra
The Story of the Very Merry Widow (James V. Monaco & Mack Gordon)
Intérpretes: Betty Grable com coro
27.4.26
Betty Grable,The Reluctant Movie Queen (1982)
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Betty Grable,The Reluctant Movie Queen Autor: Doug Warren Robson Books, 1982 |
Uma boa biografia de Betty Grable, estrela maior dos musicais de Hollywood. Foi uma das mais famosas Fox Girls (como Alice Faye e Marilyn Monroe). Mas Betty levou dez anos a atingir o estrelato. Começou no cinema em 1930, tinha treze ou catorze anos, e em 1941 com Down The Argentine Way, tornou-se uma estrela da Fox, a única à altura da rainha Alice Faye (o filme também revelou Carmen Miranda). Foram muitos anos de formação, treino e apuramento de uma artista completa, que brilharia apenas no tecnicolor da Fox. Foi brevemente (dois anos no máximo) contratada pela Paramount, RKO e Fox e foi por fim nesta, sob a direção de Darryl Zanuck, que se tornaria numa das Fox girls. Nos anos 30 contracenou mais de uma vez com Fred Astaire e Ginger Rogers e outros astros da época, mas ficara sempre à sombra deles. Teve publicidade extra quando se casou com Jackie Coogan, um dos herdeiros mais assíduos dos tabloides, e mais publicidade teve com o processo que Jackie fez contra a família que lhe negou a herança. Durante a segunda guerra mundial, Betty Grabble atingiu o pico de popularidade. A sua foto de pinup, requisitada por milhões de soldados, foi uma das imagens mais populares do período e Betty tornou-se a estrela número um de Hollywood, em termos salariais. Os seus filmes arrasavam na bilheteira mas nunca viram quaisquer distinções. Darryl Zanuck tentou fazê-la estrelar um drama para mudar a sua imagem de pinup, mas Betty recusou e continuou a ser a rainha das comédias musicais da Fox, onde os seus atributos físicos eram muito bem aproveitados. Nos anos 50 o seu reinado acabou e em 1955 fez o seu último filme, quando ainda era jovem. Darryl Zanuck mantinha sempre umas loiras jovens preparadas para tomar o lugar da sua mina de ouro e foi assim que Marilyn Monroe tomou o lugar de Grable. Esta lutou para ter o papel de Lorelei, em Gentlemen Prefer Blondes, mas foi Marilyn que o conseguiu. As duas protagonizaram How to Marry a Millionaire (junto com Lauren Bacall), e Betty ensinou Marilyn alguns truques para melhorar a sua prestação. Antes do filme estrear, Betty rasgou o contrato que ainda lhe assegurava cinco anos na Fox, e Zanuck elevou Marilyn a estrela principal do filme no genérico. Nos restantes quinze anos de vida, Betty fez televisão e sobretudo teatro musical, onde brilhou, por exemplo em Guys and Dolls, que lhe escapara no cinema (faltou a uma entrevista com Samuel Goldwyn por ter levado o cão ao veterinário, e o mogul eliminou-a prontamente), Hello Dolly ou Born Yesterday. Adorei ler esta biografia. Caxinas 2018 4,5/5
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