The Wild Party (Paramount, 1929)
Numa universidade feminina, uma aluna rebelde (Clara Bow) apaixona-se pelo novo professor de antropologia (Fredric March). Este é o enredo amoroso do filme, que se ocupa sobretudo da vida estudantil e privada de um grupo de amigas, o que antecipa o subgénero do women picture que iria surgir anos mais tarde. O filme é famoso por ser o primeiro filme sonoro de Clara Bow (aliás o filme foi também exibido nas salas numa versão muda). Paris 03.2017 Cinemateca 2,5/5
Working Girls (Paramount, 1931)
Uma pensão de mulheres com um controlo apertado do seu comportamento fora e dentro da pensão. O único modo de escapar à vida vigiada da pensão, é casar, de preferência com um homem bem acima da sua condição. E é isso que duas irmãs vão conseguir, depois de algumas peripécias. Uma comédia ligeira do início do cinema sonoro. Paris 03.2017 Cinemateca 2,5/5
Merrily We Go to Hell (Paramount, 1932)
Antes do ciclo da Cinémathèque dedicado a Dorothy Arzner, nunca tinha ouvido falar desta importante realizadora que trabalhou para os estúdios de Hollywood nos anos 20 e 30. Portanto, é o primeiro filme que vejo dela e fiquei de imediato conquistado. Merrily We Go to Hell é uma comédia dramática sobre um grande amor entre um jornalista, e dramaturgo frustrado (Fredric March), e a herdeira de um grande industrial (Sylvia Sidney). O casamento deles atravessa tempestades (alcoolismo, infidelidades, adultério consentido) mas chega a bom porto. Uma bela história de amor, sublimada por grandes atores. Paris 03.2017 Cinemateca 3,5/5
Christopher Strong (RKO, 1933)
Este é o segundo filme da grande Katherine Hepburn. E ela é já a protagonista, o que não deixa de ser notável. A sua screen persona já está neste filme: mulher independente, forte, auto-suficiente (apresenta-se no início do filme como alguém que nunca teve um amante, que nunca amou), melhor entre os pares, que são todos homens (é uma aviadora em busca do recorde de altitude). Mas o argumento, da consagrada Zoë Akins, mesmo no período pré-código Hays, é particularmente terrível num aspecto: Hepburn apaixona-se por outro ser imaculado, um homem casado e pai exemplar, amigo do seu pai, e fica grávida dele. A solução é a morte, ainda por cima o suicídio enquanto quebra o tão desejado recorde de altitude. Dois ou três anos depois, nada disto poderia surgir num argumento de Hollywood. Hepburn e os sinais dos tempos que o filme expõe são as únicas boas razões para ver o filme. Paris 03.2017 Cinémathèque 2,5/5
First Comes Courage (Columbia, 1943)
Dorothy Arzer terminou a carreira com um curioso filme de propaganda, um filme de guerra sobre a resistência ao invasor nazi na Noruega. Merle Oberon é noiva de um oficial das SS numa pequena comunidade mas aproveita-se desse estatuto privilegiado para passar informações à resistência sediada em Inglaterra. Paris 03.2017 Cinémathèque 3/5





