The Nutcracker and the Four Realms (Lasse Hamelstrom, 2018)

A partir do conto original de Hoffmann e do ballet de Tchaïkovski, a Disney criou um novo divertimento para a época natalícia. Uma nova história (argumento de Ashleigh Powell) bem pouco inspirada aliás, em que a menina Clara na noite de Natal descobre a existência de um mundo de fantasia com quatro reinos. Trata-se de uma variação menor das criações geniais de Hoffmann/Tchaïkovski. Paris 2,5/5
Elenco: Mackenzie Foy, Misty Copeland, Morgan Freeman, Keira Knightley, Helen Mirren, Ellie Bamber, Miranda Hart.

Fargo (Ethan e Joel Coen, 1996)

A restauração digital de Fargo motiva a sua reposição nas salas, quase 22 anos depois de Frances McDormand (Oscar Best Actress) e dos irmãos Coen (Oscar Best Original Screenplay, Prix de la mise en scène em Cannes) terem recebido alguns dos prémios mais prestigiados do cinema. As qualidades do filme permanecem intactas, com uma história, personagens e ritmo fabulosos. E atores que nunca mais esquecemos: Frances McDormand, William H. Macy, Steve Buscemi, Peter Stormare, Harve Presnell. Um clássico a pôr ao lado dos filmes de Tarantino da mesma época. Paris Filmothèque QL 4/5

Spider-Man: Into the Spider-Verse (2018)

Este filme traz algo de novo aos filmes de animação sobre super-heróis. A história, que multiplica o homem-aranha e dá-lhe novos companheiros de luta, é mais complexa (e até confusa para o meu gosto) do que o habitual. A influência da anime japonesa é evidente na história e nos efeitos visuais. Um filme que marcou o ano e deve receber vários dos principais prémios da época. Paris 3/5

Astérix: Le secret de la potion magique (2018)

Astérix e os seus amigos têm de encontrar um potencial successor do velho druida, o único da aldeia que conhece a fórmula da poção mágica. Mas a aldeia é novamente atacada pelos Romanos e há que salvá-la. Mais do mesmo, com um humor nem sempre eficaz. Paris 2,5/5

Les Contes Merveilleux par Ray Harryhouse (2018)

O título tem duplo sentido: os contos são maravilhosos pela sua origem e categoria e são maravilhosos pelo trabalho do grande Ray Harryhouse, conhecido sobretudo pelos efeitos especiais de muito do cinema clássico americano. Foi um encanto ver esta antologia numa sala de cinema. Paris Le Brady 4,5/5







Recital: Elsa Dreisig (TCE, 2018)

A soprano Elsa Dreisig é uma das grandes estrelas do futuro do canto francês. Acompanhada pela Orchestre national Montpellier Occitanie, dirigida por Michael Schønwandt, Dreisig apresentou há semanas um recital consagratório da sua arte. Foi muito bom em parte devido ao programa original. Paris 4/5
R. Strauss Mondscheinmusik 
Massenet «Il est doux, il est bon » (Hérodiade)
R.Strauss Danse des sept voiles, extrait de Salomé
R. Strauss Scène finale de Salomé (version française)
Berlioz Le Carnaval romain, ouverture
Rossini «Una voce poco fa» (Barbier de Séville)
Mozart «Porgi amor» (Noces de Figaro)
Berlioz Roméo et Juliette, La Reine Mab
Gounod Roméo et Juliette, Air du poison (version inédite)

Expo: Les combats de Minuit - dans la bibliothèque de Jérôme et Annette Lindon (BNF)

Les combats de Minuit: dans la bibliothèque de Jérôme et Annette Lindon, é uma exposição documental sobre as Editions de Minuit, uma das mais prestigiadas editoras francesas, associada a grandes escritores como Becket, Duras, Echenoz, Sarraute, Toussaint... Recentemente os filhos de Jérôme Lindon, fundador e diretor durante décadas da editora, ofereceram a biblioteca dos pais à Bibliothèque nationale de France. Esse gesto é a razão desta exposiçao. Paris  2,5/5

Expo: Les Nadar, une légende photographique (Bibliothèque nationale de France)

Les Nadar, une légende photographique é uma exposição sobre a conhecida família de fotógrafos Nadar, em particular de três dos seus membros: Félix Nadar (1820-1910), o seu irmão Adrien Tournachon (1825-1903) e o seu filho Paul Nadar (1856-1939). Bibliothèque nationale de France 3/5

Le Ciel est à vous (Jean Grémillon, 1943)

Le Ciel est à vous é o sexto filme que vejo de Jean Grémillon, um realizador que desconhecia ainda há poucos anos. É um bom realizador mas até agora nenhum dos seus filmes me impressionou verdadeiramente. Le Ciel...inspira-se numa mulher que existiu e bateu um record de aviação (de distância percorrida). Mas, honra lhe seja feita, Grémillon não fez nada parecido com um biopic. O que comove no filme (e os filmes do realizador não costumam comover, são até um pouco frios), é o retrato do casal apaixonado que se dedica aos aviões, depois de terem sido expulsos do terreno onde viviam para aí ser instalado um aeroporto. Até os filhos passam para trás, em primeiro lugar está o casal e a paixão comum pelos aviões. Grandes e inesquecíveis intefpretações de Madeleine Renaud e Charles Vanel. Paris Filmothèque QL. 3,5/5

Rodelinda (Haendel, 1725)

Tim Mead
Uma ópera em versão concerto absolutamente maravilhosas. Uma das obras-primas de Handel. Com pontos altos, justamente ovacionados, como a ária Vivi tiranno (Bertarido) e o dueto Io t'abbraccio (Rodelinda & Bertarido). A história, como era habitual na ópera barroca, inspira-se na antiguidade clássica e tem como personagens os governantes. Rodelinda, rainha, pensa ter perdido o marido, desaparecido, e sob chantagem aceita casar-se com o novo rei.  O rei deposto aparece, recupera o trono e a rainha e tudo acaba em paz. No espetáculo brilhou em particular o contra-tenor Tim Mead (Bertarido). Mas todo o elenco foi muito aplaudido. Paris Théâtre des Champs-Elysées 4,5/5
Emmanuelle Haïm com o Concert d'Astrée. Cantores : Jeanine De Bique (Rodelinda), Tim Mead (Bertarido), Benjamin Hullet (Grimoaldo), Romina Basso (Eduige), Andrea Mastroni (Garibaldo), Paul-Antoine Bénos-Djian (Unulfo)