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1.8.26

La Piscine (Jacques Deray, 1969)

ELENCO Alain Delon, Romy Schneider, Maurice Ronet, Jane Birkin, Paul Crauchet, Suzie Jaspard, Maddly Bamy, Thierry Chabert, Steve Eckardt, Ruth Price, Stéphanie Fugain REAL Jacques Deray  PROD René Pignières  ARG Alain Page, Jean-Claude Carrière, Jacques Deray EST 31.01.1969 (França) 18.04.1969 (Portugal, Porto) 20.08.2026 (Portugal, versão restaurada) V. VC 2008 TV

3.11.21

L'Eclisse (Michelangelo Antonioni, 1962)

L'Eclisse (Michelangelo Antonioni, 1962)

O que fica de mais fulgurante do filme é a beleza de Mónica Vitti e Alain Delon, a beleza das mãos de ambos... As mãos que se procuram e logo se afastam... O filme está todo nesse pormenor, que revela que é uma história de amor bem particular, marcada pela hesitação feminina (que ecoa a transformação radical do estatuto da mulher na época do filme). Paris Le Champo 2010 & Porto 2021 Trindade 4,5/5

16.2.21

The Concorde ... Airport '79 (David Lowell Rich, 1979)

Com justiça, este episódio final da série Airport foi nomeado para os Stinker Awards (pior filme e pior realizador). O Concorde é atacado por mísseis e assistimos a um coreografia invulgar nos céus. Salvam-se os passageiros, morrem os responsáveis pelo ataque. Nem como série B se aproveita. Com estrelas da época, como Alain Delon e Sylvia Kristel. Melun 2021 TV 1/5

3.9.20

Quelle joie de vivre (René Clément, 1961)

Quelle joie de vivre é uma comédia brilhante sobre um jovem apolítico que, para conquistar uma moça, se alia à sua família, conhecida pelos atentados que assinam contra o movimento fascista que está prestes a subir ao poder em Itália. Uma comédia italiana sob um fundo histórico muito negro. Com Alain Delon, Barbara Lass e Gino Cervi. Paris 2012 Le Champo & 2020 Ecoles 3/5

18.11.15

Homenagem a Charles Bronson

As sessões duplas de cinema B da Cinemateca Francesa garantem quase sempre boas surpresas. Hoje a noite foi dedicada a Charles Bronson e tivemos direito a um bom e a um mau filme. Mas gosto destas sessões porque me fazem lembrar o cineclube a que me habituei a ir durante muitos anos. Encontramos mais ou menos as mesmas pessoas, confiamos na seleção dos programadores e a disposição do público é diferente daquela que se tem numa sessão normal de cinema. Hoje, por exemplo, alguns espectadores bateram palmas de regozijo quando apareceu o símbolo da Cannon, a mítica produtora dos anos 80 que lançou cinema de autor mas sobretudo cinema de ação de qualidade duvidosa. Como foi o caso do segundo filme estrelado por Charles Bronson exibido esta noite, Kinjite: Forbidden Subjects (J. Lee Thompson, 1989). Cheirava a anos 80 por todos os pixels, na intriga, nas personagens, na fotografia, na música. Esta, aliás, era pavorosa, como por vezes acontecia nesses anos (até Scorsese não foi poupado, como pude comprovar recentemente no filme A Cor do Dinheiro). Charles Bronson é um agente policial em fim de carreira (aliás, apenas faria mais um filme, realizado por Sean Penn), amargo, moralizador, que faz as coisas à sua maneira e enceta uma luta contra um angariador de raparigas menores para a prostituição. Mas tudo nos é servido a traço grosso. Nota: 1/5
O primeiro filme exibido, Soleil Rouge (Terence Young, 1971), é muito melhor, é uma daquelas surpresas a que nos habituaram as sessões de cinema B. Trata-se de um western que lembra por vezes o western spaghetti e que tem a particularidade de pôr no oeste americano de oitocentos um samurai a lutar contra cowboys e índios. O samurai é o grande Toshiro Mifune mas há outros grandes: Alain Delon, Charles Bronson, Ursula Andress e Capucine. Mifune e Bronson perseguem o mau da fita Delon (quem diria?), para recuperarem um sabre de samurai e o dinheiro obtido num assalto; ambos querem a pele de Delon e vão tê-la. Bom filme do género que não me importaria de rever. Nota: 3/5

19.12.14

Monsieur Klein (1976)

Cartaz da reposição nas salas em  2014

Tinha visto este filme em 1994, na televisão, mas poucas imagens sobreviveram na minha memória. Quando o vi ontem foi como se fosse a primeira vez. Joseph Losey é um realizador que não me interessa muito, mas este é o melhor filme que vi dele, muito superior ao Eva que vi há pouco tempo. Foi Alain Delon quem primeiro leu o argumento e convidou Losey para realizar o filme. Já antes tinham trabalhado juntos. Alain Delon produziu e protagonizou o filme. O argumento (de Franco Solinas) é extraordinário e poucas vezes o período da ocupação da França pela Alemanha foi tão bem mostrado no cinema. Mr Klein é um negociante de arte bem integrado na França ocupada que descobre que tem um duplo homónimo, procurado pela polícia por ser judeu. Ele põe-se à procura do seu duplo de forma obsessiva e acaba por ser levado pela polícia alemã devido à sua obsessão em encontrar o seu duplo. O mais impressionante do filme para mim é a questão do racismo, e a personagem principal, sendo vítima de uma perseguição baseada na inferiorização dos judeus, persegue o seu duplo para se limpar dessa acusação e parte em busca do seu passado para confirmar a sua não pertença à raça "inferior". Muito bom filme. Paris 2014 Le Champo 4/5

18.4.14

La prima notte di quiete (1972)

Belo cartaz argentino
Um Valerio Zurlini menor, mas belo, e pouco conhecido, apesar de ter a estrela Alain Delon (além da lindíssima Sonia Petrova). Vale a pena ver (e comparar com o presente) como eram os liceus nos anos 70, neste caso em Rimini, cidade natal de Fellini (para os amantes de Itália, aqui está outra razão para ver o filme). La prima notte di quiete (1972) Paris 2013 Le Champo 4/5
Paris 2024 Cinémathèque 4/5

REALIZAÇÃO: Valerio Zurlini. ARGUMENTO: V. Zurlini e Enrico Medioli
PRÉMIOS: Nastro de Prata Atriz (Lea Massari)