Uma das melhores comédias recentes sobre um casal que não quer nem tem tempo para filhos. Ela é pianista e ele o seu agente, e ambos passam a vida em aviões e hotéis. Um dia, ele assiste ao nascimento de um bebé no avião e decide ter um filho custe o que custar. Com Marina Foïs e Jonathan Cohen (nomeado ao César). Paris 05.2021 l'Archipel 3,5/5
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25.5.21
10.10.14
Mange tes morts (Jean-Charles Hue, 2014)
Pedro Costa tem dado uma visibilidade esteticamente reconhecida em todo o mundo ao bairro das Fontainhas, acto que é em primeiro lugar político pois põe-nos a todos nós a testemunhar e a admirar vidas marginalizadas socialmente e mal tratadas pelos media. Jean-Charles Hue tem feito algo de semelhante com os ciganos ou com várias comunidades que se aparentam a estes. Já vai na terceira longa-metragem, e a segunda, La BM du Seigneur (2010) já me tinha deixado uma boa impressão. Mange tes morts vai mais longe. É um dos melhores filmes franceses deste ano e mereceu o prestigiado prémio Jean Vigo. O realizador convive longamente com os mesmos elementos da comunidade que escolheu, trabalha portanto com atores não profissionais. O resultado é tão impressionante quanto o de Pedro Costa, Os ciganos de Hue falam e gritam na sua língua (o filme é legendado e mesmo assim não compreendi muitas palavras). Às vezes parece que estamos num road-movie com os maus rapazes que conhecemos dos filmes de Scorsese. Tantas referências díspares (Costa, Scorsese) apenas sugere a originalidade deste novo talento francês que não vou querer perder de vista. 3,5/5
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