Alberto Sordi é um italiano do povo que envergonha a sua família, pois recusa-se a trabalhar a não ser como agente de polícia. E consegue-o por tanto chatear as autoridades municipais. Mas as coisas não vão correr como ele e os seus esperavam... O argumento é do grande Rodolfo Sonego, que tanto contribuiu para o sucesso da commedia all'italiana. Paris 02.2016 Cinémathèque 3/5
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1.8.26
1.5.26
Vai Que É Mole (J.B. Tanko, 1960)
(Texto de 2013)
Vai Que é Mole (1960) é uma comédia musical popular, realizada por J.B. Tanko, com a dupla Grande Otelo e Ankito, e também Jô Soares, Otelo Zeloni e Renata Fronzi. É divertida devido sobretudo aos atores, em especial Grande Otelo, e ao pitoresco de muitas situações. Mais uma vez, o 'portuga' aparece como personagem incontornável das comédias populares brasileiras desta época (anos 50 e 60).
(Texto de 2017)
Estas comédias brasileiras antigas lembram também as congéneres portuguesas: nada se salva a não ser os grandes atores carismáticos, que acabam por levar o filme às costas. Em Vai Que É Mole, comédia contemporânea da bossa nova, é um Brasil brejeiro e arcaico que é exposto, com uma história de mal-entendidos à volta de pequenos ladrões que armam a confusão a 100 à hora. Diverti-me a ver agora este filme, como já tinha acontecido da primeira vez que o vi. Como é que um filme tão medíocre me faz passar bons momentos? Porque Grande Otelo e Ankito formam uma dupla irresistível, a que se junta Jô Soares, muito jovem mas já gordinho (chama-se Bolinha) além de outros. Os diálogos por vezes acertam em cheio, mas é o slapstick que mais me encanta nesta comédia. A rever, pois não. TV 2013 & 2017: 3/5
16.6.24
Richard QUINE 6
DVDTECA
How to murder your wife (United Artists, 1965) é uma comédia escrita (e produzida) por George Axelrod, o autor de The Seven Year Itch (peça de 1952), que retoma aqui uma visão um tanto grosseira das relações entre homens e mulheres. No filme com Marilyn, os homens ansiavam por ver-se livres das mulheres no verão para testar a sua masculinidade com outras mulheres. Neste filme com Jack Lemmon e Virna Lisi, os homens vão ao ponto de desejarem o desaparecimento das suas mulheres. Lemmon é um autor de BD militantemente solteiro que um dia, depois de uma despedida de solteiro, descobre que se casou com a 'garota do bolo' da festa. Ameaçado de abandono pelo criado, igualmente alérgico ao casamento, o desenhador vai fazer tudo para fazer desaparecer a sua mulher. Uma comédia divertida mas datada. Vila do Conde 12.2015 DVD 2,5/5
TÍTULO: The World of Suzie Wong (1960)
REALIZAÇÃO: Richard QUINE
ARGUMENTO:Paul Osborn, adaptação do romance de Richard Mason (1957), e da peça de John Patrick (1958)
PRODUÇÃO : Paramount British Pictures, Ray Stark
GÉNERO: Drama, Romance
ORIGEM: EUA, Reino Unido
ESTREIA: 10/11/60 (EUA) Inédito (?) em Portugal
MÚSICA: George Duning (BSO), canção-título de Sammy Cahn e Jimmy Van Heusen
ELENCO: William Holden, Nancy Kwan, Sylvia Sims, Michael Wilding
BUD: 2M BO: 3,7M (EUA/Canadá)
VISTO: Paris 16.06.2024 Cinémathèque 2.5/5
Bell Book and Candle (Columbia, 1958)
Imagine-se o par Kim Novak e James Stewart, do genial Vertigo (Hitchcock), numa comédia com feiticeiras, e que esteve na origem da famosa série televisiva Minha Adorável Feiticeira. Em Nova Iorque vive uma comunidade de feiticeiras e feiticeiros que frequenta o Zodíaco, uma cave que lembra os bares existencialistas de St Germain em Paris. Um dos artistas mais aplaudidos é aliás um cantor que evoca a musa existencialista Juliette Gréco. É através do seu gato Pyewacket, que a feiticeira Kim Novak vai seduzir o comprometido James Stewart, que estava para casar-se nesse mesmo dia. Uma comédia adorável. Paris, 12.2016 FQL 4/5
Paris when it sizzles (1963) Paris 2024 Cinémathèque 3/5
It Happened to Jane (1959) DVD 2008 3/5
The Solid Gold Cadillac (1956) DVD 2012 3/5
DVDteca QUINE [4]
The Solid Gold Cadillac (1956)
It Happened to Jane (1959)
Paris when it sizzles (1963)
How to murder your wife (1965)
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William Holden
2.4.24
Michael POWELL
PEEPING TOM (1960)
Filme de Michael POWELL
Paris 2.04.2024 Le Champo 4/5
The Tales of Hoffmann (1951)
Michael Powell e Emeric Pressburger
Paris 04.2015 Le Champo 4/5
ver Blog CM
30.7.22
Surprise Package (Stanley Donen, 1960)
Uma comédia que envelheceu muito mal. Atores de topo da época, incluindo o grande dramaturgo Noel Coward (que não era bom ator), metidos num thriller rocambolesco. Paris 2022 Cinémathèque 2/5
29.7.22
Once More, With Feeling (Stanley Donen, 1960)
Um maestro para de ser contratado para dirigir orquestras quando a mulher, harpista e muito bela, o abandona. Era ela o isco para a brilhante carreira do marido. Este terá de convencê-la a voltar para ele, se quiser retomar o trabalho... Realizada fora da grande época da screwball comedy, esta comédia é pesada e bafienta, apesar do esforço de Kay Rendall e Yul Breyner. Paris 2022 Cinémathèque 2,5/5
27.7.22
The Grass Is Greener (Stanley Donen, 1960)
Não admira que este filme tenha caído no esquecimento. Adapta uma peça de teatro da época sobre o casamento e o adultério cheia de clichés. Ao filme faltam a graça e a ligeireza esperadas para tratar do tema. Mas é bom rever o quarteto de atores de primeira água de Hollywood dos anos 50: Cary Grant, Deborah Kerr, Jean Simmons e Robert Mitchum. Paris 2022 Cinémathèque 2,5/5
25.6.22
The Rise and Fall of Legs Diamond (Budd Boetticher, 1960)
A vida e morte de um chefe da Máfia que se considerava invencível, mesmo imortal (sobreviveu a muitas balas). Um noir que não ficou para a história. Paris 2022 Cinémathèque 3/5
15.11.21
À l'approche de l'automne (Mikio Naruse, 1960)
Uma história de infância sobre duas crianças que se sentem abandonadas pelas mães (com os pais não podem contar). Um Naruse menos interessante que os outros filmes que dele conheço. Mas muito bom ainda assim. Paris 2021 Le Champo 3,5/5
11.10.21
Moderato Cantabile (1960)
Filme de Peter Brook
Jeanne Moreau, Jean-Paul Belmondo
Uma mulher casada da alta burguesia aborrece-se e encontra um homem num bar por quem se apaixona. Mas a situação para ambos é um beco sem saída. De certeza que o livro de Duras é melhor do que está adaptação soporífera. Paris 2021 Écoles 2,5/5
20.5.21
Le Dernier Témoin (Wolfgang Staudte, 1960)
Um filme policial (e de tribunal) alemão com a eficácia dos americanos. Uma jovem mãe é acusada de ter matado o seu bebé. O seu advogado vai transpirar para encontrar o verdadeiro assassino, que tinha desde o início um bom álibi. Melun 2021 TV 3/5
17.9.19
Edgar G. ULMER
DETOUR (1945)
Detour é um filme noir brilhante, feito por uma bagatela mas com muito talento. Tom Neale parece um íman que atrai as más companhias e até comete um assassinato sem se aperceber! Reposto nas salas em versão restaurada 2K para felicidade dos cinéfilos. Paris 09.2018 Filmothèque 4/5
The Amazing Transparent Man (Edgar G. Ulmer, 1960)
Uma hora apenas é suficiente para dar vida a esta incrível história escrita por Jack Lewis sobre um homem que é forçado a passar por uma experiência científica que o torna invisível. Tal ousadia científica tem consequências deploráveis, tornando impune o homem invisível que se dedica ao roubo de bancos e outros crimes. Interessante. VC 08.2017 DVDte a 2,5/5
Annibal (1959)
DVDTECA
(Edimburgo)
Leituras 2025
28.5.18
Jean-Luc GODARD
PRÉNOM GODARD (1983)
Os enredos policiais atraem Godard, mas ele faz as coisas à sua maneira muito especial. Aqui o sobressalto surge de um assalto que põe os seguranças em perseguição dos bandidos, mas logo logo a câmara de Godard só tem olhos para Maruschka Detmers (que era para ser Isabelle Adjani), para o mar de inverno e ouvidos para um quarteto de Beethoven. Entre algumas fulgurâncias instala-se o aborrecimento, que acaba por dominar-me... Argumento de Anne-Marie Miéville. Com Maruschka Detmers, Jacques Bonnaffé e Myriam Roussel. Prénom Carmen recebeu o Leão de Ouro em Veneza. Paris 02.2020 Cinémathèque 2, 5/5
UNE FEMME MARIÉE (1964)
Filme de Jean-Luc Godard
Paris 2024 Christine 2/5
Elenco: Macha Meril, Philippe Leroy, Bernard Noel
3º UNE FEMME EST UNE FEMME (1961)
Um dos meus filmes preferidos de Godard. Anna Karina indecisa entre o namorado, Jean-Claude Brialy, e Jean-Paul Belmondo, o amigo do casal. Qual dos dois vai ser o pai do seu filho? Temos assim uma comédia romântica e musical como não se vira até então. Música do grande Michel Legrand. E Charles Aznavour tem direito a uma passagem integral da sua canção Tu t'laisses aller, um verdadeiro clip musical. O filme é marcado por uma vertigem formal típica dos primeiros filmes de Godard, em que reflexão estética e ludismo não se largam e não nos dão descanso. Tudo em cinemascope. Era o auge da nouvelle vague. VISTO: Paris 2007 Le Champo - Paris 2018 FQL 4/5 - Lisboa 4.12.2024 Cinemateca
Une femme est une femme (1961)
Realização: Jean-Luc Godard
Argumento: Jean-Luc Godard
(ideia de Geneviève Cluny)
Produção: Georges de Beauregard, Carlo Ponti
(Rome Paris Films, Euro International Film, EIA)
Música: Michel Legrand
Canção: "Tu t'laisses aller", de e por Charles Aznavour
Fotografia: Raoul Coutard
Atores:
Anna Karina, Jean-Claude Brialy, Jean-Paul Belmondo, Marie Dubois, Jeanne Moreau, Dominique Zardi, Henri Attal, Nicole Paquin, Suzanne Ernest Menzer, Catherine Demongeot, Marion Sarraut, Gisèle Sandré, Dorothée Blank, Gérard Hoffmann, Karyn Balm
1º À BOUT DE SOUFFLE (1960)
Acontece-me com este filme o mesmo que com Citizen Kane: vejo-os por admiração (são dois dos filmes mais importantes da história cinema), mas com cada vez menos prazer. O Acossado é uma homenagem genial ao cinema americano... que inicia o período mais rico do cinema francês. Paris 04.2017 Le Desperado 3,5/5
28.3.18
Louis MALLE
ZAZIE DANS LE MÉTRO (1960)
Uma obra original e única no seu e no nosso tempo. Zazie passa um fim de semana com o tio e, frustrada com greve que a impede de andar de metro, põe toda a gente e a cidade em polvorosa com as suas traquinices. Burlesco insuflado até ao cansaço, pelo menos foi assim que reagi à profusão de gags a alta velocidade. Paris 06.2021 Reflet 2,5/5
My Dinner With Andre (Louis Malle, 1981)
Desde que vi a peça O Meu Jantar com o André, em 2016, no Teatro São João, fiquei com curiosidade em conhecer o filme de Louis Malle, escrito e protagonizado por Andre Gregory e Wallace Shawn (interpretados no São João por João Vaz e Manuel Wiborg). Dois amigos que trabalham no teatro, um que sobrevive com enormes dificuldades para se manter no meio, o outro que foi uma estrela da encenação até se afastar do teatro, mas mantendo um estatuto e nível de vida elevados, esses dois amigos não se vêem há muitos anos e agora encontram-se para jantar num restaurante nova-iorquino de luxo. Falam um pouco de tudo, mas sobretudo de teatro e da influência deste no espírito e na vida dos homens. A conversa é estimulante, à beira do insuportável (o egocentrismo de Andre é por vezes irritante, mas também sabe escutar o amigo) e não admira que o argumento do filme se tenha transformado numa peça de teatro representada em todo o lado. Andre Gregory e Wallace Shawn são antes de tudo homens de teatro e colaborariam mais tarde com Louis Malle em Vanya 42nd Street (outra peça de teatro testemunhada e reinventada pelo cinema). Paris 03.2018 Cinémathèque 3,5/5
Au revoir les enfants (Louis Malle, 1987)
Deve ser um dos filmes franceses mais premiados de sempre: Leão de Ouro em Veneza, Prix Louis Delluc, sete Césars (incluindo melhor filme e melhor realizador) e nomeado ao óscar para melhor filme estrangeiro e melhor argumento original. Conta a história da amizade entre dois rapazes num internato religioso da França sob ocupação alemã. No final pungente assistimos ao encerramento do internato porque as autoridades descobriram vários judeus entre os alunos. O filme tem uma feitura clássica, quase académica, que serve bem a história e que terá contribuído muito para o sucesso que o filme teve (e tem) no mundo anglo-saxónico. Mas não é bem este o tipo de cinema francês que prefiro e Louis Malle nunca foi um realizador de eleição, apesar de ter gostado muito de Milou en mai (1989) e Vânya 42nd Street (1994). Paris 06.2015 Le Desperado 3,5/5
PALMARÉS César Filme, BAFTA FilmeN, Oscar F.EstrangeiroN, Veneza Leão de Ouro, César Realizador, Prix Louis-Delluc,
Milou en mai (Louis Malle, 1989)
Não conhecia Milou en mai mas já tinha ouvido falar do filme, relativamente famoso na filmografia de Malle. Pois foi uma surpresa maravilhosa. A começar pelo argumento esperto (de Jean-Claude Carrière): Milou convoca os irmãos para a casa de campo da mãe, que acaba de falecer. As discussões sobre a partilha da herança não tardam a surgir, perante o corpo da defunta no meio da casa. Mas em Paris, e um pouco por toda a França, vive-se o Maio de 68, que apavora esta família burguesa. Pouco a pouco, porém, o espírito libertário do movimento contagia também a família de Milou. Os franceses têm muitos filmes como este, centrados no encontro de amigos ou familiares num mesmo espaço durante um breve periodo de tempo. Penso em filmes de Chéreau, Tavernier, Desplechin, Julie Delpy, Assayas, entre outros. Além disso, muitos desses filmes são realmente memoráveis e formam uma espécie de subgénero de grande qualidade no cinema francês. Paris 05.2015 Le Desperado 4/5
PALMARÉS César Atriz, BAFTA F. EstrangeiroN, NSFC F.Estrangeiro, Donatello F. EstrangeiroN
VÂNIA ON 42ND STREET (1994)
Foi em 2001 que vi na televisão portuguesa este Vânya 42nd Street e desde então o filme de Louis Malle nunca me saiu da memória. Na verdade, as produções a partir de Tchekov nunca as esqueço. Neste caso, David Mamet adaptou o dramaturgo e Andre Gregory escreveu o argumento. Foi tudo filmado no New Amsterdam Theatre, na 42nd street de Nova Iorque, mais precisamente nas partes recuadas do teatro, com muito poucos espectadores. Estes também são filmados assim como os momentos informais ou de não representação de toda a equipa. Quem brilha alto, muito alto, como não podia deixar de ser, são os atores. Recomendado aos amantes do teatro. Paris 03.2018 Cinémathèque N:4/5
Intérpretes Wallace Shawn (Vanya) Julianne Moore (Yelena) Larry Pine (Astrov) Brooke Smith (Sonya) George Gaynes (Serybryakov) Phoebe Brand (Marina) Jerry Mayer (Telegin) Lynn Cohen (Vonenskaya)
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8.1.18
Henri-Georges CLOUZOT
QUAI DES ORFÈVRES (1947)
Quai des Orfèvres é um film noir francês espantoso. Na altura em que foi feito, o cinema noir americano era uma força avassaladora que marcou os cinéfilos, e que esteve mesmo na origem da cinefilia moderna. A tentação de imitar ou inspirar-se nessa corrente era muito forte e Quai des Orfèvres é disso um exemplo. Mas Clouzot faz uma obra que em alguns aspectos se desvia dessa fonte inspiradora. A interpretação fabulosa do trio de protagonistas (Suzy Delair, Louis Jouvet, Bernard Blier) e a atenção aos pormenores da vida noturna de Paris, da vida dos artistas do music-hall, desviam o filme para as águas da comédia e do musical, mais do que seria esperado num filme que tem no assassinato de um homem o motor da ação. Delair mata um velho que assediava jovens ambiciosas como ela, mas o seu marido (Blier) torna-se o principal suspeito do crime. Jouvet entra em cena para encontrar o criminoso. Pelo meio há a inevitável loira (Simone Renant) que, apaixonada por Delair, cala tudo o que sabe da noite fatídica. Suzy Delair canta duas canções assinadas por Francis Lopez, Albert Lasry e André Hornez. Clouzot obteve com este filme o prémio de melhor realizador no Festival de Veneza. Paris 01.2018 Champo 4/5
Le Salaire de la peur (Henri-Georges Clouzot, 1953)
Le Salaire de la peur é uma das glórias do cinema francês. Recebeu alguns dos mais importantes prémios do cinema: Palma de Ouro em Cannes, Urso de Ouro em Berlim, Prix Méliès, BAFTA. Vi-o pela primeira vez ontem, no Grand Action, num ciclo de filmes galardoados com a Palma de Ouro (Cannes 2014 está à porta). É fácil perceber por que o filme foi e é tão celebrado e foi refeito (remake) duas vezes pelos americanos. Há cenas que nunca tinha visto no cinema da primeira metade do século, mesmo no americano. O filme tem ambição universalista rara no cinema francês da época, geralmente tão provinciano. Ouvem-se várias línguas, confrontam-se várias culturas e tudo bate certo. A primeira parte (longa) do filme, em que são apresentadas as personagens principais sem que haja qualquer luz sobre o que está para vir, é uma maravilha de definição de personalidades e culturas díspares. A segunda parte, quando quatro homens são escolhidos para a perigosa tarefa de transportar nitroglicerina por estradas irregulares, é um tour-de-force de suspense poucas vezes visto no cinema. Talvez este filme tenha antecipado muitos dos filmes americanos que nas décadas seguintes investiram na força dramática de iniciativas de grande risco de vida enfrentadas por grupos de homens. Um grande clássico. Paris 05.2014 Le Grand Action 5/5
17.10.17
Saturday Night and Sunday Morning (Karel Reisz, 1960)
Para sabermos o que foi a figura do angry young man que tanto marcou o teatro e o cinema britânicos dos anos 1950, basta vermos este filme exemplar. Albert Finney encarna na perfeição os jovens insatisfeitos nascidos no período da guerra e no pós-guerra que se revoltam contra os pais conservadores e acomodados. O Free Cinema foi mais de esquerda do que a Nouvelle Vague, parece-me, e explorou o tema do desafio das autoridades (paterna e estatal) de forma mais intensa. Até os filmes históricos (de Richardson, por exemplo) passam por essa temática. Paris 10.2017 Le Champo 4/5
The French Lieutenant's Woman (1981)
DVDTECA
23.8.17
Gregory RATOFF
OSCAR WILDE (1960)
Em 1960 foram feitos dois filmes sobre Oscar Wilde, ambos centrados no processo criminal que lhe foi instaurado pelo pai do seu jovem amante da altura Lord Alfred Douglas. Este filme de Gregory Ratoff começa brevemente por apresentar o brilhante Wilde, adulado por todos pela sua verve, nos salões e nos teatros, mas logo se centra na decadência que o atinge com a acusação de pederastia. No final vemos Wilde completamente embriagado e acabado em Paris. Melun 12.2020 TV 2,5/5
HEAT'S ON (Columbia, 1943)
Paris 05.2024 Cinémathèque 2/5
INTERMEZZO: A LOVE STORY (1939)
Um filme ultra-romântico na estreia de Ingrid Bergman em Hollywood. A principal estrela do filme é Leslie Howard, que no mesmo ano teve um dos principais papéis em E Tudo o Vento levou. Em Intermezzo, Leslie é um violinista famoso, casado e com filhos, que se apaixona pela jovem professora de piano da filha. Os dois vivem um breve idílio amoroso (intermezzo) que tem fim devido à reprovação social que tal relação suscita. Uma bela produção de David O. Selznick. VC 8.2017 DVDTECA 3/5
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