O ano cinematográfico não é marcado apenas pelas estreias de novos filmes, mas também pela reposição ou mesmo estreias absolutas de produções do passado. Insiang, do filipino Lino Brocka, é, juntamente com Belladona, a maior revelação do primeiro semestre de 2016. Suponho que seja um filme desconhecido da maioria dos cinéfilos. Foi recentemente restaurado. É um melodrama genial, que está à alturas dos melhores Fassbinder e Mizoguchi. É a história de uma adolescente muito bela, cobiçada pelos machos da favela paupérrima onde vive. Mas os seus carrascos são a mãe e o amante desta. O mais impressionante é este drama íntimo ecoar de forma implacável o estado moralmente deplorável da sociedade. Uma obra-prima. Paris 06.2016: 5/5
