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4.5.18

Patrice CHÉREAU

Rétrospective Patrice Chéreau Cineaste, Novembre 2025

Gabrielle (Patrice Chéreau, 2005)
REALIZADOR: Patrice Chéreau ARGUMENTO: Patrice Chéreau, baseado em Joseph Conrad ELENCO Isabelle Huppert, Pascal Gregory VISTO Paris 18.11.2025 Le Champo 3.5/5

3° L'HOMME BLESSÉ (1983)
REALIZADOR: Patrice Chéreau ARGUMENTO: Patrice Chéreau e Hervé Guibert FOTO: Renato Berta MÚSICA: Albert Ayler PRODUÇÃO: Ariel Zeitoun, Claude Berri, Marie-Laure Reyre ELENCO: Jean-Hugues Anglade, Mezzogiorno, Roland Bertin, Lisa Kreuzer, Annick Alane, Sophie Edmond, Claude Berri ESTREIA: 25.05.1983 (França) VISTO: Vila do Conde 1994 TV, Paris 24.11.2024 Beaubourg 


1° L'AIR DE L'ORCHIDÉE (1975)
Por já ser um encenador de teatro/ópera consagrado, Patrice Chéreau conseguiu para a sua primeira realização grandes estrelas do cinema francês da época, como Charlotte Rampling, Simone Signoret, Bruno Cremer e Edwige Feuillère. E pôde contar com um ás da escrita para cinema, Jean-Claude Carrière, curiosamente para adaptar um romance noir de James Hadley Chase (The Flesh of the Orchid, 1948). O início do filme é penoso, pois não sabemos muito bem o que se passa e o que motiva o comportamento misterioso das personagens. Pouco a pouco o filme melhora e então percebemos que a família que se autodestroi na Rainha Margot já está aqui nesta primeira obra. Edwige Feuillère, de negro, e rodeada de capangas de negro, quer internar num asilo de loucos a sobrinha (Rampling), verdadeira herdeira de um império familiar. Muitas mortes se sucedem, numa situação pouco típica no cinema francês. Paris 5.2018 Le Reflet Médicis 3/5

13.11.15

O Fantasma da Liberdade (Luis Buñuel, 1974)

Nos seus primeiros filmes, Buñuel afirmou-se como um realizador surrealista por excelência e dessa fama nunca se livrou. Mas durante a sua fase mexicana, a minha preferida, o surrealismo teve de adaptar-se às exigências do cinema comercial e popular, sem nunca desaparecer verdadeiramente, dando origem a obras admiráveis. Em França, com Le Fantôme de la liberté, Buñuel voltou a ter a liberdade criativa da juventude e pôde retomar uma veia surrealista que contamina a narrativa e a mise en scène. Fez (mais) uma obra-prima, mas infelizmente quase ninguém lhe segue hoje os passos. Paris 2015 Le Desperado 3,5/5

2.6.15

L'Ombre des femmes (Philippe Garrel, 2015)

Tenho gostado muito dos últimos filmes de Garrell. Parece fazer sempre o mesmo filme, com pequenas variações, sobre as vidas cinzentas dos parisenses. Neste filme um homem e uma mulher amam-se e vivem juntos mas são também infiéis um ou outro. A narração off tão nouvelle vague deste filme não consegue definir o que vai no coração das personagens: "não sente ciúme nem ódio" diz-se a dada altura do homem. Fotografia maravilhosa de Renato Berta. Paris 2015 Les Halles 4/5