Paris 2.12.2024 Musée du Louvre
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2.12.24
4.12.23
4.6.18
DELACROIX
Est-ce un Delacroix ? L'art de la copie (2025)
Paris: Musée Delacroix, mai 2025
L'ATELIER AU CŒUR DE LA CRÉATION
La Madeleine dans le désert, 1845
L'éducation de la Vierge,1842
Portrait de Auguste Richard de la Hautière, 1828
Roméo et Juliette, 1851
Le Cardinal Richelieu..., 1831?
L'annonciation, 1841
Anacréon et une jeune fille, 1834
Lionne prête à s'élancer, 1863
Étude d'un homme nu, dit Le Polonais, 1822
Un forgeron, 1833?
Delacroix no Louvre (2018)
Uma impressionante retrospetiva de Delacroix pode ser vista no Louvre até julho. Para quem não conhece bem o pintor (como eu) vai ficar surpreendido com a variedade de géneros a que se dedicou. Quadros históricos e políticos, em que a História e a mitologia servem para defender posições políticas contemporâneas; quadros em que o exotismo (do mundo árabe do norte de África) não implica preconceito, antes revela, mais do que costumes, sensibilidades particulares e diferentes vivências íntimas do tempo; quadros florais ; cenas bíblicas; quadros de animais (felinos e cavalos) em luta; retratos. Gostei particularmente dos dois primeiros grupos de quadros. Delacroix queria atingir rapidamente a fama e para isso privilegiou os salões, onde podia ser visto por um público largo e fazer escândalo. Conseguiu tudo o que queria e ainda hoje os quadros monumentais desse período de juventude estão entre os seus melhores. Ainda jovem acompanhou um mecenas a Marrocos onde fez imensos desenhos que depois o inspiraram na pintura de cenas locais, pintadas no essencial de memória. Paris 06.2018 Louvre 4/5
Delacroix and the Rise of Modern Art (National Gallery, 2016)
A exposição que a National Gallery de Londres dedica a Delacroix dá grande espaço aos pintores posteriores influenciados pelo mestre francês. Em certas salas exibem-se dois ou três quadros de Delacroix e duas ou três vezes mais quadros de outros pintores. Desconhecia que a influência de Delacroix sobre os pintores mais jovens fosse tão significativa. Mas é um facto que muitos destes inspiram-se diretamente na obra do romântico francês. De resto, parece-me que a exposição londrina não tem muitas grandes obras de Delacroix. Mesmo assim, como nunca prestei atenção à sua obra, a exposição foi uma revelação pessoal. Londres 04.2016 National Gallery 3/5
Delacroix "Une fête pour l'oeil"
Nada sabia sobre Delacroix, pintor marcante do romantismo francês, que foi um dândi famoso e amigo de tantos homens e mulheres célebres do seu tempo, sobretudo ligado às artes. Delacroix fez sensação nos primeiros salões de arte em que participou e com a pintura Mort de Sardanopole tornou-se o chefe de fila dos pintores românticos, desafiando as regras dos neo-clássicos e dos seguidores de David. As reações de críticos e público foram violentas mas o espírito romântico estava introduzido. Em 1932 fez uma viagem a Marrocos, como convidado numa comitiva oficial do Estado francês, e trouxe de lá milhares de desenhos que deram origem a pinturas posteriores. A viagem foi uma revelação. Mesmo a antiguidade clássica que tanto amava ele foi descobri--la em solo africano (ele nunca chegou a fazer o Grand tour de Itália). Esta era a segunda viagem que fazia ao estrangeiro, depois de ter visitado em 1925 a Inglaterra, outra das suas principais influências. Delacroix dedicou grande parte da sua carreira a pintar paredes e tetos de dimensões consideráveis no Palácio do Luxemburgo, na Biblioteca Nacional, na igreja de Saint-Sulpice e no Louvre, tendo sempre obtido tão nobres encomendas através do político Thiers. Delacroix foi até ao fim da vida um pintor nada unânime e só conseguiu entrar para o Instituto pouco antes de morrer. No entanto, foi defendido por alguns artistas, como Baudelaire, e teve uma enorme influência nas novas gerações de pintores, antecipando o impressionismo (ver quadro abaixo, La Mer de Dieppe). Leitura 03.2016 Paris 4.5/5
Delacroix Images de l'Orient (Herscher, 1995)
BIBLIOTECA
21.3.16
Hubert Robert (1733-1808) Un Peintre Visionnaire
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Hubert Robert 1733-1808 Un Peintre Visionnaire, no museu do Louvre, é a primeira retrospetiva do pintor em Paris desde 1933. Hubert Robert fez a sua formação em Roma, onde permaneceu como pensionista da Academia de França entre 1754 e 1965. Tendo Pannini e Piranesi como referências na pintura de arquitetura, HR tornou-se com o tempo um pintor de arquitetura, sobretudo de ruínas. Havia na época a moda da Antiguidade, a "anticomania" que tinha a arte antiga como modelo e as escavações arqueológicos como método. Foi Diderot quem falou em "poética das ruínas" para deifinir a arte de HR. Na estadia romana foi companheiro de Fragonard na Academia e no trabalho, tendo feito pinturas e desenhos com a mesmas temáticas em 1759-60 (há uma sala na exposição dedicada a essa amizade e trabalho) . O estudo da paisagem e atenção ao pitoresco, assim como a técnica de fra presto (desenho ou pintura livre e esboçada) são influências de Fragonard sobre HR. O pintor não se cansou de desenhar Roma, como as obras de construção da fonte de Trevi ou Les Cascatelles de Tivoli (feito mais tarde em 1768 como homenagem a Joseph Vernet, maior paisagista francês). Também foi criador de jardins: o parc de Méréville foi a sua obra-prima. Foi conservador do Louvre (1795) e o quadro de receção na Academia, Le port de Rome (1766), foi um dos 20 que expôs no Salão de 1767, que o consagrou em Paris depois da estadia em Roma. Uma enorme exposição (140 quadros) que me revelou um fantástico pintor. Paris 2016 Musée du Louvre 5/5
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