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24.6.21

Lee DANIELS


Um biopic de Billie Holiday não The United States vs. Billie Holiday (Lee Daniels, 2021)

 grandes hipóteses de fugir ao melodramático e então nas mãos de Lee Daniels... Aqui a história pessoal de Billie cruza-se com o lado mais negro do Estado americano. Ignorava esta perseguição implacável à cantora, à mulher. Paris 06.2021 Bercy 3/5

2.9.20

Roman Holiday (William Wyler, 1953)

Uma das grandes comédias românticas. Com a estreante (em Hollywood) Audrey Hepburn e o veterano galã Gregory Peck. O amor de um dia entre uma princesa e um jornalista, ambos a esconder a sua identidade. A terceira personagem é Roma, poucas vezes assim filmada. Hepburn ganhou o Oscar, o Golden Globe e o BIFA e o filme foi nomeado para melhor filme para o Oscar. Paris FQL 2007 & Christine 2020 (4/5)

30.5.20

Big Little Lies (HBO, 2017)

A primeira temporada de Big Little Lies remeteu-me para as desperate housewifes mas sem o humor destas. As mulheres ocupam o primeiro plano, são sobretudo donas de casa e mães e vivem em constante sobressalto. Pequenos acidentes entre os filhos na escola põem-nas num tal estado que, a somar a outros problemas familiares (sobretudo com os maridos), as deixam sempre à beira de um ataque de nervos. O final da série só poderia ser catártico, com o sacrifício de alguém. A série foi escrita por David E. Kelley, que adaptou um romance de Liane Moriarty. Esta primeira temporada foi realizada por Jean-Marc Vallée, e contou com Reese Witherspoon, Nicole Kidman, Shailene Woodley, Laura Dern, Zoë Kravitz, Alexander Skarsgård, Adam Scott, James Tupper, Jeffrey Nordling, e Kathryn Newton. A série foi um sucesso nos Emmy, com 13 nomeações e 8 prémios. As brilhantes interpretações de Nicole Kidman, Laura Dern e Alexander Skarsgård  foram recompensadas com o Emmy e o Golden Globe. Melun 2020 (4/5)

11.3.19

Barry JENKINS

MUFASA: THE LION KING (2024

REALIZADOR: Barry Jenkins  PRODUÇÃO: Adele Romanski, Mark Ceryak  ARGUMENTO: Jeff Nathanson ESTREIA: NOS Audiovisuais 19.12.2024 MUFASA: O REI LEÃO (Portugal) VISTO: PV 5.01.2025 CT Garrett 

IF BEALE STREET COULD TALK (2018)
Barry Jenkins não é de todo Spike Lee. Ambos falam da violência sobre os negros na sociedade americana, mas Jenkins opta por narrativas suaves e uma estética cuidada que valorizam a beleza e o orgulho da comunidade negra, apesar do zelo evidente com que os brancos rebaixam os seus membros. Um casal muito jovem quer casar-se e formar família mas uma acusação infundada vai meter o jovem na cadeia por muitos anos. Um amor em tempo de guerra, só que aqui a guerra não faz grande barulho mas não para de fazer vítimas e feridos incuráveis (veja-se o amigo do casal que passou pela cadeia). Barry Jenkins tem pelo menos o grande mérito de trazer para o cinema o universo de James Baldwin. O argumento de Jenkins ganhou o prémio do National Board Review e Regina King levou para casa o Oscar e o Golden Globo como melhor atriz secundária. Paris 03.2019 Luminor 3/5
MOONLIGHT (2016)
Tenho tido boas surpresas com os filmes dos óscares. Moonlight é um filme maravilhoso, que vai crescendo à medida que avança, à medida que o protagonista passa da infância à adolescência e por fim à idade adulta. E a história chega a ser mais comovente quando Chiron é adulto, apesar de ficarmos a saber que se tornou num traficante de droga. Em criança e na adolescência sofria de discriminação e de bullying, como adulto deu a volta por cima e passa a dominar (no mau sentido) a vida dos outros. A sequência final, quando a sua intimidade se revela, é talvez a mais bela do filme. Ganhou o Oscar e o Globo de Ouro de melhor filme. Merecido. Paris 02.2017 NOTA: 4/5

11.11.18

Bryan SINGER

BOHEMIAN RHAPSODY (2018)
Bryan Singer assina um bom biopic do grupo Queen e do seu líder Freddie Mercury (excelente Rami Malek, recompensado com um BAFTA e com um Golden Globe). Bohemian Rhapsody é emocionante e revela, pelo menos para mim, uma personalidade torturada (Mercury) que inspirou muitas canções do grupo. Paris 11.2018 3,5/5

10.3.15

To Die For (Gus Van Sant, 1995)

O tempo passa... e a estreia do independente Gus Van Sant em Hollywood faz agora 20 anos. Motivo para uma reposição de To Die For nas salas. Tinha o visto na televisão em 2001 mas de pouco me lembrava. Não foi uma estreia muito feliz de Van Sant em Hollywood, mas ele é muito bom a filmar os adolescentes do filme, jovens sem perspetivas e perdidos face aos adultos sabidos. TV 2001 & Paris Le Champo 3/5