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18.7.26

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (Daniel Ribeiro, 2014)

 
É um dos melhores filmes brasileiros que vi nos últimos anos. Encontrou o tom justo para contar uma história de amizade e de amor entre adolescentes. E é um dos melhores filmes sobre a vida na escola, onde se passa boa parte do filme. Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é a longa-metragem de estreia de Daniel Ribeiro. Foi premiada no Festival de Berlim e estreou em vários países, incluindo França. O filme de Ribeiro recebeu o prémio da crítica (FIPRESCI) de melhor filme da mostra Panorama e o prémio Teddy de melhor filme com temática LGBT. Guilherme Lobo, Fabio Audi e Tess Amorim são os atores principais deste filme. Esta longa nasceu da curta-metragem Eu não Quero Voltar Sozinho, que obteve bastante êxito em festivais e na net. Salvador da Baía agosto de 2014 Espaço Itaú Glauber Rocha 4/5
Filme de Daniel Ribeiro

1.5.26

Boa Sorte (Carolina Jabor, 2014)



Boa Sorte é o primeiro filme de ficção de Carolina Jabor, pois antes tinha dirigido um documentário sobre o samba. Conta a história de amor entre dois jovens que estão internados numa clinica psiquiátrica. Se não fosse brasileiro, não teria qualquer interesse em ver este filme banal, realizado sem nervo e com desenvolvimentos no argumento mais que batidos. Mas foi bom reencontrar em boa forma Deborah Secco e Cassia Kis. Estreia no Brasil: 20/11/2014 Paris 2015 Arlequin 2/5

Ventos de Agosto (Gabriel Mascaro, 2014)


Este é um dos melhores filmes recentes vindos do Brasil. Os realizadores brasileiros fazem bem em aproximar-se do documentário para fazer ficção. Trata-se de uma via para a renovação de um cinema demasiado marcado pela influência televisiva. Neste filme, os participantes não são atores profissionais (com excepção da protagonista e poucos mais) e há o cuidado em prestar a atenção à vida quotidiana da aldeia onde se passa a ação e ao trabalho da natureza. Muito belo. Estreia: 13/11/2014 (Brasil), 26/08/2015 (França) Paris, cinema Arlequin abril de 2015: 3,5/5

10.2.15

It Follows (David Robert Mitchell, 2014)


Jovens são contaminados depois de relação sexual. Passam a ser perseguidos por seres que os tentam matar. Livram-se desse mal passando-o a outros através do sexo. Eis a matéria ficcional do filme. De vez em quando vem da América um filme de terror que se destaca de uma produção abundante mas convencional. It Follows é bom, sobretudo quando prova que aprendeu com Carpenter a sugerir mais do que a mostrar a ameaça que é a fonte deste tipo de filmes. E a soberba banda sonora de Disasterpeace (Rich Vreeland) ecoa as hipnotizantes bandas de Carpenter. Paris 3/5

6.1.15

Abel Ferrara: Pasolini (2014)

A maior e excelente surpresa do filme é a encarnação de Willem Dafoe. Soberbo. De resto, soube a pouco para um filme de Ferrara. O filme reconstitui os últimos dias de vida de Pasolini, inclusive o seu assassinato. Mas o filme também nos apresenta o pensamento e a imaginação literária de Pasolini através de sequências oníricas, que antecipam o seu destino imediato. Cruzamo-nos então com os seres mais importantes na vida de Pasolini: a mãe, Laura Betti (Maria de Medeiros), Ninetto Davoli. Se Ferrara está por vezes inspirado, também não consegue marcar-nos como nos seus melhores filmes. Paris 2015 La Bastille 3/5