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6.2.23

CARAVAGGIO, Caravage



LE CARAVAGE (Gérard-Julien Salvy, 2008)
Folio Biographies nº 38 21.02.2008
BIBLIOTECA

Caravage à Rome, amis et ennemis (2018)
Paris: Musée Jacquemart-André
A exposição tem apenas cerca de 10 quadros de Caravaggio, relativos a um período delimitado da sua vida (a estadia em Roma), mas o visitante sai de lá maravilhado com essas pinturas e outras inspiradas por elas de mestres menores da época. Paris 12.2018 MJA 4,5/5

L' Ombra di Caravaggio (Michele Placido, 2022)
Paris 01.2023
Isabelle Huppert, Louis Garrel
Estreia em França: 18.11.2025

Exhibition On Screen: Caravaggio
REAL. David Bickerstaff & Phil Grabsky, 2025 VISTO Paris 23.11.2025 Le Balzac 4/5



31.12.18

Edward Burne-Jones (Tate Britain, 2018)

Com o tempo fui gostando cada vez mais dos pré-rafaelitas britânicos, que inventaram uma iconologia única (e moderna) a partir do passado, da tradição literária e pictórica, sobretudo dos tempos medievais. A Tate Britain apresenta por esses dias uma exposição monográfica dedicada a um dos últimos pré-rafaelitas, e um dos melhores, Edward Burne-Jones. Londres 12.2018 Tate Britain 4.5/5

10.12.18

Les combats de Minuit (BNF, 2018)

Les combats de Minuit: dans la bibliothèque de Jérôme et Annette Lindon, é uma exposição documental sobre as Editions de Minuit, uma das mais prestigiadas editoras francesas, associada a grandes escritores como Becket, Duras, Echenoz, Sarraute, Toussaint... Recentemente os filhos de Jérôme Lindon, fundador e diretor durante décadas da editora, ofereceram a biblioteca dos pais à Bibliothèque nationale de France. Esse gesto é a razão desta exposiçao. Paris 12.2018 BNF  2,5/5

26.11.18

Patrice Chéreau à l'œuvre (Archives Nationales, 2018)

Muito interessante exposição que nos revela o trabalho de Patrice Chéreau com as suas equipas e a mudança constante de pouso (Théâtre de Sartrouville, TNP de Villeurbanne, Itália, Théâtre des Amandiers). O que mais me impressionou? O trabalho com o corpo dos atores, bem revelado nas dezenas de fotografias de ensaios apresentadas na exposição. Paris 11.2018 3/5

8.9.18

Michael Jackson: On the Wall (National Portrait Gallery, 2018)

Michael Jackson inspirou grandes artistas de várias artes. Muitas das obras criadas, certamente as melhores, podem ser vistas nesta excelente exposição londrina. Obras críticas, hagiográficas, apaixonadas, de Keith Haring a Andy Wharol, passando por David LaChapelle. Muito bom 4/5

4.7.18

Thomas Cole - Eden to Empire (National Gallery)

The Oxbow
Thomas Cole é um pintor paisagista do século 19, nascido em Inglaterra, mas naturalisado americano. Influenciou a pintura americana, tendo deixado discípulos como Church e Durand, que têm algumas das suas paisagens na exposição. Gostei muito desta. Há quadros lindíssimos e deu-me a conhecer uma área artística que ignorava. Também vemos na exposição telas de Turner, Constable e Claude, que Cole admirou na National Gallery quando a visitou no final dos anos 30 (quando já era um pintor conhecido nos Estados Unidos). The Oxbow é o quadro emblemático de Cole (está na capa do catálogo) mas ainda gostei mais da série épica Course of Empire, série de quadros que apresentam o surgimento e a extinção de um império num mesmo espaço natural. Londres 07.2018 National Gallery 4,5/5

4.6.18

DELACROIX

Est-ce un Delacroix ? L'art de la copie (2025)
Paris: Musée Delacroix, mai 2025

L'ATELIER AU CŒUR DE LA CRÉATION 

La Madeleine dans le désert, 1845

L'éducation de la Vierge,1842

Portrait de Auguste Richard de la Hautière, 1828

Roméo et Juliette, 1851

Le Cardinal Richelieu..., 1831?

L'annonciation, 1841

Anacréon et une jeune fille, 1834

Lionne prête à s'élancer, 1863

Étude d'un homme nu, dit Le Polonais, 1822

Un forgeron, 1833?




Delacroix no Louvre (2018)
Uma impressionante retrospetiva de Delacroix pode ser vista no Louvre até julho. Para quem não conhece bem o pintor (como eu) vai ficar surpreendido com a variedade de géneros a que se dedicou. Quadros históricos e políticos, em que a História e a mitologia servem para defender posições políticas contemporâneas; quadros em que o exotismo (do mundo árabe do norte de África) não implica preconceito, antes revela, mais do que costumes, sensibilidades particulares e diferentes vivências íntimas do tempo; quadros florais ; cenas bíblicas; quadros de animais (felinos e cavalos) em luta; retratos. Gostei particularmente dos dois primeiros grupos de quadros. Delacroix queria atingir rapidamente a fama e para isso privilegiou os salões, onde podia ser visto por um público largo e fazer escândalo. Conseguiu tudo o que queria e ainda hoje os quadros monumentais desse período de juventude estão entre os seus melhores.  Ainda jovem acompanhou um mecenas a Marrocos onde fez imensos desenhos que depois o inspiraram na pintura de cenas locais, pintadas no essencial de memória. Paris 06.2018 Louvre 4/5

Delacroix and the Rise of Modern Art (National Gallery, 2016)
A exposição que a National Gallery de Londres dedica a Delacroix dá grande espaço aos pintores posteriores influenciados pelo mestre francês. Em certas salas exibem-se dois ou três quadros de Delacroix e duas ou três vezes mais quadros de outros pintores. Desconhecia que a influência de Delacroix sobre os pintores mais jovens fosse tão significativa. Mas é um facto que muitos destes inspiram-se diretamente na obra do romântico francês. De resto, parece-me que a exposição londrina não tem muitas grandes obras de Delacroix. Mesmo assim, como nunca prestei atenção à sua obra, a exposição foi uma revelação pessoal. Londres 04.2016 National Gallery 3/5

Delacroix "Une fête pour l'oeil" 
Nada sabia sobre Delacroix, pintor marcante do romantismo francês, que foi um dândi famoso e amigo de tantos homens e mulheres célebres do seu tempo, sobretudo ligado às artes. Delacroix fez sensação nos primeiros salões de arte em que participou e com a pintura Mort de Sardanopole tornou-se o chefe de fila dos pintores românticos, desafiando as regras dos neo-clássicos e dos seguidores de David. As reações de críticos e público foram violentas mas o espírito romântico estava introduzido. Em 1932 fez uma viagem a Marrocos, como convidado numa comitiva oficial do Estado francês, e trouxe de lá milhares de desenhos que deram origem a pinturas posteriores. A viagem foi uma revelação. Mesmo a antiguidade clássica que tanto amava ele foi descobri--la em solo africano (ele nunca chegou a fazer o Grand tour de Itália). Esta era a segunda viagem que fazia ao estrangeiro, depois de ter visitado em 1925 a Inglaterra, outra das suas principais influências. Delacroix dedicou grande parte da sua carreira a pintar paredes e tetos de dimensões consideráveis no Palácio do Luxemburgo,  na Biblioteca Nacional, na igreja de Saint-Sulpice e no Louvre, tendo sempre obtido tão nobres encomendas através do político Thiers. Delacroix foi até ao fim da vida um pintor nada unânime e só conseguiu entrar para o Instituto pouco antes de morrer. No entanto, foi defendido por alguns artistas, como Baudelaire, e teve uma enorme influência nas novas gerações de pintores, antecipando o impressionismo (ver quadro abaixo, La Mer de Dieppe). Leitura 03.2016 Paris 4.5/5



Delacroix Images de l'Orient (Herscher, 1995) 
BIBLIOTECA 

12.5.18

Tintoret. Naissance d'un génie (2018)

Tintoreto na juventude. Antes da consagração absoluta. Retratos, muitas cenas bíblicas. A afirmação do seu génio no competitivo meio artístico de Veneza. A ascensão social vertiginosa. De filho de tintureiro a mestre na arte mais elevada da época. Paris, Musée du Luxembourg 3,5/5

14.4.18

Charles I: King and Collector (Londres, 2018)

Charles I foi um monarca de muito má memória: provocou uma guerra civil, arruinou a monarquia (substituída temporariamente por uma república), foi por fim decapitado. Mas foi um dos maiores colecionadores de arte do seu país. Durante o seu reinado, na primeira metade do século XVII, reuniou um conjunto impressionante de obras-primas que certamente influenciou os rumos da arte no país. Teve um pintor de corte, como era costume na altura (como Velasquez em Madrid): Anthony van Dyck. A exposição está cheia de obras dele, incluindo o incrível retrato triplo de Charles I, feito para que Bernini pudesse fazer uma estátua do rei, entretanto perdida. A exposição é excelente, tanto mais que muitas das obras não são facilmente vistas pelo público, pois pertencem ao património real. Londres, Royal Academy of Arts 4,5/5

Victorian Giants: The Birth of Art Photography (2018)

Esta recente exposição da National Portrait Gallery, de Londres, celebra os fotógrafos vitorianos e a sua contribuição para consagrar a fotografia como arte. Victorian Giants: The Birth of Art Photography, centra-se em quatro grandes dessa época: Julia Margaret Cameron (1815–79), Lewis Carroll (1832–98), Lady Clementina Hawarden (1822–65) e Oscar Rejlander (1813–75). Carroll é o "pai" de Alice, sem dúvida o mais famoso destes quatro nomes. Ele tirou muitas fotografias de algumas raparigas muito jovens de famílias com que ele convivia estreitamente. Uma dessas inspirou a criação de Alice. Estes fotógrafos vitorianos estavam portanto interessados em outras artes como a literatura e a pintura, tendo grande afinidade com os pré-rafaelitas. Londres 3,5/5

21.1.18

François Ier et l'art des Pays-Bas (Musée du Louvre)

Esta exposição não se destaca tanto pelas obras-primas nela presentes ou pela qualidade da pintura mas por dar a conhecer o estado do conhecimento sobre a arte francesa no reinado de François 1er. Para além dos modelos italianos, que dominavam a pintura na Europa no Renascimento, as artes dos Países Baixos tiveram grande eco na arte francesa, embora essa influência só recentemente tenha sido devidamente estudada. A exposição do Louvre dá conta dessa evolução do conhecimento histórico da arte. Paris 3,5/5

Gauguin. L'alchimiste (Grand Palais)

Uma das exposições mais procuradas da temporada é esta retrospetiva de Gauguin, que apresenta as pinturas mas também as excelentes cerâmicas do artista. Paris 4/5