Darkest Hour é um drama histórico sobre os primeiros tempos do governo de Winston Churchill que tem a virtude de apresentar o posicionamento do governo inglês perante a ameaça de Hitler não como um dado adquirido e natural mas como uma escolha (quase) solitária de Churchill. A guerra em breve estaria nas ruas de Londres e da Inglaterra, mas antes disso travou-se uma batalha política tão importante e de desenlace imprevisível na sede do governo: o primeiro-ministro e o rei entrariam em negociações com Hitler ou enfrentá-lo-iam até à vitória de um dos campos? Para além da importância histórica dos factos narrados, o outro elemento que torna o filme inesquecível é a interpretação prodigiosa de Gary Oldman no papel de Churchill. Goldman ganhou quase tudo o que havia a ganhar: Globo de Ouro, Oscar, BAFTA, Satellite, entre outros. Produção da Working Title. Paris 3,5/5
Mostrar mensagens com a etiqueta Oscar Ator. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Oscar Ator. Mostrar todas as mensagens
14.3.16
The Revenant (Alejandro González Iñárritu, 2015)
Não me surpreende o tremendo sucesso que The Revenant está a ter em França, nem o sucesso que teve nos óscares. É um filme longo e emocionante que conta uma história larger than life de sobrevivência e vingança oferecendo ao espetador algumas cenas memoráveis, daquelas que os cinéfilos mais exigentes descartam, mas o grande público não esquece. Duas dessas cenas são a da luta do herói (DiCaprio, Oscar Best Actor) com a ursa e a do abrigo do herói no ventre quente do cavalo morto, depois de devidamente esvaziado. O cinema-espetáculo foi sempre isto, narrativa envolvente e cenas inesquecíveis, entre outras coisas. Um filme que não envergonha a história dos óscares, mas também não a engrandece. Em tempo de vacas magras, termos uma grande ursa corajosa não é nada mau. Paris 3,5/5
13.7.15
Delbert MANN
Separate Tables (Delbert Mann, 1958)
Queria muito ver este filme pela peça de Terence Rattigan que o originou. Rattigan também escreveu o argumento com John Gay e John Michael Hayes. Tudo se passa em menos de 24 horas na pensão Beauregard, em Inglaterra. Os pensionistas ficam a saber pelo jornal que um deles, um suposto major tagarela, foi apanhado num cinema a seduzir algumas espetadoras, denunciado e levado a tribunal por esse motivo. Os pensionistas dividem-se entre os que defendem a sua expulsão e os que o apoiam. Mas a peça é também sobre a solidão, o sofrimento e as paixões reprimidas de quase todas as personagens. Trama mais british não podia haver. O ramalhete de atores é impressionante: Rita Hayworth, Deborah Kerr, David Niven, Burt Lancaster e Wendy Hiller. Esta ganhou o óscar para melhor atriz coadjuvante e David Niven o óscar para o melhor ator, num papel difícil mas a meu ver mal defendido por Niven. Vila do Conde 07.2015 DVDteca 4/5
DVDTECA
Separate Tables (1958)
The Thrill of it All (1963)
Subscrever:
Mensagens (Atom)


