Mostrar mensagens com a etiqueta Bourvil. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bourvil. Mostrar todas as mensagens

9.6.21

La Traversée de Paris (Claude Autant-Lara, 1956)

É a segunda vez que vejo esta comédia brilhante, um dos melhores filmes franceses anteriores à nouvelle vague. Reúne três gigantes: Jean Gabin, Louis de Funes e Bourvil, às voltas com um porco cortado que ocupa quatro malas e que tem de atravessar Paris para cair no mercado negro da Paris ocupada pelos alemães. Paris le Desperado & Filmothèque 4/5

24.5.21

Le Corniaud (Gérard Oury, 1964)

Um dos maiores sucessos do cinema francês, com 11 milhões de espectadores. Bourvil aceita levar um carro em passeio pela Itália com todas as despesas pagas, mas o carro serve para transportar droga, ouro e jóias e será vigiado de perto por Louis de Funès, responsável pelo tráfico. Melun 2021 TV 3/5

3.12.17

Miquette et sa mère (Henri-Georges Clouzot, 1950)

Os franceses gosta(va)m muito de filmes sobre teatro, talvez porque permitissem fazer brilhar as grandes estrelas do teatro na tela do cinema. Em Miquette et sa mère, dois jovens (Danièle Delorme e Bourvil) de diferente condição social pretendem casar-se mas o jovem é herdeiro de um marquês que pretende a namorada do sobrinho para ele. Miquette e a sua mãe entram para uma companhia de teatro e a partir daí o filme passa-se entre os bastidores e o palco, até que os dois apaixonados se juntam. Como aconteceu noutros filme, gostei da presença de Bourvil e achei insuportável a prestação de Louis Jouvet. Produção de Silver Films, Alcina e CICC (Raymond Borderie). Paris 2,5/5

17.1.14

Jean-Pierre Mocky

Mocky 2013
Jean-Pierre Mocky (Nice, 1933) é uma figura muito especial no cinema francês. Trabalha há mais de 50 anos como ator e realizador, realizou mais de 60 filmes e 40 episódios de séries televisivas. É um realizador independente que filma com orçamentos muito baixos e com o apoio e a amizade de muitos atores franceses. 
É também um exibidor. Comprou o cinema Le Brady (1994-2011) e Le Desperado (2011) para poder exibir os seus filmes. São duas salas de arte e ensaio que frequento bastante, que além de apresentarem uma programação diversificada, acolhem sessões de vários cineclubes.
Já tinha visto dois filmes de Mocky, La grande frousse, com Bourvil (1964)  e Agent trouble (1987), com Catherine Deneuve, e agora vi Le renard jaune (2013). Em qualquer dos filmes Mocky toca a sua pequena música: histórias simples, menos importantes do que as relações que se estabelecem entre as personagens. Le renard jaune apresenta uma intriga à Agatha Christie (um homem destestado por todos os seus vizinhos e companheiros de café da esquina é assassinado, quem será o assassino?) mas logo o seu desfecho deixa de ter interesse, para as personagens e para o espetador. O que interessa é o microcosmo do referido café da esquina, sobretudo povoado de velhos que se agarram a essas amizades de fim de vida. O assassino é um desses velhotes, que depois de oferecer o seu apartamento a um casal de jovens para ali fazerem amor, volta ao café e fá-lo explodir com todos os seus companheiros no interior. Enfim, com esse gesto apenas acelerou o processo de substituição de gerações. Estamos pois longe da ligeireza de Agatha Christie. Touché.

Le renard jaune (2013), Paris: Le Desperado 2014  3/5

Agent trouble (1987), Paris: Le Desperado 2013  3/5

La grande frousse, com Bourvil (1964), Paris: Le Desperado 2012  3/5
Mocky 1964
Mocky 1987