Lino Ventura (Gilles Durieux, 2001)
Um dos atores mais amados pelos franceses, Lino Ventura representa efetivamente as qualidades da bondade, da coragem, da simplicidade pessoal daqueles que nasceram entre o povo. No caso de Ventura, ele representa o emigrante que se integrou na sociedade francesa, apesar das atitudes racistas que teve de suportar desde a escola primária. Nasceu em Parma, Itália, e foi criado pela mãe, tendo raramente visto o pai. Mae e filho passaram períodos muito difíceis e emigraram para Paris quando ele era bem pequeno. Ventura nunca deixou de celebrar e de voltar a Parma. Teve uma primeira carreira como lutador de catch, tenho sido campeão europeu na modalidade e em seguida tornou-se organizador de lutas. Mas nos anos 50 estrearia no cinema pela porta grande, ao lado de Jean Gabin, dirigidos por Jacques Becquer. Ne touchez pas au grisby e um marco do cinema policial frances. Foi dirigido ao longo dos anos por alguns grandes realizadores, como Claude Sautet e Melville. Desde a primeira cena que gravou, com um diálogo longo com o monstro sagrado Gabin, tornou-se evidente que era talhado para interpretar personagens destemidas e positivas, e interpretava-as muito naturalmente. A câmara gostava dele. O último filme que vi com ele foi Montparnasse 19, de Becquer, no qual fazia o seu primeiro papel de composição, o de um marchand de arte que se aproveita da morte de Modigliani para comprar todas as suas obras ao preço da chuva. Foram cenas poderosas. Esta biografia de Gilles Durieux, que conheceu Ventura, não é exemplar nem de referência, mas cumpre o papel de oferecer uma narrativa razoável da vida do grande ator. Paris 04.2018 3/5