Pippo Delbono encontra-se neste momento em Portugal para apresentar uma peça sua no Festival de Almada. É um homem de teatro consagrado na Europa, mas é também um realizador de filmes-diários íntimos com muito de lírico e de reflexões sobre a realidade mas sempre filtradas pela subjetividade de Pippo. Já tinha visto e adorado Amore Carne (2011), agora vi Sangue (2013). Gostei menos, talvez porque não surpreende como o primeiro. Em Sangue Pippo filma a mãe nos últimos momentos da sua existência, filma os seus últimos suspiros e assina o cinema mais perturbante que se possa imaginar. E mais polémico. Outro fio condutor deste filme é o encontro de Pippo com um ex-líder das Brigadas Vermelhas, recém liberto da prisão. Enfim, Pippo filma a história do seu país e a sua própria história num registo à flor da pele. Paris 2014 Espace St-Michel 3/5
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9.7.14
27.10.13
Amore Carne ( Pippo Delbono, 2011)
Um belo filme de tom pessoal e poético como poucos. Fugazmente aparecem por aqui duas das mulheres mais bonitas que o cinema nos deu: Marisa Berenson e Irène Jacob. Paris 2013 Espace Saint-Michel 3,5/5
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