Mostrar mensagens com a etiqueta RISI D.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta RISI D.. Mostrar todas as mensagens

1.2.20

Primo Amore (Dino Risi, 1978)

Em Primo Amore encontramos a história do Anjo Azul (Sternberg): um homem velho apaixona-se por uma jovem e com ela gasta tudo o que tem. Uma variação da mulher fatal, portanto. O filme de Sternberg é citado no filme de Risi (que assina o argumento com Ruggero Maccari), mas esta obra é bem dos anos 70, com um olhar melancólico sobre o passado da arte. O velho lascivo (Ugo Tognazzi) é um artista reformado, artista de uma arte do passado, que não existe mais, o dos espetáculos de pantomina que abriam sessões de cinema e de teatro. A jovem (Ornella Muti) de criada num lar de idosos (onde conhece o velho) passa a apresentadora de um programa televisivo noturno de caráter sexual. O filme é em si um comentário cheio de ternura sobre as mudanças na arte popular recente e na sociedade italiana. Muito boa ideia a estreia da versão restaurada do filme. Paris 2020 Le Champo 3,5/5

17.12.19

Telefoni bianchi (Dino Risi, 1976)

La Carrière d'une femme de chambre
Uma comédia brilhante sobre uma criada que ascende a estrela de cinema no tempo do Duce (e com a ajuda pessoal deste). Mas com a derrota da Itália na segunda guerra, os ventos mudaram e sobretudo o cinema, com o realismo de Rossellini e outros a substituir o cinema de entretenimento dos anos 30. As estrelas são as primeiras a cair. O filme tem uma dimensão picaresca que muito me agrada, com a bela Agostina Belli a subir e a descer a escadaria social em grande estilo. Com Agostina Belli, Vittorio Gassman, Ugo Tognazzi, Cochi Ponzoni, Maurizio Arena, William Berger. Paris 4/5