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18.4.26
8.6.19
Luigi COMENCINI 1970s
LO SCOPONE SCIENTIFICO (1972)
Reconheço que já gostei mais da comédia à italiana. E ver um exemplo tardio da mesma piora as coisas. Lo Scopone scientifico (1972) pertence à fase "feios, porcos e maus" em que o povo não tem qualquer emenda. De certa forma é uma reação à idealização do povo italiano presente no cinema italiano desde os heróicos anos 40. Um casal de desgraçados que vive num bairro de lata romano, tenta todos os anos depenar uma velha americana rica que tem o vício do jogo de cartas. Mas essa velha é Bette Davis, dona de um repertório de mulheres terríveis e implacáveis. Quem sairá depenado no final é o casal e todos os habitantes do bairro de lata. Abundam no filme, do princípio ao fim, as cenas de histeria coletiva, que tornam tudo demasiado grotesco para o meu gosto. Produção de Dino De Laurentiis. Com Alberto Sordi (prémio David di Donatello), Silvana Mangano (prémio David di Donatello), Bette Davis e Joseph Cotten. Paris 09.2016 FQL 3,5/5
LA DONNA DELLA DOMENICA (1975)
La Donna della domenica (1975) é um giallo (policial) de Luigi Comencini que adapta um romance dos especialistas do gênero Fruttero e Lucentini. Um arquiteto conhecido é assassinado, provocando um rebuliço entre os membros da classe alta de Turim (os industriais do Norte, como repetem os agentes encarregados da investigação). Liderando o inquérito para descobrir o assassino, Marcello Mastroianni segue tanto a intuição profissional quanto as artes de sedução de uma das suspeitas, Jacqueline Bisset. A história secundária mais interessante é a de dois homossexuais, um assumido (funcionário da Câmara Municipal) outro que não assume nunca a relação deles, apesar de (ou por) ser filho da burguesia industrial local, claramente conservadora. Este giallo é dominado pelo registo cômico e mesmo a morte do arquiteto perde a sua dimensão trágica quando no início do filme a vítima nos é apresentada como um perverso abominável que trata as mulheres abaixo de cão. Porém, o mesmo não se pode dizer do jovem homossexual que vai morrer quando descobrir o assassino. Ele expôs-se ao perigo para salvar a sua relação amorosa, para provar que o amante não tinha assassinado o arquiteto. Trata-se de uma história secundária comovente, cuja gravidade destoa do argumento principal, que segue a superficialidade própria das intrigas de Agatha Christie (no final todos os suspeitos encontram-se no mesmo local e seguirão juntos para a esquadra e lá permanecerão até se descobrir o assassino). Paris 06.2016 Le Champo 3/5
IL GATTO (1977)
Dois irmãos (Ugo Tognazzi e Mariangela Melato) que não se suportam, tentam expulsar todos os inquilinos do prédio de que são herdeiros, para assim receberem uma fortuna. Comédia tardia da época de ouro do cinema italiano, sem a graça das comédias mais antigas. Nem os atores salvam a parada. Paris 06.2019 Le Champo 2/5
L'INGORGO (1979)
Una storia impossibile
Num mega engarrafamento romano as vidas pequenas das gentes de todas as classes. Não me lembro de ter visto tantas estrelas num só filme, todas aquém do que são capazes com argumentos mais interessantes. 3/5 VISTO: Paris 07.2015 Le Champo
24.8.16
Pane, amore e gelosia (Luigi Comencini, 1954)
No final do primeiro Pan, amore, os protagonistas Vittorio De Sica e Gina Lollobrigida encontravam a respetiva cara-metade mas, para que o par justificasse a continuação da série, teriam de voltar a encontrar-se frente a frente. Então os casais desfazem-se devido ao ciúme provocado por uma dança comprometedora entre Vittorio e Gina. Este segundo filme voa mais baixo do que o primeiro. VC 2016 (3/5)
Pane, amore e fantasia (Luigi Comencini, 1953)
Foi tal o sucesso de Pane, amore e fantasia, que involuntariamente iniciou uma famosa tetralogia que terminaria em 1958. Vittorio De Sica chega a uma aldeia para assumir o posto de autoridade policial máxima e, como os outros machos do local, perderá a razão quando conhecer a jovem Gina Lollobrigida. Commedia all'italiana aqui é isto: italianos e italianas excitados com a perda da honra em aldeias onde esta é constantemente vigiada por todos; milagres de pacotilha que excitam o povo e opõem-no à igreja; etc. Tudo isto poderia resultar num filme bem negro e crítico da pequenez católica, mas Comencini optou por carregar nas tintas e não deixar nenhum espectador sisudo. Bene ma non troppo. VC 2016 (3/5)
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