No ano passado houve uma personagem feminina, Frances Ha, que deu título a um marcante filme americano a preto e branco; este ano a história repete-se com Ida, do polaco Pawel Pawilowski. Em ambos os filmes, assistimos à história de uma jovem mulher num momento de transição da sua vida. Mas as coincidências acabam aqui.
Ida é uma jovem freira que vai em breve fazer os votos exigidos pela sua condição. Antes desse passo, vai visitar a tia, a única familiar que lhe resta e que ela não conhece. Estamos nos anos 1950 e Ida fica a saber que é judia e que foi poupada quando a sua família foi toda assassinada durante a guerra. A tia é uma juíza do aparelho comunista polaco caída em desgraça. A partir desse encontro a vida das duas mulheres vai mudar completamente, numa viagem ao passado recente da Polónia (anti-semita) invadida pelos alemães. Um belo filme. Paris 2014 4/5