Um pintor italiano natural de Ferrara que foi consagrado e adotado por Paris, onde viveu a maior parte da vida e morreu. Foi um grande retratista da boa sociedade parisiense da Belle Époque. Pintou maravilhosamente homens e sobretudo mulheres, vestidos pelo melhor que a moda podia oferecer na altura. Boldini não aderiu às múltiplas vanguardas estéticas mas os seus quadros encomendados pelos ricos não deixam de inovar e de nos interpelarem ainda hoje. Paris 2022 Petit Palais 4,5/5
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21.6.22
10.6.22
Edelfelt Lumières de Finlande (2022)
Um pintor finlandês que naturalmente desconhecia, mesmo de nome, antes de ter visto esta exposição. Edelfelt viveu e instalou-se em Paris, onde se consagrou com um retrato de Pasteur (era amigo da família) mas voltava regularmente à terra natal, onde passou aliás os últimos anos de vida. Foi um bom retratista, mas deixou sobretudo belos quadros que têm o mar e as pessoas que dele se acercam (como os jovens veraneantes) como tema principal. Paris 2022 Petit Palais 4,5/5
7.6.21
Magritte en plein soleil. La période ‘Renoir’ 1940-1947 (Musée de l’Orangerie, 2021)
Magritte en plein soleil. La période ‘Renoir’ 1940-1947
(Musée de l’Orangerie, 2021)
Magritte meets Renoir ou surrealismo levou um abanão. No tempo da segunda guerra Magritte, belga, refugiou-se no sul da França, terra livre. Então apaixonou-se pelo Renoir mais solar e resolveu quebrar a loiça entre os surrealistas. A exposição de L'Orangerie é ótima, com quadros ousados que nunca mais vou esquecer. Paris 06.2021 L'Orangerie 4,5/5
3.6.21
Modernités suisses (1890-1914)
Adorei conhecer estes pintores suíços que se impuseram na populosa cena parisiense artística da viragem dos século 19/20. Só conhecia Hodler e Valloton, fiquei encantado com Amiet. A Suíça era um país recente e importava na arte celebrar as suas paisagens únicas, assim como as suas figuras típicas e costumes. Quase sempre a paisagem é o grande motivo destas obras. Paris 2021 Musée d'Orsay 4,5/5
9.12.19
Le Greco (Grand Palais, 2019)
Greco é um pintor extraordinário. Queria muito conhecer mais obras suas e a retrospetiva do Grand Palais com 71 obras permitiu de facto ter uma visão de conjunto, o que muda bastante a apreciação do pintor. Nasceu na Grécia mas teve uma carreira internacional, o que não era incomum na sua época (séculos 16 e 17). Começou por trabalhar em Creta, onde nasceu, estabeleceu-se depois em Veneza, passou algum tempo em Parma, trabalhou em Roma e, por fim, trabalhou até ao fim da vida em Toledo. Foi nesta cidade que apurou a originalidade do seu trabalho, tão único que só viria a ser justamente valorizado no início do século 20. Valorizado no sentido mais nobre, ou seja, foi apropriado, serviu de alimento à arte moderna. Veja-se o quadro acima apresentado e não será difícil ver onde Picasso, entre outros, se inspirou. Para além dos retratos, a pintura religiosa foi o seu terreno de eleição, e o seu trabalho ajudou o avanço da contra-reforma (católica), em oposição ao protestantismo que se afirmava na altura. Uma das exposições do ano. Paris Grand Palais 4,5/5
3.1.17
La Peinture américaine des années 1930 (Musée de l'Orangerie)
No Musée de l'Orangerie, há uma exposição que atrai multidões: La Peinture américaine des années 1930 - The Age of Anxiety. A arte americana em tempo de crise, anos que viram a emergência de grandes nomes da arte do século: Edward Hopper, Grant Wood, Georgia O'Keefe. Grant Wood foi a grande revelação para mim. Dele conhecia apenas American Gothic, que é apresentado pela primeira vez na Europa. Há outros quadros de Wood na exposição igualmente impressionantes. Muito bom. Paris 4,5/5
19.9.15
Vogue Like a painting (Madrid, 2015)
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| Erwin Olaf 2013 |
O Museo Thyssen-Bornemisza de Madrid apresenta pela primeira vez uma exposição de fotografia: Vogue Like a painting. Fotografia de moda inspirada na grande tradição da pintura. Adorei descobrir estas fotos de grandes nomes que trabalharam para a revista Vogue: Erwin Olaf, Irving Penn, David Sims, Erwin Blumenfeld entre muitos outros. A fotografia mais comercial pode efetivamente aproximar-se da grande arte. Impressionante. Madrid 2015
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| Mert Alas & Marcus Piggott: Ofelia, Hever Castle, Kent 2011 |
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