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3.2.19

Reflections in a Golden Eye (1967)


Filme de John Huston

Numa Academia militar, os desejos reprimidos e as frustações reinam entre dois casais que aí trabalham e vivem. Um oficial (Marlon Brando) sente-se atraído por um soldado (Robert Forster) que tem uma paixão pela sua mulher (Elizabeth Taylor), introduzindo-se no seu quarto para observá-la a dormir. Ela, por sua vez, é amante de outro oficial, cuja mulher (Julie Harris) enlouquece (perdeu o filho e não suporta a infidelidade do marido e a indiferença dos outros ao que se passa em volta). Um filme de atmosfera, que capta bem o universo estranho e único da autora da história, Carson McCullers. Paris 3,5/5

Argumento de Chapman Mortimer e Gladys Hill (adaptação de Carson McCullers). Elenco: Elizabeth Taylor (Lonora Penderton), Marlon Brando (Weldon Penderton), Brian Keith (Tenente-Coronel Morris Langdon), Julie Harris (Alison Langdon), Robert Forster (soldado L.G. Williams).

13.3.15

Games (Curtis Harrington, 1967)

Um realizador e um filme de que nunca ouvira falar. Para conhecer filmes de culto como este é que servem as sessões duplas de cinema Bis da Cinemateca Francesa. Trata-se de um thriller psicológico em que uma jovem rica (Katharine Ross) é levada a assassinar um rapaz sob influência do marido (James Caan) e de uma mulher que se infiltra na vida do casal (Simone Signoret). Este filme alertou-me para a carreira do cineasta Curtis Harrington, que passou pelo cinema experimental americano, era um realizador eminentemente cinéfilo e tornou-se um dos principais realizadores da Universal nos anos 1960. Acabei por encontrar referências elogiosas à sua obra de estreia, Night Tide (1961) e a Queen of Blood (1966), sci-fi produzido por Corman. Li que é um dos realizadores mais interessantes mas subestimados do cinema americano. Paris 2015 Cinemateca Francesa 3/5

9.4.14

The Honey Pot (Joseph L. Mankiewicz, 1967)

Estreou ontem em Paris, numa versão restaurada, The Honey Pot (1967), um dos últimos filmes de Joseph L. Mankiewicz. Tratando-se de um dos meus realizadores preferidos e sendo este filme de 1967 um dos poucos que ainda não tinha visto da sua carreira (realizou 20 filmes) não foi difícil preterir todas as estreias da semana para ver um filme dos sixties.
Mankiewicz é o cineasta da palavra. Nos seus filmes encontramos os diálogos e a voz off mais literários do cinema, e durante a maior parte do tempo somos seduzidos pela palavra tanto quanto pelos atores, sempre magníficos, ou pela realização. The Honey Pot, mais uma vez, apresenta uma história de um cinismo avassalador, como só em Mankiewicz é possível encontrar. Um milionário americano a viver num palazzo de Veneza decide fingir-se moribundo e atrair ao seu pote de mel três das suas antigas conquistas femininas para se divertir com o espetáculo da sua concupiscência. Impossível resumir as voltas que dá esta peça de teatro encenada pelo milionário como o último acto da sua existência. Brilhante. Paris, Filmothèque QL 2014 (4/5)